quarta-feira, 30 de maio de 2012

Carta LXXXVIII


Nós namoramos ano e meio, e foi um verdadeiro conto de fadas. Ele era um principe, tratava-me como uma princesa, e era tudo mas tudo o que uma rapariga pode pedir. 
E se calhar por isso custou tanto tirá-lo do meu coração. Sim porque da cabeça foi bem rápido, umas quantas saidas á noite, uns quantos copos de wisky, e umas quantas músicas brasileiras e tá tudo bem. 
Mas da cabeça, bem aí foi muito mais complicado. Eu fui muito feliz depois da relação terminar, fui feliz em espanha com os meus amigos, e fui feliz no sudoeste. Mas nao havia um único dia que nao pensasse nele. Não havia uma unica bebedeira que nao me lavasse em lágrimas por não o ter ali ao pé de mim. 
A minha cabeça sabia perfeitamente que não dava mais, e que aquilo era o melhor. Mas o coração falava sempre mais alto. Até ao rico dia em que apanhei uma bebedeira descomunal na hora do jantar. Foram copos de sangria, atras de copos de sangria e o resultado foi uma choradeira sem fim. Até ao momento em que um rico amigo começou a chamar-me burra. E aproveitou-se do meu estado para me por a dizer a toda gente que eu era uma burra. Uma burra por depois de tanto tempo ainda não ter seguido em frente. E olhem, foi remédio santo.
Graças a esse bruto, Já NÃO te sinto em mim !

...por Márcia.

3 comentários:

Anónimo disse...

Precisava tanto de algo semelhante... :(

Anónimo disse...

é mesmo bebeda esta rapariga :D
ja podes escrever: já te sinto em mim olhos inchados e quase a saltar :D
kinhas*

Marcia Silva disse...

as vezes sabe mesmo bom dizer "ja nao te sinto em mim".