sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Carta LXI

Não sei, simplesmente não sei como foi acontecer tão rápido. Foi uma questão de semanas? Dias? Horas? Segundos… foi o que me pareceu.
Tinha a noção de que o tempo cá “congelava” quando eu não estava. Voltando à realidade apercebi-me que cientificamente era impossível, que o mundo não gira a favor do meu relógio psicológico e que tudo continuava no seu rumo e eu perdia.
Tentei ser imparcial, tentei fugir dos problemas, afastei-me. Encontrei novos rumos, novos sorrisos, novas razões de viver.
Senti a maior desilusão da minha vida, quando perdi o bocado mais significativo da minha vida em tão pouco tempo.
Ainda me dói. Dói não me procurares mais, não telefonares para dizer olá. Dói confiares tanto noutros pedaços que não eu, dói-me já não me levares a todo lado, dói saber que já não sou a tua primeira escolha.
Já não sei onde pertenço. Já não te sinto em mim. E tu já não me sentes em ti.
Não acredito no eterno, vai contra a minha lei. Isto apenas prova a minha tese, de que o amor e a amizade nunca duram para sempre.



...por Eskimo.

5 comentários:

Morah disse...

É difícil.

O Amor dura enquanto tiver de durar, enquanto os dois lutarem pelo mesmo e acreditarem no mesmo.

Joel de Sousa Carvalho disse...

Olá a todos os que vão ler este comentário neste blogue ou noutro muito bom como este. Pois é, estou encantado com todos estes posts bem feitos, quase que desenhados. Pois, eu gostava de fazer igual, mas não consigo. O meu dilema agora é cozinhar… A vida é dura e obrigou-me a morar sozinho, e a cozinha não é de todo o meu local favorito. Mas estou a tentar conhecê-la, mas as aventuras têm sido imensas. Fiz um blog humilde para colocá-las em forma de crónica pouco extensas. Gostava muito que todos vocês o visitassem e se possível o seguissem. É que tentar cozinhar e depois não ser ajudado, é algo muita mau.
Cumprimentos a todos!

http://tenhosalfaltamecolher.blogspot.com/

Anónimo disse...

As vezes as coisas acontecem sem nos darmos por isso, o tempo é rápido. Queremos ser imparciais, ser os senhores e senhoras perfeitos, mas não podemos, acabamos sempre de forma inconsciente por tomar partidos, mesmo não querendo . nunca podemos fugir dos problemas porque estamos a ser cobardes devemos enfrentar o “touro pela frente, pelos cornos”, e nunca se deve afastar, e sim devemos conhecer novas pessoas, novos sorrisos, se não queremos perder uma coisa devemos lutar por ela, isto é muito fácil na teoria agora na pratica as coisas não são assim, e porque? Porque somos muito orgulhosos… e se tu dizes que “ dói não telefonares para dizer olá”, também não sabes se não dói a outra pessoa…a melhor coisa a fazer é o dialogo, tenta perceber porque que a pessoa confia tanto nos outros pedaços, não a julgues sem saber os seus motivos, não fiques a ver as coisas passarem sem fazeres nada, luta por aquilo que queres e gostas, não sejas cobarde mas sim forte e verdade nunca nada dura para sempre…

Fátima disse...

Não há nada que dure para sempre...

Sofia disse...

Que triste... está bonito e triste. As coisas tristes são quase sempre bonitas... beijinho*