Mete-me uma certa impressão aqueles casias de namorados que sempre que trocam uma mensagem põem "amo-te muito" no final. As conversas são mais ou menos assim:
Mensagem dela: Onde estás, mor[blhec também para isto]? Amo-te muito.
Mensagem dele: Estou em casa! Amo-te muito.
Mensagem dela: A fazer o quê? Amo-te muito.
Mensagem dele: A ver futebol. Amo-te muito.
Mensagem dela: E estar a dar futebol? Amo-te muito.
Mensagem dele: Sim. O SLB com o FCP [o que torna a miúda um bocadinho burra porque toda a gente sabe quando estes dois jogam!] Amo-te.
Mensagem dela: Ahh. Oh mor, porque é que não puseste o "muito" a seguir ao "amo-te"? =(
Mensagem dele: Desculpa mor. Amo-te muito muito muito muito.
(...e depois há uma discussão porque ele não a ama e blá blá blá...)
Bem, este diálogo está um bocado parvo mas é só para perceberem o que quero dizer! E isto incomoda-me e passo a explicar porquê. O "amo-te" deve ser, no meu ponto de vista, uma coisa sentida, dita num momento em que sentimos que amamos mesmo aquela pessoa. Não tem de ser o nosso namorado, pode ser um amigo, um familiar, alguém com quem temos uma relação tão forte, tão forte que achamos que só pode ser amor.
Ora, vocês acreditam que estes amo-te's todos nos fins das mensagens e nos hi5s e facebooks deste país são sentidos? Não, não são. Parece que são fabricados em série, como as peças de automóvel numa fábrica. E depois é vê-los mandar mensagens para outras pessoas e aparecer aquele apêndice! Já me aconteceu, pessoas, receber mensagens que efectivamente eram para mim mas tinham o "amo-te" final que me fazia sempre pensar como é possivel as pessoas mecanizarem uma palavra tão bonita e que devia ser dita em situações e a pessoas especiais.
Eu nunca vou ser assim (também já não tenho idade para isso, é certo!). E eu sei que não se deve dizer nunca mas: eu NUNCA vou ser assim.