quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Carta LXII

Querida M,

Sempre pensei que a nossa amizade fosse daquelas muito fortes e que iria sobreviver a tudo. Enganei-me. Bastou alguém no meio, uma por mim outra por ti. E não as culpo porque a culpa foi nossa. Elas só vieram provar que não gostávamos assim tanto uma da outra, que a tal amizade não era assim tão forte. Mas mesmo assim, sinto tantas saudades tuas, falta das conversas, falta das nossas "alianças", das gargalhadas na aula de MACS, dos nossos segredos, dos teus conselhos, dos meus para ti, de te telefonar quando estava em baixo, de gastares demasiado dinheiro no telefone, sinto falta de nós. Sei que vais ficar comigo para sempre, nas minhas memórias e recordações, mas vais. Também sei que se precisar vais estar aí para mim e eu para ti, embora também saiba que tu já não me conheces e eu já não te conheço pois mudamos longe uma da outra. Não gostei de quando me traíste, quando pensas-te que eu não te ia apoiar, quando não contas comigo nos teus planos. Eu perdoei-te tudo. Pelos meus eu sou capaz de tudo e por não me conheceres pensaste que não. Se me perguntarem em quem agora procuro apoio, conselhos e com quem riu, respondo todos menos contigo porque já não fazes parte daquilo que sou. Já fizeste, mas não, agora não. E tu, se me perguntares o que sinto por ti agora dir-te-ei, com toda a certeza, já não te sinto em mim.





Com todo o meu coração, Bruna

3 comentários:

.bruna* disse...

Obrigado por publicares a minha carta.

Beijinhos.

Doce disse...

Este texto está carregado de emoção. É sempre triste quando perdemos alguém importante na nossa vida.

Blair Randall disse...

que lindo!
E o que é esta sensação de garganta ardente e nó e olhos marejados?

xoxo