quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Carta LXVI

Traquina,
Eu sinto-te em mim. Sabias? Cada vez mais. Fazes sentido para todo o meu ser racional e para todos os cantinhos do meu coração.
Há quanto tempo? Boa pergunta! Pode parecer estranho contarmos a alguém que foi um com o outro o nosso primeiro beijo, que isso aconteceu quando tínhamos 12 ou 13 anos, que tivemos outros namorados e que apenas estamos juntos à 3 ou 4 meses. Mas é assim mesmo, como tu dizes, nunca sabemos as voltas que as coisas dão e é juntos que somos mais felizes.
Nestes anos passaram-se mil e uma coisas. Crescemos, sofremos, concretizamos sonhos, desiludimo-nos, fomos felizes, choramos, aprendemos, tomamos diferentes caminhos, quase paralelos, mas acabamos sempre por precisar um do outro e, definitivamente, só assim ficamos completos. Só assim e depois disto tudo faz tanto sentido nos desafiarmos com toda a nossa alma e faz tanto sentido sentirmos saudades, superamo-nos juntos, aprendermos palavras difíceis, sonharmos, comermos leite com bolachas, sermos cúmplices, dormirmos juntos, fazermos massagens, tomarmos banhos de imersão, chorarmos e rirmos muito, mergulharmos na piscina à noite e sem roupa, estarmos juntos em tantos sítios diferentes e termos histórias com o teu carrinho.
Não somos namorados como os outros, não deixamos a individualidade de cada um, não estamos sempre juntos nem temos amigos em comum mas és tu que me aqueces sempre o coração, é no teu peito que eu quero, um dia, dormir todos os dias e é contigo que eu posso ser tudo. Não somos como os outros e somos os melhores amigos do mundo, a desajeitada sou eu e o romântico és tu, temos os mesmos princípios e objectivos, somos inteligentes e isso importa, ao contrário do que dizem, importa. Então, temos tudo para dar certo, amor e o resto.
Eu estou aqui como sempre, ao teu lado, incondicionalmente. Eu estou muito orgulhosa de todos os fantasmas que deixaste para lutar por nós. Eu vou continuar a lutar e a mostrar-te o caminho para sermos sempre mais e fazer sentido sorrirmos só porque sim.
Eu não sei dizer que te amo, mas gosto de ti. Eu não sei dizer que te amo, mas a cada dia estás mais em mim. Eu não sei dizer que te amo, mas eu sei que não é senão amor.


Da sempre tua,
 Isa

4 comentários:

Ana Duarte Faria disse...

Linda declaração de amor! :)

ana disse...

Que linda carta! (:

Anónimo disse...

Estou com vontade de cagar.

Lua Escondida* disse...

Anónimo, dirige-te à casa de banho mais próxima.