terça-feira, 5 de outubro de 2010

Ás de copas.

Sabes aquelas pessoas que fazem castelos de cartas? É tão estúpido, não é? Elas não sabem que basta tirar uma ou alguém soprar que aquilo desmorona tudo? É mais ou menos como nós. Nós nunca fizemos castelos de cartas, para nós só servem para jogar à sueca ou waterfall, mas fizemos castelos de areia cheios de promessas felizes e beijos doces e abraços apertados e mensagens bonitas e olha, hoje, digo-te que vai tudo dar mais ou menos à mesma coisa. Os de areia também caem e nem é preciso soprar, nem é preciso rabanadas de vento fortes, nem é preciso alguém ir lá com a mão, bastam palavras e gestos feitos nos momentos errados. Nós fomos mais ou menos isto: duas cartas que juntas, e pelas adversidades da vida, nunca aguentariam muito tempo de pé.


10 comentários:

lady passion disse...

Também podia ter escrito isto... :(

Bunyssa* disse...

Oh god!
perfeito! :)

Zé Carlos disse...

As palavras, valem o que valem e são verdadeiras fontes de enganos. É sempre necessário contextualizar e enquadrar certas palavras num ambiente, num dado momento, com uma dada pessoa, de forma a que não percam significado.
Um exemplo, a primeira pessoa a quem disseste :gosto de ti! Muito possivelmente, hoje nem terás grande contacto ou pelo menos será difícil dizeres a mesma coisa, da mesma forma, sentindo o mesmo... mas na altura, se foi sentido, aquele "gosto de ti" foi real, existiu e teve significado para os dois.... continua a ter, naquele contexto, num tempo passado...

As promessas que se fazem, os sonhos que se partilham, as conversas sobre nada e sobre tudo, os castelos e projectos que se fazem, continuam válidos, verdadeiros, reais. Fazem é parte de algo que passou e é algo partilhado com alguém que tb já passou.

Gostar, não basta para que duas pessoas sejam felizes juntas e para que a relação evolua, são necessárias bases fortes, sentimentos verdadeiros, gestos concretos, acções se suporte de outra forma, restam apenas as conversas, as palavras e essas o vento leva-as...

Denise disse...

Muitas vezes quem constrói castelos de carta, sabe que é estúpido, no entanto tem a esperança de que por algum motivo, o seu castelo dure mais e seja mais "forte" que o dos outros. É como os de areia, quanto mais longe forem feitos da água, mais tempo podem durar, no entanto, são tudo hipóteses e as relações das pessoas também o são. No fundo, acaba tudo por ser um grande jogo, com grandes ou pequenas apostas, nunca sabemos o final, sabemos apenas que quanto maior o voo, maior a queda... Mas ninguém nos impede de fazer mais andares no castelo, ainda que depois sejamos obrigados a apanhar todas as cartas que, no final, ficam espalhadas no chão.
O aguentar em união... isso pode ser outra conversa. As pessoas são têm a importância que lhes damos!

Beijo*

M' disse...

tão lindo '

Mafalda disse...

gosh!!!!! que lindo!

Sofia.Macedo disse...

Deep one!

- joanarocha disse...

adorei .

dreams are my reality disse...

Gostei muito mesmo! :)

Anónimo disse...

Recentemente construí um enorme castelo de areia, com a convicção de que era impossível desaparecer por ser daqueles construídos com um amor maior que o mundo e com a capacidade de dar tudo, de dar o melhor que posso ser. O castelo já não existe, mas o amor e a vontade de dar tudo continuam aqui. E vão continuar, apesar de não receber nada. Apesar de tudo, é bom saber que somos capazes de construir castelos na areia, amar é isso mesmo. :)