quarta-feira, 2 de maio de 2012

Carta LXXXIV


Ando numa fase em que escrevo, escrevo e escrevo.  Tenho finalmente oportunidade de ouvir músicas aleatórias e de continuar a ver blogs de culinária e com imagens giras que me inspiram. Acho que pode ter sido desta mudança que voltei a escrever. Ou então foi de Londres. Do frio ou do Natal. Não sei bem descrever em que fase estou. Sinto-me mais relaxada. Os últimos tempos têm sido confusos, pelo menos dentro de mim. Ando a ignorar aqueles problemas que tenho de resolver. Situações que se andam a arrastar e por me fazerem sofrer, vou metendo-as debaixo do tapete. Adio tudo para o Fim-de-semana, como se eu fizesse alguma coisa ao fim-de-semana, para além de descansar e namorar muito! 
Acho que talvez por todos estes motivos, estou mais centrada em ti, nas palavras, nas cartas que te voltei a escrever. Na fase em que estávamos mais distantes, escrevia-te tantas vezes. Ao Domingo, quando chegavas a tua casa já tinhas lá um email meu. Outras vezes, quando eu te deixava sozinho, espalhava dezenas de bilhetes nos sítios mais inóspitos. Agora que me vês tantas vezes por dia, que falas comigo (sempre) quase sempre, que almoças comigo (quem é fofinho?), que jantas comigo e estás comigo à noite, eu continuo a ter uma vontade exasperada em te escrever, e leio as palavras e acho sempre que não chegam. Que não vais perceber. E começo sempre com um post, e acabo por nunca publicar (quase) nada e envio-te directamente para ti, para seres o primeiro e o único a l(t)er-me. É difícil explicar. Não é que duvidasse que a passagem lenta do tempo só me ia fazer gostar mais de ti, mas não esperava que fosse tanto. Não esperava que fosse tão esmagador. E quando te pergunto qual de nós gosta mais do outro, sei bem que somos iguais e sentimos de maneira diferente. Para ti, o crescimento é sinónimo de paz interior e  felicidade absoluta. Para mim é assustador, é difícil de gerir e de saber como seguir em frente. É tão absoluto este amor que sinto por ti, por nós. Por isso te digo que nunca vai haver tempo suficiente para eu te amar, para eu me sentir satisfeita. Tu sabes que quando acabar o nosso tempo, significa que acabou o nosso mundo. É certo que não será o fim do nosso amor, que irá perdurar nas palavras, mas quando o tempo chegar ao fim, leva consigo este mundo que só tu me dás.
26 janeiro de 2012


...pela minha Lila.

5 comentários:

Lila* disse...

Obrigada meu amor*

Lua Escondida* disse...

Dji nada! Já sabes que adoro este vosso amor todo :)

Merenwen disse...

"Tu sabes que quando acabar o nosso tempo, significa que acabou o nosso mundo." Até tremi com esta frase. Gosto tanto de amores assim!Um beijinho

Bunyssa* disse...

:) o amor da Lila e do N. é fantástico! :)

Lila* disse...

;) Ohhhh, voc~es sabem que é mesmo real!