quarta-feira, 21 de setembro de 2011

you can come anytime you want.

Toda a vida ouvimos dizer que a vida é um jogo. E ás vezes apetece-me encontrar-te numa rua qualquer pegar-te na mão e voltar à casa partida. Ao zero. Àquela fase em que (ainda) não temos nada e, por isso, (ainda) não temos nada a perder. Àqueles momentos em que apostamos tudo. Mas sabes, eu nunca tive sorte ao jogo. Nem ao amor, mas isso não é importante. E talvez tu, que deves gostar de jogos de mesa, que devias jogar isso no intervalo da primária, saibas mais técnicas de ganhar do que eu. Eu só jogava futebol e as únicas coisas que aprendi foi marcar golos e o que é um fora-de-jogo. Agora tu não. Tu tens a sorte sempre do teu lado. Bufas os dados, dizes qualquer coisa baixinho e sai sempre um duplo seis. Ou então isto são tudo coisas da minha cabeça e estamos, infelizmente simplesmente, a jogar coisas diferentes. Tu, Monopólio. Eu, ao berlinde.


6 comentários:

Mia disse...

Oh, gostei tanto do que escreveste!

Ana disse...

Há dias em que tb queria voltar ao tempo que não tinhamos nada (e tinhamos tanto já), mas se assim fosse não era a mesma coisa. E se calhar, se calhar afinal já não queria.

Gi_Corrêa disse...

Eu que já lhe sigo a algum tempo só posso dizer: Amo suas palavras!

Merenwen disse...

Escreves sempre tão bem, parabéns! Adoro as metáforas e a maneira como falas de sentimentos. E gosto tanto de te ler porque me lembra muito daquilo que também sinto.

Su disse...

É, não é? Às vezes uma pessoa dava tudo para voltar atrás.. Como tu dizes, "àquela fase em que (ainda) não temos nada e, por isso, (ainda) não temos nada a perder". Também gostava de encontrar um certo alguém novamente e pegar-lhe na mão. Mas há coisas que simplesmente não têm que voltar a acontecer, para que outras coisas novas e melhores possam ter lugar :) [espero eu assim seja :P]
beijinhos*

Anónimo disse...

Hoje dei comigo a pensar exactamente nisto. Em como era bom poder voltar à casa de partida. Começar tudo de novo. Mas provavelmente repetiríamos os mesmos erros e tudo acabava da mesma forma. Mas mesmo assim dava tudo para voltar "àquela fase em que (ainda) não temos nada" e em que sentimos ser capazes de tudo para o ter. Curioso como depois do tudo volta o nada, o nada que ainda é menos do que antes de não haver nada.

E sim Su, também quero acreditar que coisas novas e melhores possam ter lugar na nossa vida :)