quinta-feira, 28 de abril de 2011

quando ao nosso amor faltaste, fui-me ao lenço e rasguei-o.*

Ele (já) não gosta de mim. E agora?

Agora vais deprimir até mais não. Vais-te sentir a pessoa mais deprimente do mundo. Vais parecer, até, ridícula quando acordas todas as manhãs e te olhas ao espelho. Vais querer morrer todas as noites e sentes que vais desidratar por causa das cataratas que nasceram nos teus olhos. Vais precisar mais dos outros. Dos abraços dos outros. Da companhia dos outros. Dos beijos dos outros. Mas também vais começar a perceber que não são os outros que te vão tirar do fundo do poço. Vais descobrir que tens de ser tu, vais ter de descobrir uma força qualquer que não sabias existir até então. E depois o tempo vai ajudar-te. O tempo e os amigos e as tardes de conversa. E vai chegar o dia em que tu já nem te lembras porque andavas deprimida pelos cantos e já não percebes as razões que te levaram a chorar tantas noites seguidas. E ficas mais forte. Há-de haver mais vezes em que te magoas mas estarás, indubitavelmente, mais forte, mais segura, mais mulher.


isto é basicamente sobre as mulheres serem um bocadinho exageradas a sentir as coisas.
mas quem nunca se sentiu assim que ponha o dedo no ar, please!



*da música, linda que só ela, O lenço de Tiago Bettencourt

6 comentários:

pat* disse...

Muito muito verdade isto! Eu nao descreveria melhor. Acabamos sempre por perceber q o mais importante somos nós, e q somos de facto fortes, mais do q imaginamos.

Anaitsir disse...

Adorei o texto :)

Su disse...

Tão certo! *

Sofia disse...

Olha, não tenho nem um dedinho no ar, nem um! Acho que já toda a gente se sentiu assim... vou partilhar com uma amiga que está a precisar :) (não que eu própria não tenha tido os meus dias de ir ao lenço... o post de amanhã até fala sobre isso, engraçado!)

Sabor Adocicado* disse...

somos todas assim. o importante é que ficamos mais fortes.. e apesar de tudo ficam boas recordações

Left disse...

ai que verdade tão pura, hm hm! O mais parvo é sabermos que é assim, mas no momento da perda não há jeito de nos recompormos logo. Eh eh. A vida é tramada :)

Beijinho *