sábado, 6 de março de 2010

Delicate.

O que não nos mata torna-nos mais fortes. Mas o que não nos mata, para além de nos deixar mais fortes numas coisas, deixa-nos mais frágeis noutras. E começamos a ter medo. Medo de nos magoarmos e medo que Ele não fique connosco e medo de sofrermos tudo outra vez, medo de partir mais um bocado do coração porque sabemos o quanto custa colá-lo. E choramos mais e somos mais fracas, sentimo-nos indefesas e não aguentamos certas/tantas coisas como antes. Tornamo-nos mulheres. Mulheres que não sabem dizer o que têm, que são complicadas, que preferem estar sozinhas e chorar na almofada antes de dormir, que precisam de abraços e de beijos e de alguém que esteja sempre lá para ouvir mesmo que as palavras não façam sentido nenhum. O que não nos mata torna-nos mais fortes, sim. Mas também nos faz crescer. E crescer, às vezes, dói.