segunda-feira, 11 de maio de 2009

A minha vida dava um filme indiano - A infância

Tive uma infância normalzinha, não estejam já com ideias. Nasci, gatinhei, começai a andar. Entrei no infantário onde comecei desde logo a partir corações. Não me lembro do nome dele mas havia um “ele” (naquela idade há sempre). Desse tempo só me lembro de uma festinha de Natal onde fui com um vestidinho as flores e um blaiser vermelho a imitar uma farda de um qualquer colégio interno. Lembro-me porque tenho uma foto algures perdida nos muitos envelopes e álbuns de fotos. E lembro-me porque, supostamente, devia cantar “no Natal pela manhã, ouvem-se os sinos tocar, e há uma grande alegria, no aaaaar” num espectacular solo mas acabou por não acontecer porque alguém pôs uma cassete (naquele tempo não havia cd’s) com as vozes já gravadas. Uffff-lembro-me de ter pensado-aquelas borboletas no estômago não paravam de bater as asas.
Depois disto, escola primária. (no período de transição ainda fiz uma cirurgia ao ouvido porque era uma miúda problemática com otites!) E aqui sim, lembro-me do nome dele. Helder. Tinha olhos azuis e andava sempre atrás de mim. ou era a mandar beijinhos, ou a levantar a saia (coisas típicas mas que eu achava um nojo!) Este era o tempo em que combinava com as minhas amigas irmos de saia ao xadrez, uma da cada cor, colávamos tazos na testa e jogávamos à Navegante da Lua. Eu era a Amy (não a Winehouse), a navegante azul mas ia sempre de verde ou amarelo. E jogávamos aos PowerRangers – mas esse já envolvia gajos. E eu era a rosa, a Kimberly. Foi aqui que eu comecei a gostar de gajos, eles davam-nos atenção. Eram capazes de não ir jogar futebol com os mais velhos para brincar connosco. E nós, gajas, éramos capazes de trocar jogar às casinhas por um jogo de futebol com eles, no campo privado que decidimos que era “nosso” porque fomos nós que o construirmos mesmo que as balizas fossem duas árvores. E foi, também, nesta altura que comecei a gostar de futebol. Para além de jogar na escola, tinha o meu amigo Alex que me ensinava fintas, remates, dribles e montes de coisas. Tudo isto contra o portão da casa da minha avó. Durante anos eu via aquelas marcas lá e pensava que tinha sido mesmo muito feliz, não só no futebol mas também a fazer bolinhos de lama, a inventar líquidos que tiravam todas as nódoas e a comer barras de chocolate que a avó dele me dava. E não, por incrível que pareça, ele não foi o meu primeiro namorado, nem sequer andei aos beijos com ele. Mas gostei quando no ano passado ele me apresentou à namorada como “a minha amiga mais antiga”.

To be continued...

5 comentários:

Bunyssa* disse...

O Agripino!!
:)

Oh...eu tmb tive um infância feliz!
Parti corações, jogava à bola com o meu vizinho, montava verdadeiras casas no jardim em Junho e só desmontava em Setembro, entrava no infantário a correr e dps atirava-me po chão de joelhos (e era assim que rasgava as meias-calças e a minha mãe só descobriu quando um dia ficou a espreitar!!), ia para o rio de bicicleta todos os fins de tarde...

Oh :)
É bom relembrar!

Kiss*

Sophia disse...

Ooooh, que coisa mais linda :')
A minha infância não foi muito diferente. Também envolveu Navegantes da Lua, Power Rangers e além disso envolveu "Ai os Homens", lembro-me disso muito bem :P
Nunca fui muito de jogar futebol, mas tinha uma paixão por tazzos e matutolas :D


(L)

Frida* disse...

Ai esse Helder, que era uma grande posta e que me chamava Rosa Mota!! (-ainda hoje não entendi o porquê de 'Rosa Mota', eu até nunca fui muito de correr!! :))

**

Vera disse...

=) =) eu também jogava às Navegantes e aos PowerRangers (e de vez em quando ainda me ponho praí a cantar "Luna, Luna veeeem... Conto Conttiiiiiiiiiiggooooo". Depois ainda tínhamos a nossa versão do Jogo do Ganso. =) Saudades!

Beijinho*

L. disse...

BEM... eu também jogava à Luna navegante, aos Powerrangers, fazia casinhas e bolinhos... melhor: eu montava um café e acabava sempre por conseguir, no meio da brincadeira, fazer alguns trocos!!!

Que saudades.