segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Melhor momento do jogo contra a pobreza?

Para além dos todos os momentos em que um senhor muito fofo, grávido no fim do tempo, caía sempre que tocava na bola, foi quando um dos comentadores da Sic teve uma epifania qualquer e disse em voz alta e para todo o Portugal:
- Miccoli rima com Haiti.



WTF?

Google Analytics. Ou a melhor forma de descobrir que há pessoas parvas que escrevem coisas parvas num motor de busca e vêm ter ao vosso blogue.

Hoje, como pessoa desocupada que sou, decidi-me a dar uma voltinha pelo meu Analytics. Aquilo é um mundo e encontrei pérolas até mais não. Aqui ficam algumas.


Músicas d’ Os Azeitonas – Downloads grátis e legais aqui e aqui. E depois digam que não sou vossa amiga.

Namorado meloso – Passo.

Adrenalina sentida no PortAventura – É muita, meu caro. E se fores lá podes-me levar contigo?

Agasalhaste-te bem? Eu não.

Cá estamos em 2010 – Não andares perdido no tempo já é positivo.

Cartas a um namorado que te trocou por um amigo – E ainda lhe vais escrever cartas?

Conheço-te, sei do que gostas – Ainda bem.

Definitivamente não o conheço – Então não sabes do que ele gosta, certo?

jajas com mamas ao leu – Primeiro, escreve em condições. E depois não sei, mas assim uma coisa muito fácil para ver mamas é comprar a Playboy.

Jogos de beijar desconhecidos para adultos - MEDO.

Melhor amiga álcool namorada – Não me cheira que estas três coisas juntas dêem alguma coisa de bom. Vai por mim, pessoa, vai por mim.

Miúdas despidas de natal – Mas alguém se despe de Natal?

Namorado te sinto distante de mim – Namorada, e que tal lhe dizeres isso em vez de vires para a net, ah?

Mulheres com rabinho de bebe – MUITO MEDO.

O que é um supositório - é uma forma farmacêutica destinada à inserção em orifícios corporais (esp. no ânus, na vagina ou na uretra) nos quais amolece, dissolve-se e exerce efeitos sistémicos ou localizados. Viram? Basta ir à Wikipédia!

Qual a melhor maneira de dizer a uma gaja que gostas dela? – Gaja, gosto de ti.

Tenho 5 anos e já me maquilho – Para além de te maquilhares com 5 anos, já sabes conjugar e escrever o verbo “maquilhar”. És um prodígio, miúda.

Vivências que marcaram a minha vida – Se são da tua vida para que vens procurar?

Vou te desenhar porque já não consigo mais te ver – Esta foi profunda e não consigo dizer nada.

janaotesintoemmim.blogspot.com – Finalmente alguém que sabe ao que vem!




:)

domingo, 24 de janeiro de 2010

Eu já sabia mas hoje confirmei.

O diz-que-disse é uma coisa fodida.

Dos lenços.

Um dia destes andava a passear pelo Facebook [aquilo não serve só para ter Farmville, apesar de parecer!] e descobri que uma das miúdas com quem trabalhei em Barcelona e que tinha cerca de 12 anos, já usa lenço. Fiquei um bocadinho triste porque ela é tão bonita e agora a beleza fica toda escondida atrás daquele tecido todo. Eu sei que são tradições lá de Marrocos e que tem de ser. Uma vez disseram-me que tem a ver com as crenças, delas e da família, que uma miúda de lenço é mais respeitada no seio da comunidade muçulmana. Mas também sei que muitas já estão tão ocidentalizadas, já são tão europeias que deixam o véu para trás mesmo seguindo a religião. Cada um é livre de fazer/vestir o que quiser e eu sempre respeitei isso. Mas metade das pessoas não faz ideia do que está por detrás do véu nem nunca saiu de uma cada-de-banho e não reconheceu a miúda que estava lá só porque tinha o cabelo destapado. E nunca me vou esquecer da I., do sorriso fácil dela, de falar perfeitamente castelhano, catalão, inglês, árabe e francês, de ser super-inteligente, de ter uma paixão mórbida pelo Barcelona e outra ainda maior pelo Messi e de achar que eu já tinha idade para casar e ter filhos. Espero, sinceramente, que muitas portas se abram ao longo da vida dela, porque ela merece, trabalha para isso e vive numa sociedade onde a liberdade de cada um é uma das base fundamentais. Mas fiquei triste pelo lenço, sim. Por ela, e pela irmã daqui a uns aninhos.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Os números não são o meu forte, não senhor.

Física, minha gente. E pessoas a resolver problemas de Física. E fórmulas e números e equações e mais números e ares condicionados e coisas quentes e frias e áreas e gráficos e afins. E foi assim a minha tarde. A mim quem me dá letras e textinhos para ler ou coisinhas para escrever dá-me tudo!

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

As fotos prometidas!

Aqui estão as fotos que prometi! Tenho imeeensas de imeeensos sítios e pessoas mas, como é óbvio, não as posso postar todas! Aqui ficam algumas e talvez abra uma rubrica qualquer de fotografias de Barcelona porqeu tenho tantas e tão bonitas que é uma pena vocês não verem! Podem sempre ver mais algumas aqui e aqui. Espero que gostem!































quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Barcelona, um año después.

Foi há um ano. Por esta hora andava na azáfama dos últimos preparativos, com medo de ter quilos a mais na mala, a fazer as últimas despedidas, cheiinha de borboletas boas na barriga, com medo do que me esperava lá mas cheia de expectativas. Afinal, era o meu sonho, ia fazer o que gostava de fazer, ia aprender línguas e conhecer pessoas muito diferentes e ia ser muito feliz. E fui. E se hoje alguém me dissesse "queres voltar?" eu ia a correr fazer a mala. Aqui tenho tudo, é verdade, mas não consigo, nunca, sentir aqui o que sentia lá. É a cidade dos sonhos, onde nos sentimos livres, onde nunca se dorme, onde há pessoas de mundos tão diferentes dos nossos, onde toda a gente é igual, onde podia vestir o que quisesse que ninguém ia reparar, onde víamos turistas ingleses e italianos, onde tirávamos fotos com as estátuas, onde ao fim-de-semana era quase impossível sair de casa, onde me perdia nas ruas pequeninas e cheias de significados. Desde que voltei que tenho sido, também, muito feliz. Mas é incomparável. Aqui tenho-me sentido inútil e tenho saudades daqueles miúdos que eu sei que ajudei tanto e que ainda hoje me mandam emails a perguntar quando os vou visitar. E eu queria dizer-lhes "amanha estou aí." E um amanhã qualquer vou estar mesmo! Te quiero Barcelona. Siempre.



[Prometo que posto umas fotinhas fofis de Barcelona para recordar!]

Vamos fugir em segredo?



Tu baralhas-me a razão,
Invades-me o coração.
E eu ando um pouco perdido.




quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

É. Ás vezes é isto.


terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Carta XXVIII

Amor meu,

Estou com a estranha sensação de que estamos distantes. Esses pensamentos me perturbam, mas os mando embora. Os desprezo...
Vou te ver amanhã? Não quero deixar que tu ti afastes de mim...
Não quero me perder de ti... E às vezes estou com medo...
A distância e a tua ausência são crueis, me fazem caminhar obsessiva por estradas escuras... Por um chão de barro escorregadio, molhado. Não sei me defender e quanto mais percorro mais me perco. Esses caminhos infindáveis serão meu destino por toda eternidade, e este chão que ora foge dos meus pés e este abismo tem teu nome e tua saudade.
Este feitiço que lançaste sobre mim que não cessa.
Sei que por ti e em nome desse amor tenho feito tudo, e esses dias afastada de teus beijos, longe de tuas mãos são uma carga insuportável. Me fazem sofrer uma dor que não só dói, mas corrói, resseca, tritura, esmaga, mastiga.
Sempre penso em ti teu rosto aprisionado em minha mente, minha alma aprisionada a teu coração. Sempre estou à sonhar com os dias que teremos juntos.
Sou tua com exclusividade, em totalidade. És o único em minha realidade ou em minhas fantasias. És o homem que faz com que eu me sinta feliz, desejada, querida...
Te amo da maneira mais apaixonada, louca, intensa, desmedida que tu poderia receber amor de alguém nesta vida.

Sempre sua,



___________________________
Obrigada Karina por mais uma carta!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Dos perfumes. Dos sorrisos. Dos abraços. Dos verões. Das caipirinhas. Das festas. Dos amigos. Do sol. Do brilho. Do meu verniz cor-de-rosa. (...)





E vocês?
Têm saudades de quê?




Pedro Boucherie

Ai eu acho este homem um máximo. Não é lindo de morrer mas tem aquele je ne sais quoi que é obrigatório num homem. É culto, bem formado, percebe da poda, dá conselhos, é querido, tem um sorriso fantástico e tem aquele ar-de-mau-que-lá-no-fundo-é-um-doce-de-pessoa. É pena ser pouco fotogénico porque não há uma foto de jeito-neste grande mundo chamado internet-para ilustrar este post! Mas vocês sabem quem é o indivíduo, não sabem?

domingo, 17 de janeiro de 2010

Não sabe a letra e tal mas é fofo que se farta.



E é uma boa versão para quem não gosta da música! :)

sábado, 16 de janeiro de 2010

A reter para o futuro:

Lua, roubar sinais de trânsito faz de ti uma criminosa.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Podemos passar o dia de hoje à fente?? Pleaaase??

Então vocês perguntam: Porque é que o teu dia correu mal; Lua?

E eu respondo: Porque estava a chover. Porque Penafiel tem muitas rotundas. Porque arrancar em segunda numa subida não é muito boa ideia. Menos boa ideia ainda é arrancar em segunda numa subida quatro vezes. Porque as passadeiras deviam ter um coração enooorme vermelho para chemar a atenção. Porque há gajas muito cabras. Porque eu sobre stress sou muito desastrada. Porque só queria fugir. Porque só queria não ter que dar mais um balúrdio de dinheiro. Porque parece que já estou acordada há três dias. Porque parece que foi tudo um sonho e eu queria muito acordar amanhã e ser tudo mentira. Porque eu queria muito muito muito saltar este dia no calendário.



Obrigada ao meu Pedrinho pela terapia do chumbo. Gosto de ti :)



[E já passou tudo, minha gente. Foi só um desabafo mas já estou recomposta!]

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Amanhã...

...acendam umas velinhas por mim, sim? Obrigados.

Este blogue não me sai da cabeça!


A Piper decidiu oferecer a este nosso blogue um selinho bastante fofinho :) E, para o merecer, toca a dizer 10 coisas que não me saiem da cabeça. Vamos lá então:

1. O dia de amanhã.
2. As asneiras que possa fazer no dia de amanhã.
3. Onde vou buscar 200 euros caso o dia de amanhã corra mal.
4. "Amanhã vai correr tudo bem!"
5. Arranjar um emprego antes que este blogue mude de nome para "diário de uma desempregada".
6. Tenho de ir à Rota com a Lila.
7. Nunca mais é dia 30.
8. Farmville. (Inserir smile envergonhado)
9. O que vou fazer para almoço?
10. Este não digo, fica só para mim! (inserir mais um smile envergonhado)




E depois deste momento deprimente - onde vocês já devem estar a pensar porque é que vim cá hoje, a miúda num diz nada de jeito - caso queiram, levem lá o selinho. Obrigada Piper :)

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Eu vinha postar qualquer coisa mas...



Agora não, que me dói a barriga.
Agora não, dizem que vai chover.
Agora não, que joga o [meu] Benfica.
E eu tenho mais que fazer. *



[Tirando a dor de barriga, o resto é tudo verdade! :)]


*Momento Perpétuo Associativo, Deolinda
.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Carta XXVIII

Meu Amor, ELES não sabem o que dizem.

Dizem por aí que a paixão acaba. Ao fim de uns meses ou de poucos anos, mas acaba. Que é uma “patologia” que nos faz perder a individualidade, o raciocínio e a razão. Que se gasta com o tempo e o conhecimento mutuo, que debilita a mente, que se traduz num vício e num sedativo. Dizem por aí os médicos, os psicologos e os demais entendidos. E eu digo que não. Digo que após 2368 dias contigo continuo a precisar infinitamente de ti, a perder a razão por ti, a sentir saudades imensas, a desejar-te cada vez mais, a sentir o coração apertadinho de felicidade, a ter borboletas na barriga, a perder-me em nós.

No seu “Elogio ao Amor”, o MEC diz que “já ninguém aceita amar sem uma razão”, ama “porque dá jeito”, “porque faz sentido”... E eu digo que não é verdade. Que nós somos tão diferentes um do outro que por vezes, seria bem mais “fácil” afastar-nos. Que é difícil crescer juntos, que é difícil ceder ao outro, que é difícil fazer escolhas mas nós fizemos. Gritamos. Choramos. Passamo-nos muitas vezes. Desiludimo-nos. Perdemos. Discutimos. Cantamos. Mas... Lutamos. Rimo-nos desalmadamente. Vimos coisas novas. Amamos. Experimentamos. Ganhamos.

Dizem por aí que a paixão acaba para depois dá lugar ao amor ou... a nada. Parece que é um sim ou sopas. Paixão ou Amor. Loucura ou Serenidade. E eu digo que não. Porque tu és a minha insanidade e a minha calma, o meu medo e a minha constante, o meu oposto e o meu similiar, o meu amante e o meu melhor amigo. E eu conheço-te bem, os teus defeitozinhos todos, às vezes sei até o que pensas, sei o que gostas e o que fazes por gostar, o que é fácil e o que é difícil, o que te tira a carapaça que insistis em usar, o que devo desenhar no Pictonary para seres só tu a adivinhar, como fazer para te convencer, e mesmo assim, tu consegues superar-te e surpreender-me todos os dias. Não com ramos de rosas ou jantares à luz das velas, mas com pequeninos gestos que me derretem ou me fazem sorrir. Muito. E é por isso que continuo apaixonada, porque te re-inventas e te mostras sempre mais um bocadinho. E porque me conheces, o pacote completo, cheio de qualidades e defeitos. E porque me amas, me fazes sentir única, especial, fantástica. E és tão perfeitinho para mim que quase enjoa. Que quase ameaça passar. Mas não passa e não vai passar. Porque nós não seguimos padrões, nós não somos um cliché. Damos luta, a um, a outro e aos outros.

Por isso, meu amor, eles não têm razão. Não têm e não podem. Não há padrões, não há definições que se encaixem. Somos nós que definimos as nossas regras, o nosso amor, a nossa paixão. Somos só nós.



Por Vera


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Eu sei que devia ter postado no dia 8, dia em que o namorada da Vera fazia anos, mas pronto, vai atrasada mas não falha!
Obrigada Vera!

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Recordar é viver, sempre ouvi dizer!

E depois há aqueles dias que abrimos as caixinhas que temos espalhadas pelo quarto [que tenho urgentemente que diminui-las em número] e nos recordamos de todos os momentos da nossa vida. Cartas que nunca mandei, cartas que me escreveram quando fui para Barcelona, quando já la estava, quando acabei o curso, quando não havia mais nada para fazer, quando fiz anos, quando queriam dizer o quanto gostavam da minha pessoa e mais fotos e mais copos de shot, de caipirinhas e setas e bases de copos e guardanapos para lembrar as férias em Caminha, em Ansião, em Barcelona, para lembrar jantares de curso, queimas, festas. E mais bilhetes de cinema, desenhos nossos e dos miúdos dos estágios, palavras, muitas palavras e sentimentos bonitos, muitos "gosto de ti", muitos sorrisos, muitos sítios e conversas, muitas piadas e histórias sem fim. E está ali parte da minha vida e parece que foi tudo ontem e isso é tão bom. E assim descobrimos como, onde, com quem e porque [fomos] somos tão felizes.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Porque estou muito in love por esta música...



...e porque quero muito ir ver A Bela e o Paparazzo.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Totalmente copiado das frases Nicola...mas apeteceu-me!*

Um dia escrevo uma música. Um dia roubo um beijo. Um dia volto para Barcelona. Um dia vou abraçar até deixar de sentir os braços. Um dia desapareço durante um mês. Um dia vou chorar por ti. Um dia entro num videoclip. Um dia aprendo a jogar poker. Um dia vou vestir o 34. Um dia esqueço tudo e luto por alguém. Um dia vou ser mãe. Um dia queimo os rastos do teu perfume. Um dia vou ser fotógrafa e viajar pelo mundo. Um dia faço uma festa inesquecível. Um dia vou trabalhar para África. Um dia faço os 212 quilómetros que te prometi. Um dia transformo o ano todo em Verão. Um dia digo a toda a gente que vou casar. Um dia vou morar sozinha. Um dia faço uma festa gigante com todos os meus amigos. Um dia ponho uma foto minha no blogue. Um dia vou encontrá-lo. Um dia deixo de falar sozinha. Um dia vou ter um jardim no telhado. Um dia viveremos na mesma cidade. Um dia vou à lua. Um dia ligo ás pessoas com quem não falo há mais de três anos. Um dia volto para a faculdade. Um dia pinto as unhas de azul. Um dia compro uma vespa. Um dia canto uma música da Ágata num karaoke. Um dia dou-te a mão e nunca mais a largo. Um dia mudo de número e não digo a ninguém. Um dia grito "I´m the Queen of the World" da montanha mais alta que encontrar. Um dia vou dar um beijo à Spiderman. Um dia o mundo será a minha casa. Um dia compro as pulseiras todas de uma loja. Um dia vai ser para todo o sempre.


*E ainda está muito incompleto.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Carta XXVII

A melhor pessoa que já conheci no mundo. Um carinho, uma generosidade, uma alegria como nunca ninguém viu. Ninguém excepto eu. Fui a pessoa mais sortuda e mais azarada no mundo. Sortuda por a conhecer e azarado por a perder.

Essa pessoa era o meu avô.

Não havia pessoa mais generosa, nunca o vi fazer um acto egoísta. Sempre nos deu o que podia e o que não podia dar. Lembro-me de estar com ele e com um primo meu (eu tinha cerca de 9 anos), tinhamos acabado de dar as voltas habituais e estávamos em casa a raspar as raspadinhas que o meu avô costumava comprar, quando de repente, eu disse: “Avô, ganhámos!!!” . E não é que tinhamos mesmo ganho? Mas o importante aqui não é o facto de termos ganho, é o uso que o meu avô deu ao dinheiro. Pegou no prémio e dividiu em dois. Metade, dividiu pelos filhos e pelos netos, não tirando nada para ele. A outra metade, usou para nos levar a todos a jantar fora. Tal era a generosidade, que ainda acabou por gastar do seu próprio dinheiro para pagar o jantar todo.
Esta é só uma das muitas vivências com o meu avô que marcaram a minha vida.

Sempre abriu as portas da sua casa a todos, recebeu-nos a todos várias vezes para jantar, tinha sempre jogos para brincarmos, oferecia-nos livros, contava-nos piadas, dava-nos doces, pagava-me 200 escudos à hora para lhe arrancar as ervas do jardim, deixava-nos fazer guerras de almofadas e levava –nos a passear. Toda a minha vida sempre me tratou de forma impecável.

Contudo, não escrevi esta carta para falar do quanto eu gostava do meu avô, mas sim o quanto ainda gosto.

Foi no dia 7 de fevereiro de 2007 que faleceu e foi enterrado dois dias depois, no dia do seu aniversário. Eu faço anos a dia 10 e sempre festejamos os nossos aniversários juntos. 2007 foi o primeiro ano em que não passamos os aniversários juntos. Foi também o ano em que passamos o primeiro natal sem ti, todos sentimos a tua ausência e o natal deixou de ter para nós o significado que tinha.

Nunca mais te visitei desde o dia em que te enterrámos, penso várias vezes em fazê-lo. Nas alturas em que estou mais fragilizado sinto sempre uma vontade enorme de ir ter contigo, por seres uma pessoa sábia e acima de tudo por teres um grande coração. Gostava de um dia conseguir ser metade da pessoa que foste. Creio que ainda não te visitei, por não te querer visitar pelos motivos errados. Sou infeliz e tenho passado por fazes complicadas. Não quero que me vejas assim, não quero que sofras. Quero que me vejas feliz e que te sintas orgulhoso de mim. Quero apresentar-te a minha mulher, os meus filhos e a minha vida recheada de alegrias. Gostava de conseguir espalhar um pouco da alegria e felicidade que tu espalhavas.

Ainda te sinto em mim, vais estar sempre no meu coração. Isto não é um adeus, é um até já. Espero visitar-te umas vezes e um dia quando o meu corpo já estiver cansado, partir para junto de ti.
Por Luis.
_________________________________
Obrigada ao Luis, mais uma vez, pela carta.
E não me canso de agradecer a todos os que mandam cartas. Ainda tenho umas tantas para repsonder!
Publicarei todas, mesmo que demore, porque eu as vezes ando um bocado a dormir!=)

Procura-se resposta urgente para pergunta parva.

O que é que nós fazemos quando não sabemos muito bem o que havemos de fazer?


[Vida cansativa esta.]

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Insónias.

Ás vezes, quando não consigo dormir, apetece-me mandar uma mensagem para a minha lista de contactos a dizer "Estás acordada/o?" para ver se alguém fala comigo até vir o sono outra vez. Mas depois acho sempre que está toda a gente a dormir e que só vão ler a mensagem de manhã e vão logo pensar que eu não bato muito bem na cabeça. E então não mando.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Nem sei como agradecer!

E mesmo quando andamos um bocadinho mais distantes do blogue, sem grande coisa para escrever, sem ideias, sem tempo para cá vir, sem postar cartas [esta semana recomeço porque já tenho imensas - não me canso de agradecer a todos vocês por terem aderido em massa ao desafio], sem comentar os outros blogues apesar de, sempre que posso, estar lá a lê-los um bocadinho escondida [:)]. Mesmo depois de estar um bocadinho ausente, eis que chego aqui e vejo que o blogue escrito pela minha pessoa [não é meu, é nosso!] entrou para a lista do top 2009 de blogues da Inês e Mafalda. Obrigada, a sério.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

E cá estamos.

E 2010 já cá canta. Dizem que foi uma festa linda de se ver e eu concordo. Foi em grande. E eu gostava de escrever um discurso assim muito bonito a dizer que este ano vai ser diferente, que aprendi com o passado e blá blá blá mas acho que não é discurso para ser proferido por uma pessoa como eu! E pronto, é mais ou menos isto que tenho para o primeiro poste do ano.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Porque hoje tinha de ser: Adeus 2009.

Este ano que passou foi bom mas espero, muito sinceramente, que o próximo seja ainda melhor! Este foi o ano de tudo. Vivi meio ano em Barcelona, trabalhei na minha área, conheci pessoas fantásticas de países que nunca pensei conhecer, tive O Verão da minha vida, amei pessoas - muitas, desiludi-me com pessoas, esqueci [ou não mas tentei], voltei a amar e confiar. Tive os meus amigos sempre perto (mesmo quando estava lá no meio dos árabes e no meio das Ramblas), falhei muitas festas, muitos cafés, muitas histórias, muitos sorrisos por estar longe mas aprendi que não é a distância que separa as pessoas. E este ano espero mais. Espero mais de mim, dos outros, da vida em geral. Não posso pedir muito porque sou feliz - sim, sou muito feliz - e pedir muito é uma forma de nunca estarmos satisfeitos com o que temos. Mas um trabalho, o homem da minha vida, dinheiro, saúde, amigos e muito amor são coisas que iriam ser muito benvindas. :)



...e façam de 2010 o ano das vossas vidas. Saiam mais, bebam mais, tomem mais cafés com os amigos, estoirem o dinheiro em roupas e merdas que num servem para nada, ofereçam flores, dêm muitos beijos, namorem muito, casem, façam uma viagem, passem muitas noites sem dormir. Façam o que quiserem mas, acima de tudo, vivam.*



Que 2010 seja O ano, sim?
E sejam todos muito felizes. Sempre.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

E eu disse que só comia um por dia mas ás vezes não consigo resistir.

Os chocolates de Natal nunca são só chocolates de Natal. São borbulhas por todo o lado e de todos os feitios. E digo-vos, minha gente, que já ninguém olha para os meus lindos olhos ou para o meu nariz ou para os meus lábios ou para o meu cabelo quando fala comigo. O olhar das pessoas, de TODAS as pessoas, vai automaticamente parar à borbulha gigante que tenho no meio da testa. Não há condições sequer para ter uma vida social neste momento crítico da minha vida. [E já está cheiinha de pasta de dentes - dizem que faz bem e eu acredito nas pessoas.]


Base?

Desabafo.

E depois há aqueles dias em que só queria estar longe, a quilómetros de distâncias de casa, a morar sozinha ou com amigos ou com desconhecidos, onde não precisaria de dar justificações a ninguém. Isto é muito cansativo e às vezes parece que dou em doida! Trabalho, por favor, aparece rápido. E longe.

domingo, 27 de dezembro de 2009

Claro que há excepções.

(...) eu acho que transportando o homem e a mulher para a vida animal, a mulher tem um cérebro de elefante enquanto os homens ficam-se por um cérebro – não quero ser muito má mas cá vai – de passarinho. Eu dou-vos um tempo para digerirem a informação… já está? Agora visualizem lá um pássaro à beira de um elefante. Visualizaram? Pois aí está a grande diferença. A mulher tem um cérebro grande onde cabe toda a sua vida mais a vida das vizinhas, a vida das amigas, a vida das conhecidas, a vida das amigas das amigas e das conhecidas das amigas e das conhecidas das conhecidas e afins. Assim, quando um homem decide sair da sua vida, ela, a mulher, por ter um cérebro enoorme, guarda durante muito tempo as lembranças dos tempos que já lá vão, dos tempos das flores, dos jantares, da praia ao final da tarde, das juras de amor eterno e do cliché “nunca conheci ninguém como tu”. E é isto, este voltar constante ao passado, ao que foi bom, ao que podia ter sido se, que faz com que as mulheres levem tempos infinitos a esquecer aquele que, em tempos, foi o homem da sua vida. E enquanto elas sonham com o que eles foram, eles mal se lembram do que elas eram. Enquanto a mulher ainda vive nas lembranças do amor passado, eles já passaram muitos amores à frente. E talvez venha daí a pouca dificuldade dos homens em esquecer (-nos).

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Tardes de Natal.

Estivemos a jogar Monopólio a tarde toda. Descobri que sou péssima a gerir casas e hotéis e essas coisas [não sei como a quinta do facebook ainda sobrevive] ou então os dados não são grandes amigos. Sabem a frase "azar no jogo, sorte no amor"? Esqueçam, não se adequa à minha pessoa nem numa vírgula. Ah, e também fico muito parva quando não tenho notas de 100 euros para fazer o troco. Pronto, era só isto. E o facto de ter comido muito pão-de-ló daquele delicioso que só de olhar engorda. Mas shiuuu.



[E podem dizer que já ninguém joga Monopólio porque, lá no fundo, é bem verdade!]

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

É hoje:



Feliz Natal.




Sejam felizes, sim?

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

E ontem...

...houve amigos, cheiro a Natal, (muita, imeeensa) chuva, Rota, chá, gargalhadas, Porto, Luis Represas ("e é amar-te assim perdidamente, é seres alma e sangue e vida em mim" lalalalala) e muitas muitas outras coisas. E depois houve isto:



O melhor do mundo!

domingo, 20 de dezembro de 2009

Eu vou a Marte.



Completamente viciada. Perfeita, perfeita.

[E é escusado dizer que QUERO MUITO que Ele - seja lá quem Ele for - me cante isto ao ouvido.]

sábado, 19 de dezembro de 2009

Noites de sexta.

E depois no meio do barulho da música e das luzes e dos gajos vestidos todos iguais [já agora, camisa branca e colete] e das miúdas semi-nuas que deviam estar era na caminha ou a brincar com bonecas, eis que tenho uma revelação qualquer e penso [e digo também em voz alta]: e se mudasse o nome do meu blogue para Já (não) amo você???




*Brincadeirinha. Este que está é muito mais fofinho e querido e tudo e tudo.
[Já repararam que ando a usar muitas vezes a palavra fofinho? Gosto, pronto]

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Devia era ter-me atirado para cima dela e implorar que me adoptasse.*

No outro dia na Worten - passo a publicidade apesar de ninguém me pagar para isto - estava uma mulherzinha a embrulhar duas máquinas fotográficas daquelas todas XPTO, lindas de morrer, maravilhosas, que tiram fotos giras e fofinhas - basicamente, a minha máquina de sonho, aquela que pedi há uns postes atrás. Segundo ela, eram para os netinhos. E resumindo muito bem resumida esta questão: há alguém que vai ser muito feliz nesta Natal e esse alguém não vou ser eu.**




* OK! Exagerei um bocadinho.
**Não, meus amores, não estpu deprimida nem nada, não se preocupem.
Eu sou gaja de ser feliz (só) com uns chocolatinhos milka!

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Carta XXVI

Mon ange,
Razão de meus pensamentos... Razão de meu pesar... Razão de meu contentamento...
Um traço de felicidade ou um risco de lamento ..
O desejo que não se pode fingir, ou esconder, ou fugir...
A vontade do vício de me embreagar em ti...
Tu podes ser a chuva fria e fina de inverno ou o sol quente e seco de verão...
Tu habitas a linha tênue entre a raiva e o profundo amor.
E um único dia me pode me arremessar ao céu ou ao inferno com uma única palavra...
Dono deste oceano de sentimentos...
Nunca haverão de faltar-me as palavras diante de tanto querer... Estou a brincar com as letras sque deslizam suaves como folhas secas no outono por entre meus dedos.
Desenho um mundo tão nosso apenas eu e tu, meu doce e eterno Cadu...
Eu, vc e nosso castelo... e todo amor que houver em nossas entrelaçadas vidas.
Estou desisto de tentar me esconder, sim me felicita a paixão que vem ao meu encontro por entre tortuosas estradas. Ah, ela acena e sorri pra mim... Então decido por sorrir para ela de volta.
Apenas quero que tu troques comigo essas juras que me cumpra tais promessas.
Prometa, mon amour, que teremos um por de Sol e teremos uma Lua cheia juntos...
Prometa que irá dedicar-te à nutrir nosso amor em suas raízes, que irá cuidar de suas folhagens e que por seus galhos não passarão nem pragas nem podas, para que possamos ve-lo crescer em seus arbustos e orvalhadas flores...
Prometa que teus olhos estarão sempre a procurar pelos meus para achar a felicidade...
Prometa que tuas mãos firmes ou tremulas hão de procurar meu corpo , hão de se perder nele e encontrar seus próprios caminhos...
Prometa que as juras de amor as mais intensas, as mais insanas, as mais verdadeiras, as mais tórridas serão minhas toda minhas...
Prometa que o sexo em sua plenitude, em suas variedades, perversidades em torrentes de alegrias será modelado em argila e barro por nós dois.
Prometa que embora às vezes preso em seu compromisso seu coração em liberdade estará à voar comigo....
Prometa que teremos os prazeres simples como conversas sem sentido, um filme com pipocas, dividiremos um sorvete, passearemos em uma praia escreveremos nossos nomes na areia, almoçaremos juntos...
Prometa que toda vez que as horas te forem permitidas estará em nossa casa, em nosso esconderijo.
Pois se tive medo agora só quero me entregar, apenas cuide de mim e eu cuido de ti.
Sei que os dias sem ti ter serão de escuridão... medíocres ... pobres ... Mas os dias contigo serão os mais claros e extraordinários de toda a minha vida...
Eu não escolhi este amor fui escolhida. Se este é o preço que tenho que pagar ... Eu pagarei.

Eu te amo.
Ainda q parassem todos os sons...
Ainda q eu escutasse todas as músicas.
Tu és a razão de tudo, obrigado por me abrigar em tuas mãos...



Por Karina.

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Obrigada à Karina pela carta!


quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

E se eu pedir muito ao S. Pedro?

Hoje passei o dia a receber mensagens e telefonemas e fotografias dos meus amigos atulhadinhos de neve. Só para vocês: odeio-vos. Eu queria era neve aqui, não era nos quintos do caraças onde vocês se encontram, sim? Obrigados.