quarta-feira, 14 de novembro de 2012
tudo para mim :)
Finalmente encontrei uma loja aqui pertinho-pertinho com o meu relógio preferido. Acho que ninguém vai ter prenda de Natal da minha parte. A não ser eu mesma.
terça-feira, 13 de novembro de 2012
os maias.
Não se esqueçam que só têm mais um mês de vida. Daqui a um mês [precisamente de ontem a um mês] o mundo vai acabar, vai congelar de repente, vai haver uma chuva de meteoritos ou assim qualquer coisa e não interessa se têm latas de atum ou salsichas que só acabam em dois mil e trinta, lembrem-se é que têm um mês para serem felizes e fazerem o que ainda tem de ser feito.
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
novos vícios.
Já fui viciada em anéis e lenços e fios e óculos de sol e pulseiras. Agora é inverno. E eu só estou viciada em cachecóis, em chapéus, em camisolas quentinhas verdes, em lareiras, em pijamas polares, no ar condicionado do meu carro e em evitar apanhar uma constipação todos os dias.
terça-feira, 6 de novembro de 2012
é por isso que eu nunca ouço música na rua.
Dois gajos a conversar na esplanada:
- a dele é muito maior. é o dobro da minha.
provavelmente estariam a falar das janelas do quarto.
- a dele é muito maior. é o dobro da minha.
provavelmente estariam a falar das janelas do quarto.
sábado, 3 de novembro de 2012
As italianas.
Elas já chegaram. Se ouvirem um grupo de miúdas a dizer só me apetece pinar, são elas.
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
Right, i´m a kid #16
Sobre o Dia Mundial da Poupança:
Algumas pessoas para poupar, andam com carros a luz solar.
Diogo, 10 anos
Algumas pessoas para poupar, andam com carros a luz solar.
Diogo, 10 anos
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
só para terminar este trio de posts sobre amizade.
Hoje fui justificar a falta ao trabalho de quarta - fui ver o meu melhor amigo tornar-se mestre com um brutal dezanove - e na hora de escolher o motivo pelo qual tinha faltado a caneta fugiu para o quadradinho que dizia cumprimento de obrigações.
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
don´t forget me.
Estou a chorar como uma louca a ver um episódio de true blood. É sobre esquecer os amigos. Esta coisa das amizades mexe demasiado comigo.
terça-feira, 23 de outubro de 2012
para o melhor amigo.
A maior parte das pessoas são como uma folha que cai, que flutua ao vento, que hesita e que cai no chão. Mas há outros, poucos, que são como estrelas, que seguem um rumo firme, nenhum vento os afecta, têm dentro de si as suas leis e o seu rumo.
Hermann Hesse
Boa sorte, amor!
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
o meu pai ainda não apagou a conta do facebook e eu ainda não o bloquei.
E comentou-me uma foto. Em inglês.
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
a minha vida resume-se a um deserto sem oásis.
E hoje já bebi dois cafés e nem me parece sexta. Sinto-me tão boring.
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
e vou perdê-la em dois dias.
Eu ia comprar umas botas mas acabei por trazer uma pen de dezasseis gigas.
na rua só se ouvem coisas bonitas.
Filha [praí com uns oito aninhos]: E depois tivemos de preencher um papel onde nos perguntavam se éramos pontuais e ácidos.
Mãe: Queres dizer assíduos.
Filha: Isso, mãe. Assíduos.
terça-feira, 16 de outubro de 2012
para não matar este blogue:
Um dia compro um bloco para pôr na mesinha de cabeceira e escrever todos os postes e histórias que penso e imagino sempre que (não) vou dormir. De manhã apaga-se tudo.
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
aposto que tiveram vergonha.
Hoje fiquei desiludida com os meus putos-apaixonados-por-futebol, principalmente com os portistas ferrenhos que lá tenho!
Um miúdo estava a estudar Ciências, levantou o dedo e perguntou alto:
- qual é o habitat natural do falcão?
E eu fiquei uns bons cinco segundos em suspenso, noutra realidade, à espera, e nenhum deles - nem um - respondeu grande área.
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
eu não ando bem.
Ontem, achava eu que estava a apagar rascunhos aqui do blogue e apaguei uns tantos posts. Eu nunca apaguei um post deste blogue. Eu estou a ficar tão avariada, cruzes!
terça-feira, 9 de outubro de 2012
amor(es).
Um dia uma senhora disse-me que atrás de um amor vem sempre outro amor. Não é que concorde totalmente com a frase porque acho que há amores e amores mas hoje é só isto que eu quero dizer.
sábado, 6 de outubro de 2012
sobre mim.
O cansaço torna-me uma pessoa mais irritante. Tudo me enerva e apetece-me mandar tudo [quem diz tudo diz todos e em especial alguns] à fava-com-m. E depois de dormir, não esqueço. A neura continua.
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
só me faltam nascer borbulhas.
Ás vezes, muitas vezes, sou uma miúda, uma adolescente inconsequente. Eu já não devia fazer certas e determinadas coisas, já devia saber o que quero para a vida, já devia ter uma casa e maridos e filhos, já devia pagar contas, stressar por não ter tempo para as crianças, para o marido, para o trabalho. Mas não. Eu continuo só e apenas a divertir-me, assim, como se o mundo fosse acabar amanhã e eu-quero-lá-saber-portanto-faço-o-que-eu-quero. Mas há amanhã. E depois de amanhã e semana seguinte e mês seguinte e eu continuo na mesma. Se calhar não sei mudar. Ou não me apetece. Ou sou só eu a ser parva e a pensar só em mim. E depois magoo as pessoas. E o que eu mais odeio é não conseguir fazer as minhas pessoas todas felizes ao mesmo tempo.
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
alguma bruxa me viu.
Ontem parti um dente a comer um pedaço de bolo. E não, o bolo não tinha quinze dias nem nada que o valha. Era só bom e fresquinho.
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
i need sleep for a while.
- O que é isso de andar com a tristeza na alma?
- Não sei. São palavras que os adultos usam. Mas deve ser quando, dentro de nós, se apagam os sorrisos, quando o nosso pensamento fica cinzento, quando choramos por dentro, quando as dificuldades são maiores que nós.
sábado, 22 de setembro de 2012
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
a diferença entre o literal e o metafórico.
Hoje foi um dia triste. Daqueles dias em que saímos de casa de calções e sandálias e esperamos um sol abrasador, e, afinal, começa a chover.
Carta XCV
Meu estimado
amor,
Não sei
escrever-vos. Não sou sequer suficientemente hábil para vos prender às minhas palavras,
confesso, mas basta-me ser naturalmente capaz de vos prender e sentir no meu
coração. Não pretendo de todo
prestar-vos qualquer tipo de vassalagem desnecessária. A verdade é que desde
que a minha pequena alma se deixou perturbar pela grandiosidade da vossa, o meu
chá das índias começou a esfriar mais cedo enquanto os meus olhos deambulavam
janela fora à procura de um sinal que me levasse a vós. Confesso-vos, neste
manuscrito que perpetuará no tempo, a impossibilidade de esquecer o vosso gesto
no baile vienense. A minha mão delgada ainda hoje cora e treme ao sentir o
toque vagaroso, quase sublime, dos vossos delicados lábios a pousarem sobre ela.
Lembro-me frequentemente da cortesia usada para me abordar nesse dia, nessa
noite, e do vosso semblante sério de quem não vende a alma nem as terras que
vos pertencem e que são intimamente vossas. (Pudesse eu, um dia, ser merecedora
de tamanho império!) Pudesse a minha alma ser transparente como as águas que
envolvem a minha pequena corte e me distraem agora. Pudesse eu trajar os
vestidos com os melhores lilases de todo o mundo, ainda que rotos, para vos
acompanhar condignamente pelas ruas e acenar às gentes. Tivesse eu a capacidade
de sorrir-vos diariamente, sem errar, como ousa sorrir-me o Renoir que vagueia sempre pela minha
sala, que a minha força renovar-se-ia. Gozasse eu dos mais belos potros e
arrumaria um senhor que me levasse até vós, pelos trilhos mais árduos e mais
longos, se necessário, para beber do vosso respeitoso aperto. Enlaçar-me-ia a
vós, por deus e por quem suplicais!, e não haveria no mundo inteiro quem
arriscasse despegar-nos. Garanto-vos com toda a minha humilde e certa firmeza
que não. (…)
A minha coragem, leia-se coração,
depende da vossa. A minha coragem quase morre, como morrem os guerreiros nos
bravios, se não vos vir. A minha coragem, repito, quase perde o sangue, e a
cor, se não vos puder amar desesperadamente até ao fim dos impérios. A minha
coragem, a maior das minhas coragens, vislumbra a distância que nos demarca na
velha carta geográfica e tende a murchar desalmadamente como aconteceu aos cheirosos
adornos que ordenastes pôr na minha jarra antes que partísseis.
Digo-vos: não fosse a poesia que me
trouxestes das espanhas a sustentar a
leveza do meu corpo, e do meu ser, e já não me encontraria entre os vivos. É
ela, a par das árvores, que me mantém acesa. Desculpai-me a insignificante
comparação mas as àrvores são verdes, e são verdes o ano todo. Estas árvores,
as que me acalentam a alma, são árvores de folha perene, que nunca caem, que
nunca querem cair, que nunca se deixam cair. E, perdoai-me a insistência, a
ideia de tenacidade e perpetuidade destes seres remetem-me para caminhos mais
longos que me levam até vós.
Não sei quanto tempo mais resistirei
aos encantos que a vossa alma, superlativa absoluta e sintética, faz brotar em
mim. E a ignorância neste caso, confesso-vos, tem-se revelado a melhor das
minhas virtudes. Prometo-vos que, um dia que o Sol se faça brilhar em Londres,
farei parar os ponteiros do relógio que rege todos os relógios e não haverá
mais tempo que não este, o nosso, desta precisa forma. Acreditai em mim, se
quiserdes, que não haverá leis ou meridianos que impeçam este acto de
bem-querer para com a vossa alma. Porque no final, e acima de qualquer outra
coisa, é só isto: eu quero-vos (nos) bem. Imensamente bem.
Da sempre vossa,
Mary
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
aceitam-se sugestões de lugares fofinhos.
Para bem da minha saúde física, mental, social, psicológica, emocional - ok, para bem das minhas saúdes todas - acho que preciso de emigrar.
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
but i'm totally fine with that.
Ás vezes, quase sempre, é nas pequeninas coisas que descobrimos a falta que (não) fazemos aos outros.
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
O Pedro.
Vocês não conhecem o Pedro mas é um dos miúdos que eu mais adoro no mundo. Quase me parte as costelas quando me abraça ou o maxilar quando me dá beijos mas diz sempre que teve saudades minhas, escreve-me cartas de amor e o entusiasmo dele quando me vê todos os dias é o mesmo do que se não me visse há um ano. Ás vezes é mimalho e arma-se e espertalhão. Mas vem sempre pedir desculpas e chama-me querida e amor e diz sempre que eu estou linda. E é um excelente cozinheiro e adora a irmã de morte, ama os Morangos com Açúcar e sabe em que série entrou este e aquele, é viciado em música e dança e passa o ano todo a pensar no seu aniversário na piscina em casa dele com os amiguinhos todos. Sim, o Pedro tem Síndrome de Down e é uma das pessoas mais queridas que eu conheço. E lembrei-me muito dele quando vi este site cheiinho de amor do puro e do bom e de fotos lindas de morrer. Porque ainda bem que há outros Pedros no mundo que não deixam que um cromossoma a mais os impeça de serem totalmente e irremediavelmente felizes.
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
PÁRA TUDO.
O meu pai tem uma página no facebook.
[digeriram?]
Então o que é que eu devo fazer?
a) bloquear todo o tipo de fotos/estados/comentários que, de alguma forma, me poderão comprometer.
b) apagar todo o tipo de fotos/estados/comentários que, de alguma forma, me poderão comprometer, não vá o diabo tecê-las e a opção anterior falhar.
c) bloquear? apagar? para quê? o meu pai imagina a peça que tem em casa e esta só será uma maneira simpática e fofinha e sem discussões e perguntas de descobrir que afinal sim, é verdade tudo aquilo que ele pensa sobre mim.
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
o verão ainda não chegou para mim.
Verão só é verão quando visitamos uma feira medieval e/ou uma feira de artesanato.
domingo, 2 de setembro de 2012
O Porto, outra vez.
Há qualquer coisa nesta cidade que me fascina e que me faz levantar os pelinhos todos do corpo. É amor. Daqueles grandes, que só apetece viver para sempre. Um dia mudo de vida e vou para lá viver. Para sentir todos os dias o friozinho na barriga que senti ontem quando respirei aquele ar.
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
acho que já preciso de férias outra vez.
Ainda só estou a trabalhar há três dias e já me estou a passar. Tive quase uma hora a berrar com meia dúzia de miúdos mal-educados e respondões. Pais, a sério, eduquem os vossos filhos.
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
será o relógio a chamar?
Ando a ver demasiados sites que contêm números excessivos de fotos de vestidos de noiva.
insónia.
Esta noite foi escandalosamente comprida. E pensei tanto tanto tanto para me abstrair da dor física que me consumia, que cheguei à conclusão que quase todos os meus problemas, dúvidas e parvoíces advêm do facto de eu ser insegura. Não tinha ideia de mim assim mas é verdade. Eu preciso de sentir as pessoas, da presença delas todos os dias. De sentir que gostam de mim todos os dias. De saber que se lembram de mim todos os dias. E está toda a gente a cagar para isso. E eu fico sem ar. E eu odeio ficar sem ar um dia inteiro.
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