segunda-feira, 22 de outubro de 2012

o meu pai ainda não apagou a conta do facebook e eu ainda não o bloquei.

E comentou-me uma foto. Em inglês.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

a minha vida resume-se a um deserto sem oásis.

E hoje já bebi dois cafés e nem me parece sexta. Sinto-me tão boring.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

e vou perdê-la em dois dias.

Eu ia comprar umas botas mas acabei por trazer uma pen de dezasseis gigas.

na rua só se ouvem coisas bonitas.

Filha [praí com uns oito aninhos]: E depois tivemos de preencher um papel onde nos perguntavam se éramos pontuais e ácidos.
Mãe: Queres dizer assíduos.
Filha: Isso, mãe. Assíduos.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

para não matar este blogue:

Um dia compro um bloco para pôr na mesinha de cabeceira e escrever todos os postes e histórias que penso e imagino sempre que (não) vou dormir. De manhã apaga-se tudo.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

aposto que tiveram vergonha.

Hoje fiquei desiludida com os meus putos-apaixonados-por-futebol, principalmente com os portistas ferrenhos que lá tenho! 
Um miúdo estava a estudar Ciências, levantou o dedo e perguntou alto:
- qual é o habitat natural do falcão? 
E eu fiquei uns bons cinco segundos em suspenso, noutra realidade, à espera, e nenhum deles - nem um - respondeu grande área.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

eu não ando bem.

Ontem, achava eu que estava a apagar rascunhos aqui do blogue e apaguei uns tantos posts. Eu nunca apaguei um post deste blogue. Eu estou a ficar tão avariada, cruzes!

terça-feira, 9 de outubro de 2012

amor(es).

Um dia uma senhora disse-me que atrás de um amor vem sempre outro amor. Não é que concorde totalmente com a frase porque acho que há amores e amores mas hoje é só isto que eu quero dizer.

sábado, 6 de outubro de 2012

sobre mim.

O cansaço torna-me uma pessoa mais irritante. Tudo me enerva e apetece-me mandar tudo [quem diz tudo diz todos e em especial alguns] à fava-com-m. E depois de dormir, não esqueço. A neura continua.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

só me faltam nascer borbulhas.

Ás vezes, muitas vezes, sou uma miúda, uma adolescente inconsequente. Eu já não devia fazer certas e determinadas coisas, já devia saber o que quero para a vida, já devia ter uma casa e maridos e filhos, já devia pagar contas, stressar por não ter tempo para as crianças, para o marido, para o trabalho. Mas não. Eu continuo só e apenas a divertir-me, assim, como se o mundo fosse acabar amanhã e eu-quero-lá-saber-portanto-faço-o-que-eu-quero. Mas há amanhã. E depois de amanhã e semana seguinte e mês seguinte e eu continuo na mesma. Se calhar não sei mudar. Ou não me apetece. Ou sou só eu a ser parva e a pensar só em mim. E depois magoo as pessoas. E o que eu mais odeio é não conseguir fazer as minhas pessoas todas felizes ao mesmo tempo. 

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

alguma bruxa me viu.

Ontem parti um dente a comer um pedaço de bolo. E não, o bolo não tinha quinze dias nem nada que o valha. Era só bom e fresquinho. 

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

i need sleep for a while.

- O que é isso de andar com a tristeza na alma?
- Não sei. São palavras que os adultos usam. Mas deve ser quando, dentro de nós, se apagam os sorrisos, quando o nosso pensamento fica cinzento, quando choramos por dentro, quando as dificuldades são maiores que nós.

sábado, 22 de setembro de 2012

nele cabe o que não cabe na despensa.

Bom fim-de-semana, 
ao som desta música tão linda e tão boa onda!



Roubado da Vera.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

a diferença entre o literal e o metafórico.

Hoje foi um dia triste. Daqueles dias em que saímos de casa de calções e sandálias e esperamos um sol abrasador, e, afinal, começa a chover.

Carta XCV


Meu estimado amor,

Não sei escrever-vos. Não sou sequer suficientemente hábil para vos prender às minhas palavras, confesso, mas basta-me ser naturalmente capaz de vos prender e sentir no meu coração. Não pretendo de todo prestar-vos qualquer tipo de vassalagem desnecessária. A verdade é que desde que a minha pequena alma se deixou perturbar pela grandiosidade da vossa, o meu chá das índias começou a esfriar mais cedo enquanto os meus olhos deambulavam janela fora à procura de um sinal que me levasse a vós. Confesso-vos, neste manuscrito que perpetuará no tempo, a impossibilidade de esquecer o vosso gesto no baile vienense. A minha mão delgada ainda hoje cora e treme ao sentir o toque vagaroso, quase sublime, dos vossos delicados lábios a pousarem sobre ela. Lembro-me frequentemente da cortesia usada para me abordar nesse dia, nessa noite, e do vosso semblante sério de quem não vende a alma nem as terras que vos pertencem e que são intimamente vossas. (Pudesse eu, um dia, ser merecedora de tamanho império!) Pudesse a minha alma ser transparente como as águas que envolvem a minha pequena corte e me distraem agora. Pudesse eu trajar os vestidos com os melhores lilases de todo o mundo, ainda que rotos, para vos acompanhar condignamente pelas ruas e acenar às gentes. Tivesse eu a capacidade de sorrir-vos diariamente, sem errar, como ousa sorrir-me o Renoir que vagueia sempre pela minha sala, que a minha força renovar-se-ia. Gozasse eu dos mais belos potros e arrumaria um senhor que me levasse até vós, pelos trilhos mais árduos e mais longos, se necessário, para beber do vosso respeitoso aperto. Enlaçar-me-ia a vós, por deus e por quem suplicais!, e não haveria no mundo inteiro quem arriscasse despegar-nos. Garanto-vos com toda a minha humilde e certa firmeza que não.  (…)
A minha coragem, leia-se coração, depende da vossa. A minha coragem quase morre, como morrem os guerreiros nos bravios, se não vos vir. A minha coragem, repito, quase perde o sangue, e a cor, se não vos puder amar desesperadamente até ao fim dos impérios. A minha coragem, a maior das minhas coragens, vislumbra a distância que nos demarca na velha carta geográfica e tende a murchar desalmadamente como aconteceu aos cheirosos adornos que ordenastes pôr na minha jarra antes que partísseis.
Digo-vos: não fosse a poesia que me trouxestes das espanhas a sustentar a leveza do meu corpo, e do meu ser, e já não me encontraria entre os vivos. É ela, a par das árvores, que me mantém acesa. Desculpai-me a insignificante comparação mas as àrvores são verdes, e são verdes o ano todo. Estas árvores, as que me acalentam a alma, são árvores de folha perene, que nunca caem, que nunca querem cair, que nunca se deixam cair. E, perdoai-me a insistência, a ideia de tenacidade e perpetuidade destes seres remetem-me para caminhos mais longos que me levam até vós.
Não sei quanto tempo mais resistirei aos encantos que a vossa alma, superlativa absoluta e sintética, faz brotar em mim. E a ignorância neste caso, confesso-vos, tem-se revelado a melhor das minhas virtudes. Prometo-vos que, um dia que o Sol se faça brilhar em Londres, farei parar os ponteiros do relógio que rege todos os relógios e não haverá mais tempo que não este, o nosso, desta precisa forma. Acreditai em mim, se quiserdes, que não haverá leis ou meridianos que impeçam este acto de bem-querer para com a vossa alma. Porque no final, e acima de qualquer outra coisa, é só isto: eu quero-vos (nos) bem. Imensamente bem. 

Da sempre vossa,
Mary


[perfeita, não?]

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

eu e os meus sinais que decidiram crescer.

Alguém conhece um dermatologista que esteja em saldos?

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

aceitam-se sugestões de lugares fofinhos.

Para bem da minha saúde física, mental, social, psicológica, emocional - ok, para bem das minhas saúdes todas - acho que preciso de emigrar. 

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

but i'm totally fine with that.

Ás vezes, quase sempre, é nas pequeninas coisas que descobrimos a falta que (não) fazemos aos outros. 

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

O Pedro.

Vocês não conhecem o Pedro mas é um dos miúdos que eu mais adoro no mundo. Quase me parte as costelas quando me abraça ou o maxilar quando me dá beijos mas diz sempre que teve saudades minhas, escreve-me cartas de amor e o entusiasmo dele quando me vê todos os dias é o mesmo do que se não me visse há um ano. Ás vezes é mimalho e arma-se e espertalhão. Mas vem sempre pedir desculpas e chama-me querida e amor e diz sempre que eu estou linda. E é um excelente cozinheiro e adora a irmã de morte,   ama os Morangos com Açúcar e sabe em que série entrou este e aquele, é viciado em música e dança e passa o ano todo a pensar no seu aniversário na piscina em casa dele com os amiguinhos todos. Sim, o Pedro tem Síndrome de Down e é uma das pessoas mais queridas que eu conheço. E lembrei-me muito dele quando vi este site cheiinho de amor do puro e do bom e de fotos lindas de morrer. Porque ainda bem que há outros Pedros no mundo que não deixam que um cromossoma a mais os impeça de serem totalmente e irremediavelmente felizes. 

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

PÁRA TUDO.

O meu pai tem uma página no facebook.

[digeriram?]

Então o que é que eu devo fazer?
a) bloquear todo o tipo de fotos/estados/comentários que, de alguma forma, me poderão comprometer.
b) apagar todo o tipo de fotos/estados/comentários que, de alguma forma, me poderão comprometer, não vá o diabo tecê-las e a opção anterior falhar.
c) bloquear? apagar? para quê? o meu pai imagina a peça que tem em casa e esta só será uma maneira simpática e fofinha e sem discussões e perguntas de descobrir que afinal sim, é verdade tudo aquilo que ele pensa sobre mim.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

o verão ainda não chegou para mim.

Verão só é verão quando visitamos uma feira medieval e/ou uma feira de artesanato.

domingo, 2 de setembro de 2012

O Porto, outra vez.

Há qualquer coisa nesta cidade que me fascina e que me faz levantar os pelinhos todos do corpo. É amor. Daqueles grandes, que só apetece viver para sempre. Um dia mudo de vida e vou para lá viver. Para sentir todos os dias o friozinho na barriga que senti ontem quando respirei aquele ar.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

acho que já preciso de férias outra vez.

Ainda só estou a trabalhar há três dias e já me estou a passar. Tive quase uma hora a berrar com meia dúzia de miúdos mal-educados e respondões. Pais, a sério, eduquem os vossos filhos.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

será o relógio a chamar?

Ando a ver demasiados sites que contêm números excessivos de fotos de vestidos de noiva.

insónia.

Esta noite foi escandalosamente comprida. E pensei tanto tanto tanto para me abstrair da dor física que me consumia, que cheguei à conclusão que quase todos os meus problemas, dúvidas e parvoíces advêm do facto de eu ser insegura. Não tinha ideia de mim assim mas é verdade. Eu preciso de sentir as pessoas, da presença delas todos os dias. De sentir que gostam de mim todos os dias. De saber que se lembram de mim todos os dias. E está toda a gente a cagar para isso. E eu fico sem ar. E eu odeio ficar sem ar um dia inteiro. 

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

vamos lá...

...ao último dia de férias.

sábado, 25 de agosto de 2012

é sábado e quero sentir-me viva.

Esta semana passou a velocidade caracol. E foi rotineira. E só por isso, hoje apetece-me muito dançar.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

afinal não deve ser assim tão difícil aprender português.

A minha irmã está num intercâmbio em Itália. Basicamente está a passar umas férias cheias de sol e praia mas isso não interessa para nada. Com ela foram uns amigos nossos que adoram espalhar o pânico por onde passam. Então o que é que os meninos decidiram fazer? Ensinar uma música aos estrangeiros que basicamente a letra é: só me apetece pinar. E dizem que eles aprenderam bem. Quem diz bem, diz muito bem. Disse-me a minha irmã que há um rapazinho que diz aquilo tão perfeitamente que parece que nasceu em Portugal. E pronto, lá conseguiram pôr um autocarro cheio de alemães e italianos e pessoas vindas de países do leste a cantar aquilo. E quando lhes perguntaram o que significava eles responderam que não era nada de especial, era uma música que se cantava nos estádios de futebol.
Pois, se calhar dou-me com pessoas estranhas. 

Carta XCIV

Tu foste embora e deixaste o teu perfume comigo. Tomei três banhos e esfreguei-me tanto que quase fez ferida. Não saíste de mim. Estás sempre na almofada, no ecrã do computador, no carro, no café. Estás em todo lado. O que é que tu fazes para estares tão longe e continuares aqui? Porque é que te deixaste ficar? Porque é que não foste embora de vez? E porque é que eu tenho a certeza que tu não deixaste que o meu cheiro fosse contigo e porque é que eu, lá no fundo, sei que a tua almofada, o teu ecrã, o teu carro e o teu café já têm um novo perfume?


Barbie

terça-feira, 21 de agosto de 2012

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

objectivo do verão concluído com sucesso.

Tenho os meus ombros - que é só a parte do corpo que eu mais gosto - bronzeados.
- Inverno, podes vir, meu filho.

e a história repete-se.

Em quatro gigas de fotos das férias sou capaz de aparecer numa meia dúzia delas. E não gosto de nenhuma. As pessoas do facebook vão pensar que os meus amigos foram e que eu fiquei em casa. De castigo, praí.

foto das férias.


sim, sou a gaja com as unhas minúsculas :)

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

boas férias, gente boa!


eu juro que volto!

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

os jogos olímpicos e eu.

Ontem estava a ver os saltos para a piscina e apaixonei-me por um homem fofinho de dezanove anos.