domingo, 29 de novembro de 2009

Que nome dar a este filme?

(Eu sei que é grande, chato mas tinha de ser.)


Sexta à tarde e decidimos (já estava decidido mas pronto) ir passar a noite a Vila do Conde. Meio da autoestrada e acende uma luz desconhecida no painel do carro! Eu, estudante de código, não sabia o que era, por isso, se não damos nas aulas de código não deve ser importante! Era tão pouco importante que, logo a seguir, acende a luz do óleo. Ok, luz do óleo pode ser falta de óleo, certo? Vamos a uma oficina de motociclos e o camarada lá nos arranja o óleo sem antes cobrar 10 euros por, segundo ele, dois litros, segundo eu, hummm...meio litro vá! A noite passou-se. E não vale a pena contar a noite porque teve partes muito vergonhosas que não vale a pena ninguém saber senão lá se vai a minha reputação. Não sei se é boa altura, nem se devo ou não, mas cá vai um pedido de desculpas oficial a quem se sentiu lesadao com as minhas acções/palavras!=) Sábado de manhã, decidimos então, depois de arrumarmos a casa toda, rumar a casa. Eu tinha de estar em casa à uma da tarde e à S. que fazia anos convinha chegar cedinho para ainda curtir o resto do dia! A viagem foi tranquila, engraçada e ainda gozamos com uns carros que estavam parados nas bermas, avariados. Aviso para a embarcação que lê este poste: nunca gozem com os carros que estão parados nas bermas, avariados. É que pode acontecer o vosso carro morrer precisamente na portagem, quando estão a pagar, quando estão a uns míseros quilómetros de sair da auto estrada. Pois que aconteceu, sim. E ficamos nós parados ali no meio, sem conseguir pôr o carro na berma, a levar com os carros de um lado e de outros, mesmo ao ladinho das vias verdes. E só pensavamos na fome que tinhamos, na casa de banho que não tinhamos, no reboque que não vinha, nos senhores do seguro que não telefonavam. E quando vocês acham que nada pode piorar, piora. Começa a chover torrencialmente, a trovejar, não conseguimos ver nada (e isso faz com que, certamente, ninguém nos visse) até que somos salvos por uns policias (giro e tal) que nos põem seguros na berma. Mas continua a faltar o reboque e, quando ele vem temos de tirar tudo da mala para procurarmos o gancho. E quando chega o táxi somos as pessoas mais felizes do mundo porque já passaram aquelas duas horas (que mais pareceram uma tarde inteira) de piadas parvas e de telefonemas estranhos, acompanhados de uma garrafa de coca-cola e do leite-creme que não podiamos comer porque não tinhamos colher! Fim.

sábado, 28 de novembro de 2009

Um dia vou fazer ao que sinto por ti o mesmo que tu fizeste ao que sentias por mim.



Hoje foi o dia.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

E para finalizar o assunto.

Melhor que um amo-te ou um adoro-te é um gosto de ti. Gosto de ti. Dito no momento certo ou escrito com um ponto final. Como quem não diz nada de especial e diz tudo. Assim, certeiro [no coração], simples, forte, quase a tocar o infantil. Gosto, pronto, gosto muito.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Adenda [ou ajuda] ao post anterior.

E depois de ter escrito aquilo tudo descobri que no meu telemóvel uma das mensagens modelo - aquelas mensagens que já estão escritas e que nos poupam tempo e que, bdw, ninguém usa - diz, precisamente amo-te. Resta-me com isto concluir que até os senhores dos telemóveis contribuem para banalizar a palavra.

Dos amo-tes não sentidos e em série.

Mete-me uma certa impressão aqueles casias de namorados que sempre que trocam uma mensagem põem "amo-te muito" no final. As conversas são mais ou menos assim:

Mensagem dela: Onde estás, mor[blhec também para isto]? Amo-te muito.
Mensagem dele: Estou em casa! Amo-te muito.
Mensagem dela: A fazer o quê? Amo-te muito.
Mensagem dele: A ver futebol. Amo-te muito.
Mensagem dela: E estar a dar futebol? Amo-te muito.
Mensagem dele: Sim. O SLB com o FCP [o que torna a miúda um bocadinho burra porque toda a gente sabe quando estes dois jogam!] Amo-te.
Mensagem dela: Ahh. Oh mor, porque é que não puseste o "muito" a seguir ao "amo-te"? =(
Mensagem dele: Desculpa mor. Amo-te muito muito muito muito.



(...e depois há uma discussão porque ele não a ama e blá blá blá...)


Bem, este diálogo está um bocado parvo mas é só para perceberem o que quero dizer! E isto incomoda-me e passo a explicar porquê. O "amo-te" deve ser, no meu ponto de vista, uma coisa sentida, dita num momento em que sentimos que amamos mesmo aquela pessoa. Não tem de ser o nosso namorado, pode ser um amigo, um familiar, alguém com quem temos uma relação tão forte, tão forte que achamos que só pode ser amor.
Ora, vocês acreditam que estes amo-te's todos nos fins das mensagens e nos hi5s e facebooks deste país são sentidos? Não, não são. Parece que são fabricados em série, como as peças de automóvel numa fábrica. E depois é vê-los mandar mensagens para outras pessoas e aparecer aquele apêndice! Já me aconteceu, pessoas, receber mensagens que efectivamente eram para mim mas tinham o "amo-te" final que me fazia sempre pensar como é possivel as pessoas mecanizarem uma palavra tão bonita e que devia ser dita em situações e a pessoas especiais.
Eu nunca vou ser assim (também já não tenho idade para isso, é certo!). E eu sei que não se deve dizer nunca mas: eu NUNCA vou ser assim.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Carta XXIII

Meu bem,

Sei que provavelmente não te deveria tratar assim. Terminamos, tudo acabou e já nem sequer te vejo. Dizes que não te incomodo e que ainda prezas a minha companhia mas fico na dúvida – será que isso ainda é amor ou é mera amizade? Não precisas de dizer que fui eu quem acabou, que nunca o terias feito. Não sabemos. Apenas senti que tinha de reagir. Já não aguentava mais ver a tua inércia, a forma como tu simplesmente não reagias àquilo que se passava… já não falavas daquilo que te preocupava e deixaste-me num vazio, numa angústia tal que nunca pensei ser possível de sentir.
Entreguei-me por completo a ti, tornei-te na ‘’minha prioridade’’, como tu um dia me disseste… Talvez me tenha precipitado e quiçá tenhas razão, que tinhas, nalgumas das coisas que dizias. Admito que possa ter sido prematuro terminar desta forma, mas a verdade é que nunca o quis fazer. Eu AMO-TE, com todas as minhas forças… não imaginas sequer o que sinto por ti. Não sei se dirás o mesmo de mim, se pensas que não te soube dar o valor. Porém, vejo que não me deixas chegar a ti, não vi em ti vontade e garra de lutar por mim. Se me amas (ou amas-te) como dizias que amavas, porque é que ainda não vieste atrás de mim? Porque é que quando fui ter contigo não me fizeste ver o quão errada eu estava, para que pudéssemos salvar-nos? Não pareces sentir o mesmo que sinto por ti.
Dei-te tudo o que tinha, tudo o que de melhor há em mim. Fiz tudo o que estava ao meu alcance. Lutei contra tudo e contra todos, ouvi o que não queria, defendi aquilo que sentia por ti, a ver de alguns rebaixei-me enquanto lutei por ti, perdoei coisas que dizias e não fazias só por te amar e por achar que tu valias a pena. Até podes não valer mesmo nada, aliás és uma merda, és um filho-da-mãe que não é capaz sequer de pôr o orgulho de lado por alguém que amas mas… eu não consigo deixar de pensar em ti. Estás em mim a cada minuto, tudo o que vivi contigo, o que dissemos, o que sentimos está cá dentro…
Já não aguento mais viver sem ti. Tenho saudades tuas… cada dia que passo sem ti, sem te ver, em que não falas comigo é um inferno. Não sei o que me deu para gostar assim de ti, nem te conhecia bem! Cativaste-me, conquistaste-me com esse teu ar inocente e casmurro. Rendi-me a ti e fizeste-me prisioneira. Entrego-te aqui as armas, apenas não consigo lutar mais contra algo que é tão forte, tão genuíno e tão nosso! Não fui capaz de apagar as tuas mensagens, as nossas fotos… O teu perfume, ainda o sinto. Os teus beijos e o teu calor ainda me fazem falta. Choro só de pensar que já não gostas de mim. Será que já me esqueces-te?
Estou perdida sem ti. Quero-te perto de mim como nunca quis ninguém. Nada nem ninguém preenche este vazio, este nó que há em mim.
Vem para o pé de mim. Luta por mim. Faz-me sentir viva outra vez, porque eu ainda te sinto em mim, tanto, mas tanto meu amor.
Por Arco-Íris.
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Obrigada pelo contributo. =)

domingo, 22 de novembro de 2009

Dos sonhos.

Sou só eu que acho que quando sonho muito muito muito, mas mesmo muito com uma coisa, essa coisa nunca nunca nunca mas nunca acontece?



[Mas óbvio que continuo a sonhar como se amanha o mundo fosse acabar. Sempre.]

sábado, 21 de novembro de 2009

É só porque me derreto com a voz do Chris. E também porque hoje é sábado e não tenho andado inspirada.

[Eu não gosto muito do MJ mas esta musiquinha é fofinha.]

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Coincidências.

E alguma semelhança com o título deste blogue é pura coincidência!
[Achei mesmo piada!]

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Carta XXIII

Hoje não se escrevem cartas aqui. Hoje as imagens vão dizer muito mais que as palavras. Hoje a carta é escrita com caras e lágrimas e fotografias e sorrisos. Esta é a carta de hoje.





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Obrigada Paulo por partilhares.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Espero mesmo passar no exame que já não vos aguento.

Queridos Rapazinhos-a-Roçar-o-Tunning que andam comigo na aula de código,
não é nada bonito e muito menos interessante passar uma hora a ouvir-vos dizer palermice. Ou porque os vossos amigos conduzem sem carta no carro da namorada e fazem dele um herói (é crime, sabiam?) ou porque vocês acham que um carro devia levar, pelo menos, seis pessoas porque "atrás cabem perfeitamente quatro" ou então porque quando saem da discoteca vêem as pessoas a trincar/comer/ingerir limões para esconder o álcool que ingeriram, etc, etc e blá blá blá. E digo-vos que não é mesmo nada bonito - nadinha de nada - dizerem coisas do tipo "ai, o que eu queria mesmo era uma gaja que me mudasse o óleo do carro e os fusíveis e essas coisas enquanto eu estava no sofá sentado". Não é bonito, não. Chama-se estupidez. Ai God, e eu já vos imagino tanto a ouvir musica no carro como se estivessem dentro de uma discoteca. E com os carros sem a panela a fazer aqueles barulhos mais parecidos com um avião. Cresçam, meninos, sim?
Com os melhores cumprimentos [nada de beijos, vá],
Lua.

domingo, 15 de novembro de 2009

Eu sei que não devia mas...*

Cheguei agora a casa. Eu sei que não é tarde e tal mas não tenho nem um bocadinho de sono. Tomei um café e, por isso, é sagradinho ter uma noite em claro. E o mais engraçado é que eu sei que a cafeina me dá insónias e que, por cauda dela, sou bem capaz de me virar de um lado para o outro da cama umas 500 vezes por minuto mas, de vez em quando, perco a cabeça e penso ah e tal só um cafézinho - comprido - não vai fazer mal nenhum, que venha ele. Pois não. E agora vou para a caminha contar carneirinhos-a-pinchar-em-cercas. Ou então gajos giros a correr em campos verdinhos. Hummm, se calhar esta última é capaz de me fazer ficar (ainda mais) acordada. Oh God, nunca, NUNCA mais bebo café.**
*eu gosto taanto daquele sabor e daquele cheirinho.
**e quantas vezes já disse isto?

Só para que saibas.

Não, eu não te odeio. E não, não gosto um bocadinho menos de ti.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Se calhar não é nada disto, é só porque o blogue nasceu lá.

Descobri hoje que no meu perfil do blogger ainda tenho "Local: Barcelona". E com isto concluo que há sempre a esperançazinha de para lá voltar. Eu queria muito.
E deixo ficar assim ou mudo, ah?

E eu não sou muito muito viciada. Só um bocadinho.

Hoje passei por um campo verdinho, verdinho com umas vaquinhas lá a pastar. E o que me lembrei logo? Claro, da minha Farmville. E consegui fazer um transporte mental do meu computador para aquela quinta enooorme e verdinha. Imaginei os meus animaizinhos a passear, as minhas árvores carregadinhas de frutos, o meu tractor, as minhas plantações. E ri-me. Era tão feliz com uma quinta daquele tamanho, credo!


Hummm...e agora vou ver se vou muito rápido aumentar a minha. Talvez um 18x18. =)

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

E nunca, quase nunca acaba mal.

Porque os super heróis (não) estão ao virar da esquina! =)

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Carta XXII

Ainda consigo sentir o sabor dos teus lábios, o cheiro da tua pele, o som da tua voz… Fecho os olhos e ainda sinto as tuas mãos a percorrerem o meu corpo, ainda sinto a tua respiração ao meu ouvido, ainda sinto o teu olhar fixo no meu. Quero arrancar-te de mim, mas a verdade é que ainda estás demasiado entranhado no meu corpo, na minha alma, no meu ser… Não me queres, já me disseste… Mais do que uma vez até… Dizes que gostas, que chegas até a amar, mas não me queres. E eu espero, um dia… outro…outro e outro… E nada muda… Há um momento em que tudo muda, sentes a minha falta, não sabes o que fizeste, achas que foi o maior erro da tua vida… Mas passa, no instante seguinte, e afinal não devias ter dito nada daquilo… Estavas confuso, só isso! Pedes desculpa… eu desculpo… e volta tudo ao mesmo... Eu a sentir-te em mim como sempre senti, eu cheia de ti sem saber o que fazer aos dias sem que faças parte deles. Afundo-me em lembranças e recordações… Lembro a primeira saída, o primeiro beijo, a primeira noite que passámos juntos… Lembro como ríamos abraçados na cama, lembro-me da gargalhadas de menina ingénua e das lágrimas que chorei no teu peito… Lembro-me do abraço e dos carinhos, lembro o teu sorriso e a sede que tinhas de mim… Lembro os sonhos, os planos, as promessas… Lembro com mágoa tudo o que perdi… Tudo o que nunca tive…

Hoje sei que chega… Chegou a hora de seguir em frente e procurar o meu caminho… Prometo não tentar mais nada, nunca mais! Sei que te incomoda… Prometo todos os dias conseguir apagar um bocadinho de ti em mim… A cada dia tornar mais distante o som da tua voz, deixar de sentir o cheiro da tua pele, esquecer o sabor do teu beijo. Prometo que todos os dias farei para que tudo se una numa só lembrança, a lembrança de um sonho do qual acordei sem querer, para que então possa dizer que já não te sinto mais em mim.

Chegou a hora da despedida... despedida que eu já adiei demais e que se impõe agora como única saída. Portanto, esta é a minha despedida... Prometo...
Por M.
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Obrigada M. pela tua contribuição. =)

Não é bem medo mas...

...é mais ou menos esta doencinha que eu tenho.

icanread.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Eu sei que todos os domingos faço um post sobre isto mas hoje é importante.

Espero sinceramente que tenham visto os Ídolos e que tenham reparado muito bem na primeira menina que passou à fase seguinte [by the way, não lhe deram grande importância, preferiram filmar as pessoas a chorar desalmadamente como-se-o-mundo-acabasse-amanhã por não terem passado]. Pois que a miúda é cá da terrinha e canta bem que se farta. E andou na mesma escola que eu e já cantou em muitos casamentos e missas e coisas giras. Já ganhou festivais e é um mimo ouvi-la cantar o Eu Sei da Sara Tavares [adoooro a versão dela] e o Happy Day e coisas assim. E pronto, era isto. E dizer que é muito giro ver pessoas conhecidas na televisão.

domingo, 8 de novembro de 2009

Isto hoje não tem titulo.

A noite está perfeita. A chuva a bater na janela e eu a ver séries enroladinha no cobertor branco e vermelho à Benfica. Já foi o chá e agora está a apetecer umas bolachinhas! Mas há [muiiita] preguiça de sair do quentinho para ir para o Pólo Norte, vulgo cozinha. E daqui a pouquinho vou para a cama, ouvir a chuva e imaginar as pessoas que andam pela rua, ao frio. E vou rir-me. E não é por maldade [porque ainda ao bocadinho apanhei uma molha do caraças] é simplesmente por pensar que estou tão bem no meu edredon. Que estou tão seca!

sábado, 7 de novembro de 2009

E uma pessoa está fora uns dias...

...e chega aqui e já tem 100 seguidores. Fogo, nunca pensei. Obrigada!

Gripe A.

Se não a apanhei hoje rodeada de 548122154 miúdos dentro de um auditório [mesmo para o bichinho ficar ali a moer] pela manhã e outros tantos pela tarde, nunca mais apanho.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Carta XXI

Um pequeno contributo sobre o Amor…

Se falar de amor é uma tarefa difícil, então escrever sobre amor é uma ilusória pretensão…
Não se pretende fazer uma revisão da literatura sobre o tema, nem discutir teses ou opiniões, apenas que estas linhas surjam como se pensa que o amor deve fluir: livremente.
Se se fala de amor desde que se fala de vida e se se fala de vida desde que se fala de morte, então fala-se de amor desde que se fala de morte. Este poderia ser perfeitamente um dos silogismos de Aristóteles e Platão. Mas, tal como os que são vulgarmente conhecidos através da lógica de Aristóteles, também este é digno de refutação…
Falar de amor significou, no passado, falar de morte, de desgosto e de sofrimento. Lembremos a literatura clássica, o romance de Romeu e Julieta ou a poesia de Bocage.
Platão, Aristóteles, Kant, associavam o amor à perda, à ausência; Shakespeare, à separação, ao desespero; Bocage, ao desprezo, à solidão. Para Camões, era “um fogo que arde sem se ver”; para Florbela Espanca era “alma, sangue e vida”; Para Ricardo Reis era “toque, carne”…
O amor está nas páginas dos livros, nas letras das músicas, nas imagens da publicidade, está em todo o lado, depende apenas do prisma através do qual o vemos.
Eduardo Sá, fiel descritor da realidade dos nossos dias, apresenta-nos seis amores, defendendo o sexto como sendo o especial, o único. Pessoalmente, concordo.
Penso que se se analisar a realidade actual, encontramos um retrato fidedigno do que é o amor, sem adereços, sem falsos moralismos, afinal já lá vai o tempo dos amores prometidos à nascença.
O amor existe. Sem a menor sombra de dúvida.
Existe nos momentos em que se sonha acordado, com a realidade que se quer construir, um dia.
Existe na mão invisível do pintor que borra o céu em tons de rosa, enquanto os condutores na sua azáfama, nem se apercebem do cair da noite.
Existe na delícia de um gelado que se saboreia em pleno Inverno.
Existe nas horas em que, incógnitos, passamos horas em frente à montra da loja de artigos para bebé.
Existe naquela letra de música que gritamos a plenos pulmões, na certeza de ter sido escrita para nós.
Existe em todas as promessas, feitas em silêncio.
Existe no toque firme da paixão.
Existe no olhar do homem que venera o sono da sua mulher, na esperança de vislumbrar uma curva, quente, da sua silhueta.
Existe, nas lágrimas que correm, à chegada e à partida.
Existe no animal que dorme, tranquilo ao nosso colo, confiando na mão que o acaricia.
Existe nas plantas que germinam, fruto da paciência e da dedicação.
Existe na lembrança, na saudade.
Existe nas cores, nos sons e nos cheiros que provocam sorrisos pela recordação de quem se ama.
Existe na coragem necessária para afastar o objecto do nosso amor, empurrando-o na luta pelos seus sonhos.
Existe na força com que se escolhem as melhores palavras para esconder o desespero que a ausência provoca.
Existe na loucura de dizer “adeus”, quando se quer dizer “fica”.
Existe na insanidade de confiar no outro, como em nós mesmos.
Existe na entrega total, de saltar sem rede, começando tudo de novo, infinitas vezes.
Existe na febre com que se diz “para sempre”, na consciência das dificuldades do amanhã.
Existe na mão do homem, que toca firme, na barriga da mulher onde cresce a esperança.
O amor existe.
É vida.
É onde tudo começa, onde nada termina.
Casámos, meu amor, porque te sinto em mim.
_________________________
Obrigada pela contribuição, Cor-de-Rosa.=)
E continuem a contribuir com as vossas cartas cheias de sentimento.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Oh God, make me good...*

É muito bom lembrarmo-nos do amor, ou dos amores. Mesmo quando não foram aquilo que sonhámos. Mesmo quando foi por um triz que não o tivemos ou que fomos felizes para sempre. O "triz" dá cabo da nossa fé. O "triz" vai repetir-se pela vida fora e nós vamos cair na tentação de achar que foi quase, que é quase, que está quase para ser qualquer coisa. E depois não é.
in O sexo e a Cidália. NM


[*...but not yet, como diria a Cidália. right now, como diria eu.]

domingo, 1 de novembro de 2009

Da deprimência.

Eram 19.30 e eu já estava com o pijama vestido. E ainda falta muito para começar os Ídolos? A minha vida é tão boooooring.

sábado, 31 de outubro de 2009

Coisas que sabemos/percebemos/descobrimos quando vamos fazer uma prova muito estúpida da Segurança Social.

Soube que uma mulherzinha teve um bebé há dez meses e que está quase a fazer um ano. A sério? Podia ter dito que daqui a dois meses fazia um ano para ficarmos mais esclarecidos porque ninguém sabe que um ano tem doze meses. Apercebi-me também que o que não faltam é gajas neste mundo, particularmente neste nosso Portugel, com o meu nome. E há gajas novinhas que não fazem o buço, preferem andar a mostrá-lo assim muiiito escurinho. E é só pessoal conhecido (que não nos liga muito, vá!). Também consegui perceber que os senhores da Segurança Social gostam muito de tramar as pessoas. Ninguém faz provas de 90 minutos com 60 perguntas de quase uma página cada uma. Os senhores da Segurança Social fazem. E mandam-nos para faculdades que são labirintos. E não se decidem sobre o que é "o número do candidato". E fazem as pessoas estudarem montes e montes e montes de legislação durante uma semana inteira. E eu odeio-os.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Mundo ao contrário.

Lembro-me que no início de Setembro disse a alguém (só não me lembro a quem foi) que este ano estava a ser O ano, o melhor de sempre, muito melhor que 2008 - e acreditem que 2008 foi um ano muito bom. Pois que hoje sei que devia era ter estado caladinha porque essas coisas das más energias ninguém acredita nelas mas que as há, há. Então, até Setembro foi, sem dúvida, um grande ano, daí para a frente, tenho sérias dúvidas. E esta semana tive a certeza: já estou farta de estar em casa e só me apetece pegar nas resmas-de-papel-cheiinhas-de-legislação-que-tenho-de-ler-até-amanhã e atirá-las pela janela. Além disso, quando ontem decidi ir dar uma volta para aliviar a cabeça reparei que não tinha posto pulseiras (isto nunca falha, meus caros), nem relógio, nem coisas afins. Estou desleixada e quero lá saber. E também estou doente. E a semana passou a velocidade caracol. E amanhã tenho de ir para o Porto e fazer 60 perguntas em 90 minutos. E ainda tenho de ter tempo para os amigos e para assuntos importantes. E uma festa de Halloween que, quase de certeza, vou dispensar. E é isto. Uma seca, portanto. E o que eu quero para ficar melhor? Trabalho. Ou então, Agosto.
[Desculpem lá o post chato e deprimente mas não vos obrigo a ler! Podem passar à frente que eu deixo!]

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Are you happy?

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Carta XX

Apagar-te da minha vida? Não, obrigada!!!
Hoje um amigo disse-me: “ tu ainda falas tanto dele…”
Não me deu novidade nenhuma. Se ainda sinto tanto de ti é normal que por vezes fale de ti. Muitas vezes acontece sem eu mesma dar conta, e lá começo eu a relembrar, a recapitular e reviver o que tu mais gostavas e o que menos gostavas em mim.
Falo de ti e escrevo para ti, porque sei que terei sempre algo para te dizer, porque simplesmente não consigo apagar-te da minha vida. Nem tento.
Sim, porque não penses ou consideres que o facto de “foder” com outra pessoa, possa ser mais uma tentativa de te varrer da minha vida.Depois de ti já me deixei seduzir, já seduzi, talvez até já tenha provocado paixões impossíveis e proibidas, ou talvez eu própria tenha estado muito perto de me apaixonar. Depois de ti já aliciei e me deixei aliciar. Já cativei e fui cativada. E não penses que não gostei, ou que não gosto. Porque gosto e muito.
Não te choques com a palavra “foder”. Já sabes como eu sou. Não vou enrolar-me em hipocrisias e substituir o “foder” pelo típico “fazer amor” ou pelo banal “ir para a cama”, até porque muitas vezes tem sido no carro.
As coisas e os actos são para ser chamadas pelos nomes.
Ah, lembrei-me agora. Também podemos chamar-lhe sexo, mas como diz uma amiga minha, as mulheres nunca tem só sexo. Podem até tentar, podem até acreditar que o conseguem, mas depois com o sexo lá vêm os sentimentos. Podem ser variados, mas não vou alongar-me muito neste assunto, até porque conhecendo-te como conheço não estás minimamente interessado em ouvir os meus supostos sentimentos por outro homem. Vês como somos diferentes? Já eu, tenho curiosidade em saber que género de sentimento nutres pela mulher (ok, hoje não lhe chamo mocinha vulgar) que tu resolveste assumir como tua namorada. Tanto que já te perguntei. Tu não respondes. Dizes que te custa faze-lo, que comigo preferes não falar sobre isso. E eu respeito. Sabes que respeito. Só não consigo é apagar-te assim da minha vida, como se as pessoas fossem giz branco, impressas num quadro preto já gasto.
E tu? Tentas apagar-me da tua vida, ou quando me pediste uma certa distancia já tinhas decidido que seria o tempo a escolher se me apagavas ou não da tua existência?
É a velha história de que o tempo resolve tudo. Também me dizem isso muitas vezes. Esquecem-se é de dizer-me o tempo exacto que demora a resolver.
É essa pessoa com quem dormes e a quem decidiste dar-te, que está encarregue de te ajudar nessa batalha? Foi a ela que encomendaste essa tarefa?
E agora não resisto, lá vem a minha prepotência, e digo-te que a batalha dela talvez seja dura, e a tarefa difícil, senão impossível.
Mas ela não sabe, e lá está ela com a sua prepotência quase que a querer apagar-me da tua vida. Tanta coisa que ela não sabe. Aquelas particularidades, os pequenos detalhes, aquelas coisas que permanecem em nós, que subsistem para além de nós, porque são coisas demasiado grandes para que possam apagar-se.
Ela não sabe. E mesmo que tu lhe contes, vai continuar sem saber, porque ela não sentiu…nem nunca irá sentir aquilo que foi… e que é nosso.
Por Petra.
___________________
Obrigada Petra, pela tua carta.
E obrigada a todos pelas vossas cartas. =)

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

E foram felizes para sempre.

Eu já acreditei mais em finais felizes e em principes e cinderelas e histórias e amor. Mas um dia, eu sei, vou ter o meu happy ending com Ele. E Ele anda aí, só temos de nos cruzar e fazer-nos felizes. E depois talvez termos um casamento de sonho como o de sábado, com direito a vestidos de princesa e amigos e familia e sorrisos nos lábios. Porque há momentos mesmo perfeitinhos.


E, caso sejam muito cuscos (e eu aconselho a serem) espreitem as fotos aqui.

sábado, 24 de outubro de 2009

E hoje fica só uma musiquinha porque tenho de me pôr a andar para o casamento.

Porque um dia, quando me casar, quero que se toque esta música. Ou o Fix You. Ou o The Scientist.

(As melhores versões de todos os tempos.)

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Guerra fria.

Porque estamos a ser orgulhosos e casmurros e não damos o braço a torcer. Porque o silêncio é a arma mais estúpida que já se viu à face da terra e nós continuamos a usá-la. Eu porque não tenho/quero usar outras armas, aquelas que magoam e muito. E tu...não sei, talvez pelas mesmas razões. E eu acho que devíamos estar no mesmo lado das trincheiras a lutarmos juntos e a tentarmos salvar alguma coisa que eventualmente ainda possa existir. Mas não. Eu estou deste lado, calada. E tu desse, mudo. E eu odeio guerras. E odeio silêncios. E odeio os efeitos directos e colaterais disto. E só resta saber quem será o primeiro a levantar a bandeira branca.
[E eu não quero ganhar isto. Só faz sentido ganharmos os dois.]

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Qual U2, qual quê?

Era por estes meninos, e só por estes meninos, que eu poderia passar não sei quantas horas numa fila, sem dormir e, em casos extremos, sem comer. Porque um dia vou ser (muiiiiito) feliz num concerto deles.









[Concerto em Wembley. Fotos roubada descaradamente do site dos meninos.]
E digam lá se aquelas borboletas todas a voar não são uma coisinha mesmo mesmo querida.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Carta XIX

Ainda te sinto em mim.
E, de repente, sinto-me a sufocar. Preciso de saber, de alguma forma, que estou viva. Ando na noite, sem saber ao certo para onde, mas eu ando. Os meus passos seguem-se, as minhas pernas mexem-se e os meus pés vão pousando um à frente do outro, mas eu sinto que não me mexo, não o suficiente. A verdade, a mais pura das verdades, amor, é que a tua ausência me estala o coração a cada passo que dou. O frio da noite é cortante e eu vou-te deixando um pouco a cada golfada de ar que inspiro.
Às vezes corro. Corro até não sentir as pernas, na esperança de também deixar de te sentir junto de mim. Mas o que eu queria, na verdade, era gritar. Gritar até saíres de dentro de mim. Até apagar a tua ainda existência no meu peito. Gritar sem parar até deixar de te ter na minha pele, até perder o teu cheiro, até deixar de sentir o teu beijo no meu rosto. Gritar, até que o silêncio da noite deixe de me dizer o teu nome. Por isso, às vezes vou ao pé do mar. Ele ouve enquanto grito em silêncio toda a saudade que tenho de ti, toda a falta que a tua mão me faz. Todo o amparo que perdi. Eu sei que fui eu que te deixei ir, amor, mas, mesmo assim, eu perdi-te. E tu não sabes como é doloroso perder-te. A maior parte do tempo estou paralisada pelo medo. Da solidão, do arrependimento, da culpa que receio sentir. O resto do tempo, lembro-me de nós e tento encaixar tudo de modo a fazer sentido que tenhamos deixado de ser almas gémeas, como eu sabia que éramos. E uma parte ínfima do tempo, ainda quase acredito que os dados vão voltar a jogar a nosso favor. Estás sempre no meu pensamento. Sempre. Sempre. Sempre...
Por katie.
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Obrigada, mais uma vez à Katie que escreve sempre coisas giras que queria ter sido eu a escrever!.=)
E continuem a (não) sentir e a enviar as vossas cartas.

domingo, 18 de outubro de 2009

Ninguém morre de stress mas, caso um dia aconteça, não serei eu, de certeza absoluta.

Deixemos lá as lamechices de fora durante uns tempos (até me dar de novo para isso, vá). Importante, importante é que, com isto tudo, eu descobri que sou tipicamente portuguesa! E porquê? - perguntam vocês e muito bem. E eu respondo: porque parece que tenho um casamento no sábado e não tenho nada para vestir. E calçar. E não sei como vou levar o cabelo. E não tenho acessórios. Aliás, nem sei de que cor vou, logo, não posso sair de casa e comprar pulseiras e coisas assim a torto e a direito (aiii, era o meu sonho, comprar uma loja inteira de pulseiras!). Pois que é isto. Ando numa de me passar um bocadinho comigo própria porque eu não sou assim. Muito bem que sou descontraída e penso "óbvio que vou chegar ao dia e vou ter alguma coisa para vestir, não vou nua de certeza" mas acho que estou extremamente calma quando só faltam 5 dias. (5 dias????) E esta minha calma anda-me a irritar. E agora ajudem-me: quando ando nervosa (nuuuunca mas pronto) tomo um xanax para acalmar, certo? E quando ando muito calma, o que é que tomo, ah?

sábado, 17 de outubro de 2009

Odeio [alguns] gajos.

Eu devo ter bem escrito na testa "gosto de gajos parvos, mentirosos, idiotas e aldrabões". É que só pode. E eles vêm e são uns queridos, perfeitos, toda a gente gosta deles e tuditudi. E depois transformam-se. E, para os outros, continuam a ser queridos e perfeitos enquanto para a mim enganam-me, não me contam a verdade, magoam-me, escolhem sempre a(s) outra(s), não me explicam, não me dizem porquê e preferem sempre que eu descubra. Depois eu descubro e, naquele momento, sei que eles são uns egoístas que só pensam neles e ponho tudo em causa. Tudo que vivi, tudo o que fui para ele. E puff, tudo deixa de fazer sentido.
E é isto. Devo ter feito muito mal a alguém (gajo) noutra vida!
E, felizmente, conheço alguns homens que não são nada assim, senão era gaja de pôr a espécie masculina toda no mesmo saco e odiá-los para todo o sempre.
[E eu preciso tanto de sair daqui. Preciso tanto (voltar a) respirar.]

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

A amizade é isto.

Eu gosto muito dos meus amigos. Mas se eles me tivessem feito um video destes antes de eu ir para Barcelona gostava um bocadinho mais.

E ide todos ver o videoclip desta musiquinha. Ide que é uma riqueza.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Help?

Alguém me sabe dizer quem foi a pessoa fantástica que inventou o padrão tigresa nas roupas? Ou melhor, sabem-me dizer quem, num dia que não tinha mais nada para fazer, disse "hummm, o padrão tigresa está na moda!" e pumba, no momento a seguir eram as lojas e lojinhas cheias, a abarrotar, de trapinhos assim? Sabem, sabem? E têm a morada, têm? Mandem, please. E quando ouvirem nas noticias um crime muito feio já sabem, fui eu.
Eu só queria um vestidinho giro, simples. =(