quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Ontem foi dia do "podes bem dedicar-te a outras actividades enquanto estás desempregada."

Mas quem me mandou a mim, feita heroína, oferecer-me para arrumar duas toneladas de lenha, ah? Pois que aconteceu ontem, em pleno Portugal, com a minha pessoa. A minha avó que, coitada, mal se verga tinha estes quilos todos de lenha para arrumar e, vai daí, eu, gaja desocupada, ofereci-me para a ajudar. Mas estava calor. Muito. Para mim deviam estar uns 40 graus à sombra que eu suava por tudo quanto era poro. E eu também não tenho jeito para conduzir carros de mão. Ainda não tenho carta. Ainda por cima cheios, para piorar. [E sim, podem introduzir na vossa cabeça a imagem da minha pessoa a conduzir um carro de mão - qual trolha - de chapéu na cabeça, calção e t-shirt.] Mas diz que sim, que faz bem para queimar gorduras e eu que preciso de tirar uns bifinhos de carne aqui de lado, logo juntou-se o útil [para a minha avó] e o (des)agradável [veremos o que diz a balança].
E pronto. Qual o resultado disto quando me levantei hoje de manha? Nada de especial. Só estava toda empenada, com dores nas articulações, nas costas e nas pernas. E agora vou descansar mais um bocadinho que a minha perna esquerda dói-me bastante! É que já não lhe bastava ter sido ferrada por um cão no sábado, ontem ainda levou com um naco de lenha em cima. Vou, então, retirar-me para os meus aposentos. Com licença.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Carta XVI

ADEUS

Por vezes sinto-me completamente nua no meio da multidão. Despida, sinto olhos pesados em cima de mim, incomodativos. Observo as caras estranhas na multidão e sinto olhares de recriminação, de culpa, de reprovação. Sinto que os olhares são familiares, mas as caras estão envoltas em névoa, embora sejam persistentes. São as minhas culpas, os meus erros e os meus fracassos que me rodeiam, não as pessoas. No meio da multidão dou de caras contigo, arrancas-me a respiração, por um momento. Já não suspiro, tu não me deixas.
Acendo um cigarro e sento-me na calçada suja. Perco-me, encontro-me quando o cigarro se apaga sozinho, como um tronco que se consome até ao fim. As cinzas levantam-se com a aragem e poluem o ar, dão ao sol um tom salpicado a passado. O passado, esse cabrão, que me deixa sentada no chão sujo das ruas imundas onde me perdi contigo, onde te beijei debaixo da chuva, onde entrelacei as minhas mãos nas tuas.
As ruas imundas que outrora foram palco da nossa paixão, fazem-se sentir uma intrusa agora, agora que a paixão já não tem ar, depois de o roubares, para fazer combustão. Somos dois troncos queimados, dois abismos fitando o céu. Já não ardemos juntos.
Leva agora o sabor dos teus lábios, agora que o deste a outra pessoa, leva a subtileza dos teus dedos no meu peito, agora que ele já não o sente. Leva o teu perfume, agora que ele já não está em lado nenhum.
É a última vez que te escrevo, é a última vez que me arrancas o ar do peito. A boca sabe-me a fel e no peito sinto o fado da desgraça.
As músicas no meu mp3 já não me fazem sorrir, já não me lembram nada. A tua cara já não me acelera o peito, porque ele está magoado e nada sente. As paredes e muros que construíste à minha volta, onde fui prisioneira, já estão a ceder e em pouco transformar-se-ão em pó, derrubáveis com um simples sopro.
Foi na multidão que te vi com ela, com os dedos entrelaçados, os passos alinhados, mas com a mesma cara vazia e olhar distante. A multidão baça, enevoada, deu-me uma lição e o empurrão que eu precisava. Tu serás sempre assim, um copo cheio de nada, um livro em branco, um coração vazio, um peito cheio de nada.
Acabo mais um cigarro e sinto o ar a cortar-me a respiração. Dou um gole no copo de vinho tinto, que respira, e escrevo-te mais uma linha. Sei que as lês, atentamente.
As frases que me disseste, até à exaustão, aquelas que me faziam sonhar, e que depois me soaram a falsas, serão as mesmas que dizes agora, tenho a certeza. Sei-te de cor. Não me incomoda, incomoda-me é a frieza com que elas te saltam da boca. Não sabes o que é senti-las, e por isso, só posso ter pena de ti. “Será sempre mais feliz aquele que mais amou”.
Leva as palavras, os cheiros, os beijos. Fica com tudo, não quero mais nada teu. Leva a Praia Grande, a Ericeira, as músicas, as paredes, os muros, as mentiras e as histórias lacrimosas do passado. Fica com as mentiras também, e com as traições. Fica com as frases feitas e com os lugares comuns onde tentas erguer uma vida que falha sempre. Leva tudo contigo…porque o meu coração agora fica aqui, nas minhas próprias mãos. A minha vida é minha, o meu sorriso não é teu, o meu corpo não te quer, os meus ouvidos não suportam as tuas frases. Os seis anos em breve serão seis dias, e as lembranças vão desvanecer-se, tal como tu desvaneces-te em mim.
Foste a maior desilusão que podia ter, a maior mágoa, mas longe, oh meu Deus tão longe, de teres sido o maior Amor. Só é amor quando é sentido dos dois lados. E como já te disse antes: “Perdoo-te a frieza, nunca te vou perdoar o chão frio”, e nunca mais caminharei sobre o gelo fino…Adeus!

Por Pipoca
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Obrigada, mais uma vez, à Pipoca.
Continuo a espera das vossas cartas (não) sentidas. Aqui.

domingo, 27 de setembro de 2009

Dia sim, dia não.

Acho que gosto dele assim.
E porque os dias não têm sido mais que os sim e porque, cada vez mais, tenho a certeza que Ele (e eu), um dia, vai transformar tudo num redondo, enorme e definitivo NÃO. E Ele vai seguir a vida dele e eu a minha e vamos voltar a ser (ou então não) os amigos que eramos antes. Antes dos beijos, dos abraços, dos perfume e dos relógios, dos corações, das histórias, dos cafés, das mensagens de boa noite, das palavras e das músicas.
[E nada acaba. Tudo, apenas, se transforma.]

sábado, 26 de setembro de 2009

Anatomia de Grey.

Já vi cerca de meia hora e ainda não parei de verter lágrimas. Afinal não sou uma insensível que não chora com estas coisas. Fogo, até sou bem capaz de deprimir!



[A parte do funeral - ahhhh, não vou dizer quem morreu! - é a mais divertida até agora! Pasmem-se!:)]

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Qual dos Chucks vocês gostam mais?

É sabido que adoro homens de fato. E que adoro ver Chuck. E que adoro Gossip Girl. E que adoro meninos fofis fofis como estes dois. Adoro Chucks. Mas se me aparecessem estes dois seres à minha frente eu não conseguiria escolher um. Alguém me ajuda nesta (in)decisão de qual deles é o homem da minha vida? Gracias!


Ed Westwick/Zachary Levi

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Do cheiro.




One million e tabaco, tudo misturado, cheira a ti e é (muito) bom.


=)





segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Carta XV

Ainda (não) te sinto em mim…

Conheci-te no meio de Albufeira, entre amigos, piscina, praia, noitadas e risadas, até sermos convidados a dormir…que já se fazia tarde…
Foram tempos divertidos, em que tu uma criança crescida e, eu, ainda, um jovem a crescer devagar …
Desde logo despertaste curiosidade sobre mim… e tu… tu menina crescida, perto da entrada da juventude, apaixonaste-te por mim…
A diferença de idades não permitiu mais do que o desejo, o interesse e tudo mais que senti por ti… e tu tentavas, em vão me seduzir, me encantar, me fazer apaixonar por ti…
Eu bem que tentei, mas não consegui… entre cartas, sim porque ainda existiam cartas de correio em vez de cartas de correio electrónico, saídas a dois até um cinema pouco interessante, porque ainda não existiam estas salas de cinema recentes, e convites para te ver actuar numa sala a “melodiares” por entre dedos o som que saía do piano … não te consegui aceitar menina crescida…
Senti-te sempre como a irmã mais nova…aquela que eu não tive… mas, sempre… sempre senti um carinho especial por ti… não só amizade, mas não suficiente para me deixar levar por ti…
Sim era tudo uma questão de me deixar levar por ti…
Anos mais tarde vi-te… e, como sempre abracei-te, naquele abraço forte e apertado, beijando-te a face, ainda de menina crescida, mas já jovem a caminho de mulher…
Mesmo com a tua cara metade por perto, não te coibiste de aceitar o meu abraço e responderes da mesma forma…
Cresci, amadureci…já não me sinto o jovem que era…já olho para ti e vejo a mulher que és…cresceste e talvez pelos anos passados, desde a nossa ausência na vida um do outro, já não nos abraçamos da mesma forma, talvez pelo respeito que passamos a sentir pela vida um do outro…mas, no fundo sentimos vontade de isso…
Acho que nunca vamos esquecer aqueles tempos, em que te mimava como sendo a minha irmã mais nova…e, tu, na tua juventude, vias em mim o rapaz dos teus sonhos…
Hoje temos vidas separadas, quase por completo, aqui e ali encontramo-nos e, delicadamente, nos cumprimentamos… sabendo que a nossa amizade, no fundo é especial, diferente de todas as amizades que já tivemos…algo que não ficou resolvido e vai ficar por resolver…porque no fundo, sinto aquele carinho por ti de irmã mais nova…
Estive contigo esta semana…e, continuas com aquela cara de menina crescida, por entre um sorriso inocente, que só as crianças têm…
No fundo… ainda (não) te sinto em mim...
Por Pedro
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Obrigada Pedro.
Continuem a (não) sentir e mandem as vossas cartas.

domingo, 20 de setembro de 2009

sábado, 19 de setembro de 2009

Este ano é que vai ser!*

...e já repetiamos, não?
Encontrei isto no meu caderno de matemática da 4ª classe [e mais uns desenhos e uma cartas todas catitas].
Digamos que a professora devia dar pouco que fazer nas aulas!
Mas digam lá se eu não tive SEMPRE bom gosto, ah?

/* E benfiquista que é benfiquista diz esta frase pelo menos uma vez no início da época.


quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Eu [às vezes] sou um bocado esquisita.

Caras pessoas que um dia me mandaram ou mandarão mensagens/mails/telegramas/cartas: nunca, mas nunca, na vossa santa vidinha comecem a dita mensagem/mail/telegrama/carta com "olá linda!" [ou a versão 'ok linda']. Odeio, minha gente. Abomino até. Gosto tanto como gosto de mor e miga que, de resto, já foi falado neste poste. E nem é por eu não ser linda e maravilhosa, que sou com toda a certeza mas, para que saibam, tenho espelhinhos em casa e não preciso que me estejam sempre a lembrar! E o pior é que eu sei, e não venham negar, que vocês são bem capazes de mandar uma mensagem para a minha pessoa a começar assim e, no segundo a seguir, mandarem a mesma mensagem para uma pessoa que não chega aos calcanhares da minha beleza. Credo! Nem quero pensar nisso! Acho redículo (ler com pronúncia à tia) meter a beleza das pessoas todas na mesma panela! Se eu soubesse que era uma coisa sentida, ainda aceitava - com alguma relutância mas aceitava - agora assim? Parece um elogio feito em série, como nas fábricas de montagem de peças! Vá, toca a ser um bocadinho mais criativos, vale?
E isto já para não falar da versão masculina da coisa. God!
Um "olá lindo" faz-me arrepios.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Carta XIV

Hoje abro mão de ti...Porque te arrancaram de uma forma brutal de mim, há coisas que não tive tempo de te dizer. Não nos deram tempo para um último beijo, para dizer-mos Adeus. E durante estes anos, foi-me difícil admitir que não te tinha, que te perdi.Vezes sem conta, nos dias em que sentia mais a tua falta, dei por mim a imaginar conversas contigo. Não, conversas não, a última conversa caso tivesse a oportunidade de te ver mais uma vez, onde te agradecia o facto de teres entrado na minha vida, de me teres mostrado o que era afinal o Amor e onde te dizia a palavra que nunca te cheguei a dizer: Amo-te

Roubaram-te de mim e levaram-me as crenças, as certezas e o sorriso. Desde que partiste que não acredito em Deus, não acredito no Destino, não acredito em Justiça e não acredito em Contos de Fadas. Roubaram-te de mim, mas não me me podem apagar a memória.
A forma violenta como deixaste a minha vida fez com que não conseguisse abrir mão de ti, de nós. Tentei manter-te para sempre em mim, mas o tempo, esse maldito, foi fazendo com que me fosse esquecendo dos pormenores mais pequenos. Não posso manter-te para sempre, eu sei.
Há momentos que passámos que estão gravados em imagem na minha cabeça, como telas pintadas. Se fechasse para sempre os olhos já amanhã, as imagens que levaria comigo seriam as dos momentos que passámos juntos. Todas as telas, todos os beijos, todo o romance.
Vou recordar-me sempre...
Da forma como nos conhecemos, digna da primeira parte de uma comédia romântica. Eu estava numa cidade estranha, pela qual me apaixonei assim que cheguei. Fui com uma amiga a um bar, onde me convenceram a ir para trás do balcão servir bebidas. Achei graça e aceitei passar lá a noite a trabalhar. Chegaste com os teus amigos e ficaste sentado na esplanada. Ficaste com um ar surpreso de me ver lá, afinal eras cliente habitual. Fitavas-me com os teus olhos grandes de um castanho mel profundo. Depois de uma quantas rodadas, toquei-te levemente na mão ao devolver-te o troco. E desatei a rir ao ouvir-te dizer "Ela tocou-me!"
Pouco depois perguntaste-me baixinho: "Vamos fugir?". Disse-te que sim. Ajudaste-me a subir para a tua moto e andámos pelo meio do nada...vagueámos pelas ruas enquanto me agarrava a ti, cada vez com mais firmeza. Quando a moto parou e te viraste para trás para me perguntares se queria voltar para o bar, roubei-te um beijo. Nunca mais nos largámos.
Não me esqueço do desenho dos meus pés quentes no capot frio do teu carro, em noites de Verão junto ao rio. Sentava-me descalça em cima do teu carro enquanto tu atiravas pedrinhas ao rio, e nas palavras que me ias dizendo, atiravas-nos a nós para um futuro longínquo. Chamava-te tonto, dizia-te que não gosto de fazer planos, mas tu, obrigavas-me a acreditar que o futuro da palavras que te saíam pela boca faziam todo o sentido. Ias olhando para mim, na esperança de que desatasse a concordar contigo, a sonhar, e a conseguir dizer as mesmas palavras que tu. Eras rebelde, achavas que não precisávamos do resto do mundo, porque tínhamos tudo...
A forma que arranjaste para me pedires para ser tua, para namorar contigo. Levaste-me a uma praia onde nunca tinha ido, a praia da Amorosa. Escreveste amor na areia, ofereceste-me uma rosa. Não dei logo pelo trocadilho, pelo jogo de palavras. Abraçaste-me com força e ficámos a ver as ondas a rebentar na areia, enquanto enrolavas os dedos no meu cabelo. O sol já descia e fazia o mar espelhar as nossas silhuetas, os nossos silêncios, os nossos beijos.
Vou levar comigo o sabor dos teus beijos, do nosso beijo que tu garantias pode "distinguir entre um milhão" o toque quente das tuas mãos, tua respiração na minha nuca, o brilho dos teus olhos e o teu sorriso perfeito, os teus braços à volta da minha cintura e o teu abraço apertado, tão apertado... e a música, aquela nossa música...que meto a tocar cada vez que preciso de abafar o choro das saudades que tenho de ti. Nunca mais voltei aquela cidade, nunca mais fui aos sítios onde estive contigo. Falta-me a coragem. Mas um dia vou...
Na última vez que te vi senti uma coisa estranha, ainda hoje não sei explicar qual foi a sensação. Nenhum dos dois queria em embora, dizer adeus. Insistias em perguntar-me o que se passava, se estava triste e eu não te conseguia explicar. Não te queria largar, não queria que fosses para longe de mim. E quando foste senti um tremor no peito... Não te voltei a ver e pouco depois soube que te tinha perdido. Fiquei estática, não reagi, não disse nem fiz nada. Só quando percebi que não ias aparecer ao encontro no dia seguinte, sim porque eu fui para lá à tua espera, é que soube que nunca mais te ia ver. Culpei-te a ti, culpei Deus, culpei-me a mim de não te ter feito demorares-te mais tempo...
"Tens que passar à frente, seguir em frente. Tens que abrir mão desse amor para poderes ser feliz", dizem-me os amigos. Não é fácil, mas sei que têm razão. Mas como te posso esquecer se não tenho uma única má memória para recordar? Como?Um destes dias estava a ver as nossas fotos. Há uma em Ponte de Lima, lembras-te? Aquela que tirámos perto de um pequeno altar escondido debaixo da ponte? Tínhamos um ar tão feliz que a pus numa moldura. Mas veio logo uma amiga, que sei que só quer o meu bem, reclamar que não tenho o direito de te fazer isso. "Ele não pediu para estar na tua parede, isso só te faz mal. Ele não ia querer isso. Tens que o deixar ir, tens que o deixar descansar em paz". As palavras dela magoaram-me, a quente chorei o facto de ela não conseguir perceber a magia daquela foto. Mas agora, sei que ela tem toda a razão. Não te posso manter à força na minha vida e tenho mesmo que seguir em frente. Por isso é tempo de abrir mão de ti, de te deixar ir. Faço-o agora mas prometo-te que nunca te vou esquecer, isso sei que é uma coisa que não ias querer. A nossa história não merece cair no esquecimento. E há amores eternos, mesmo que voltemos a sentir amor por outra pessoa...
Por Pipoca
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Obrigada à Pipoca pelas cartas que enviou.
É esperar pelas próximas publicações ou podem ir lendo no seu fantástico blog.
Entretanto, inspirem-se, escrevam e enviem. Mais aqui.

domingo, 13 de setembro de 2009

Adeus.

Tocaste à campainha e fui abrir quase aos saltinhos (pelo menos o coração saltava) mas antes passei no espelho para verificar se o corrector de olheiras tinha feito o seu trabalho. Não queria que visses, pensasses sequer, que estive a chorar nestas últimas noites e alguns minutos durante os últimos dias. Tu não me podias ver/imaginar a chorar. Não eu que era forte e não chorava por ninguém. Não eu que era a menina perfeita que me recusava sofrer por amor. Abri a porta e ali estavas tu, qual deus, fantástico como sempre, nas tuas calças de ganga coçadas pelo tempo e com a tua t-shirt preta que te tinha sido oferecida por alguém que fazias sempre questão de dizer. E sorriste-me. Atiraste-me aquele sorriso de soslaio, aquele que eu adoro, e derreti toda por dentro. (Tu não sabes o verdadeiro poder que tens em mim.) Deste um passo em frente e beijaste-me na bochecha. Porque não nos lábios? - apetecia-me ter-te perguntado, mas não queria parecer desesperada. Sentaste-te no sofá que, um dia, me tinhas ajudado a escolher – “Este, porque é bonito. Condiz contigo” – e eu acreditei em ti e trouxe-o. (Porque não estavas a dizer agora que eu era bonita?). Sentaste-te e olhaste para mim e aí soube que estava tudo mal. Não aceitava um “temos de falar”. Não eu, sempre tão contra às frases feitas e ditas por toda a gente. E então encostaste os teus lábios ao meu ouvido e eu estremeci. (Estremecia sempre que me fazias isso e tu sabias). E começaste a cantar completamente colado a mim. E eu já tinha tantas saudades disso e deixei-me levar, levitar, quase chorar por te ouvir tão perto de mim, por respirar o teu perfume, por te ter outra vez comigo, ali, tão perto, tão palpável, tão real. Mas tu estavas a despedir-te de mim. Estavas a dizer adeus da mesma maneira que tinhas dito centenas de vezes amo-te: a cantar. A música tinha, efectivamente, a palavra ADEUS. E o meu coração deve ter parado ali, enquanto tu terminavas a música e te despedias com um beijo nos lábios (aquele que eu queria) e saías porta fora sem dizeres uma única palavra. E eu nunca mais te vi, senti, ouvi. Nunca mais cantei e nunca mais te encostaste a mim. Nunca mais me abraçaste nem beijaste. Mas ainda me lembro da tua voz a entrar na minha cabeça e a descer até ao meu coração que parecia uma bomba pronta a explodir. Vou-me sempre lembrar da tua voz no meu coração.

sábado, 12 de setembro de 2009

Devia haver cursos para certas coisas que eu cá sei.

E soubesse eu artifícios
de falar sem o dizer
não ia ser tão difícil
revelar-te o meu querer...
A timidez ata-me a pedras
e afunda-me no rio
quanto mais o amor medra
mais se afoga o desvario...
E retrai-se o atrevimento
a pequenas bolhas de ar...
E o querer deste meu corpo
vai sempre parar ao mar...
Eu não sei falar de amor. Deolinda.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Verão é... [the last one]


...tempo de excessos.
7dias. 7 fotos do meu Verão.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Verão é...

...tempo de fazer declarações de amor.
7 dias. 7 fotos do meu Verão.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Verão é...

...conhecer sitios onde somos (muito) felizes.
7 dias. 7 fotos do meu Verão.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Carta XIII

R.,

(Havia muita coisa que queria dizer-te antes disto, mas vou usar a cobardia que sempre foi tua, se me permites, e vou despedir-me assim, com um simples post-it que vou colar na parte exterior do meu, e do teu, coração.)
Não queria deixar de te sentir. Juro. A tua vida sempre foi um exemplo para mim; sempre me mostraste, com as tuas atitudes pouco dignas e pouco humanas, o que nunca devo fazer. Sempre soubeste tornar-me, com os teus erros, uma pessoa maior, mais tolerante e mais compreensiva. Queria agradecer-te, também, por todo o mal que me fizeste; tornei-me uma pessoa mais atenta ao que me rodeia e intensifiquei tudo aquilo em que acreditava. Obrigada ainda por, durante muitos dias, me teres destruído; aprendi a ser forte e a erguer-me, desde o chão, com as minhas mãos, depois com os joelhos e com o corpo todo, num impulso da alma, sempre sozinha. (obrigada por me provocares impulsos alma.) Não terá havido muita gente na minha vida que me fez crescer tanto como tu, que me mudou, que me tornou a mulher intocável que sou hoje. Bem sei que pode parecer ingrato da minha parte, e desculpa por isso, mas foi hoje o dia em que deixei de te sentir em mim, mas prometo-te, de prometer, que nunca esquecerei o que me ensinaste. Que nunca esquecerei o que me ensinaste.
Por Frida.
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Obrigada à Frida.
E continuem a mandar cartas (não) sentidas. Ver mais aqui.

Verão é...

...amigos e praia e mais amigos.
7 dias. 7 fotos do meu Verão.

sábado, 5 de setembro de 2009

Verão é...

... (muitos) óculos de sol.
7 dias. 7 fotos do meu Verão

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Verão é...

...andar de mãos dadas.
7 dias, 7 fotos do meu Verão.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Verão é...


...havaianas.
7 dias, 7 fotos do meu Verão.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Da depilação em geral e do pêlo no sovaco em particular.

aqui mostrei o terror que sinto quando vou à depilação mas, cá para mim, é quase um mal necessário.
Eu sei que há mulheres que não fazem depilação na virilhas. Cada uma sabe de si e até é um sitinho escondido (ou pelo menos deve ser um bocadinho mais reservado!) mas agora não fazer depilação no sovaco e andar de t-shirt sem mangas? Pois que eu vi uma personagem destas, sim senhora, e ainda bem que estava acompanhada, assim tenho umas tantas pessoas para corroborar a historia e não pensarem que eu ando louca! Aqui vai: estávamos nós na fantástica piscina do nosso fantástico hotel (!) quando decidimos fazer o workshop de danças africanas que estava por lá a ser publicitado! Quando não é o meu espanto deparo-me com uma miúda (siiim, tinha para ai os seus 20 e poucos anos) com uma trunfa de pêlos debaixo do braço de bradar aos céus! Ela nunca fez depilação na sua santa vidinha, aposto! E podem vir para aqui dizer que a miúda é naturalista e isto e aquilo mas, por amor da Santa, ao menos que vista uma camisolinha com mangas ou tem assim tanto orgulho naquele monte de pêlos? Na minha opinião é inestético, já para não falar do cheiro que aquilo deitava (esta parte não senti - graças a Deus - mas foi relatada pelas pessoas que se encontravam mais próximas dela). E pronto, foi basicamente isto e mais o facto de a miúda se estar a atirar a mim. Que é que se há-de fazer quando se é assim tão gira como eu?
Pronto amiguinhas, podem dizer que sou uma convencida!=)

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

E pronto...

...chega hoje ao fim o melhor Agosto de toda a minha santa vidinha. Não dá para prolongar por mais umas semanas ou vá, uns diazinhos, não? Pleeeease?

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Último [acho eu] spot de Verão.

Depois de Barcelona, Ansião, Caminha, depois dos muitos cafés e idas à piscina do R., de muitas conversas e caipirinhas e sorrisos e beijos, eis que vou terminar Agosto - o mais longo e o melhor da minha vida - a fazer campismo em Espinho, no meio de barracas, de terra, de amigos, de mais praia e mais piscina e, pelo que ouvi dizer, de sapos! E vai ser fantastico e vou voltar a ter 18 anos e a viver como se o amanhã estivesse muito longe!






E já agora - informação pouco importante - levo um carregamento de pensos e de soro fisiológico e mais umas coisas médicas visto ter uma unha do pé que a qualquer momento me pode saltar fora! Tema para outro poste mas adianto já que levei duas cacetadas, de dois gajos diferentes num espaço de uma semana e que me pôs aquilo (quase) sem conserto! É só violência, pessoas, só violência!

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Gosto. Gosto muito.

sábado, 22 de agosto de 2009

Frase do dia [e maybe do mês].



You might not be mine but I'm fine pretending.




Somewhere

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Ricardo [podem pôr outro nome, no meu caso foi este]-manga-cava

Um conselho de amiga: quando saírem de casa e acharem que beberam um bocadinho mais do que o suposto, não falem com gajos que não conhecem. A serio. E principalmente se eles usam camisola sem mangas, preta e vos dizem que são empresários. E nunca, nunca mas nunca na vossa vida dêem o vosso número de telemóvel, o verdadeiro. Inventem, mudem um número ou assim qualquer coisa. É que no outro dia, quando ele vos telefonar, vocês vão ter de inventar, vão ter que dizer que vão entrar num sítio sem rede e que tem de desligar e isso é ser antipática. E, mais importante, se no outro dia passarem pelo mesmo indivíduo não dêem uma palmadinha nas costas, pisquem o olho e levantem o polegar em sinal de boleia para mostrar que está tudo bem. A sério. Lembram-se que foram antipáticas com o indivíduo antes, não lembram?


A sorte é que o indivíduo foi avisado por mim que eu podia ser um bocadinho antipática com ele no next day.
Mesma com um copito, eu conheço-me muito bem!=)

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Carta XII

Não tenho palavras… e eu que nem gosto de poupar palavras…nunca gostei.
Hoje estou tão cheia de sensações...talvez o formigueiro…talvez aquela sensação de sentir-te por perto. Aquela tão vertiginosa…mas tão convidativa.
Tu…observas-me…e eu não te vejo. Aliás …vejo-te na minha mente já lá vão horas…dias…talvez meses…e para quem sabe não está longe de comemorar o primeiro aniversário. Mas fisicamente, hoje ainda não te vejo. Enquanto tu me observas envias um número exagerado de sms`s. Tu…outras vez tu!!! Só podias ser tu…também não queria que fosse mais ninguém…
Estivesses como estivesses. Tu hoje querias estar…
Tu prometeste surpresa…e ali estava ela. A surpresa eras tu…e eu fui a menina feliz, aquela a quem lhe foi dado o chupa maior…aquele com mais cor. Tem cor-de-rosa e tudo. A minha cor preferida.
As minhas entranhas…os meus lábios…tudo o que me rodeava resumiu-se ao sabor da tua essência. A tua. Aquela que só eu vejo…Eu gosto de ti… sabias? Gosto mesmo!!!
Tu és…És…tanto….oh minha paixão impossível!!
És diferente… és o imprevisto mais meigo que conheci…és…tal e qual o puto mimado… o tal que me desnudaria…o tal que me arrebataria o coração e me levaria…para longe…!
Onde fica esse longe meu amor? Fica onde fomos hoje e não queríamos voltar? Fica …onde ainda vamos? Porque nós voltamos sempre…sempre!
Já reparaste que a cada “até breve” fica sempre a sensação de que ainda não fomos longe demais. E nós já fomos tão longe! Longe? É o nosso sítio preferido. E o nosso longe é tão perto. É tão intrigante…tão…meu e teu. Fica sempre um odor que nós sabemos que vai voltar. Aquele que nos persegue…
Ainda ontem eu dizia….” Um dia tu vens e …ficas…” !!!
Mas…Será que alguma vez saíste? De mim? NUNCA… tão nunca que ainda te sinto em mim…agora…permanentemente…o cheiro…o toque...o teu olhar…a tua diferença.
Saberás lá tu o que é marcar a diferença…saberás lá tu que a tua diferença vive em mim. Saberás lá tu que tenho sonhos diabólicos contigo. Sonhos a dormir! Daqueles em que acordo húmida…molhada…a suar…assustada...extasiada. Por vezes até algo confusa, desordenada… baralhada…entre o sonho e a realidade. Nos meus sonhos apareces tal e qual como és…afinal é assim que eu gosto de ti.
Os meus sonhos. Saberás lá tu…dos sonhos acordada…que me “assombram” esta cabecinha inteligente. Inteligência? Aprendi agora que essa inteligência não supera certos órgãos. Muito menos o vital.
Saberás tu dos sonhos…das utopias…? Saberá alguém a cor dos olhares …do nosso segredo?
Saberás tu o quanto vale para mim? E para ti quanto vale?
Às tantas tu sabes…e finges que não sabes…ou então…sabes…mas não contas a ninguém.
Saberás? Será meu amor?
“Meu amor”? …Não queres ouvir falar de amor…e eu muito menos quero apelidar-te de tal. Porque o amor às vezes tem umas armadilhas estranhas. Eu também sei…já estive nessa teia. Mas olha…já que são estranhas…estou no caminho certo.... a minha queda é para quem se distingue…quem me surpreende, para quem me faz estranhar e depois se entranha a uma velocidade estonteante. Chega a ser perturbante…mas isso pouco importa. Eu gosto de ti. Gosto mesmo. Tanto que chega a ter piada. Às vezes dói. Mas na maior parte das vezes tem piada.
Gosto de ti. É um facto. Também sei que isso pouco ou nada me valerá. Ou não…!!! E se reparar que o êxtase que sinto supera o meu remoinho de emoções? Valerá de muito? Ou não me valerá de nada?
Tu sabes que sou uma “menina” de emoções…e também sabes que o teu nome há muito que passou a fazer parte da lista delas. Da lista mais gritante…aliás. Como se fosse preciso dizer…
Gosto de ti…Gosto mesmo de ti… enquanto… escrevo…
Gosto de ti deitada na cama onde me possuíste há pouco!!!!
Escrevo ao som da música que “pediste”. Seria ao acaso esse pedido? A “minha” música!!!…a inesquecível e memorável “jaguar”. Se a musica já é um orgasmo instantâneo…contigo em mim…são orgasmos múltiplos. Nem precisam de ser literais… basta o paladar…o fruto proibido…o tal que me apetece permanentemente….mas que me assusta de cada vez que o saboreio.
Gosto de ti…e não gosto de ti, como quem gosta de sábado…gosto como quem gosta de todos os dias da semana…de segunda a segunda.
Estou…provavelmente embriagada…mas nunca tão embriagada como quando estou embriagada de ti.
Agora vou ler o que escrevi…e decidir se vou publicar…
Parece-me exageradamente arrebatador…mesmo sem ler…mas o mais certo é publicar…e o mais certo também é tu voltares e ficares cada vez mais.
Li e reli. Entretanto envias mais uma SMS…
Um dia tu voltas…e um dia talvez te diga ao ouvido… aquilo que tu já sabes.
Li e reli.
Claro que vou publicar…!
É teu…só teu…e só tu sabes. O telefone toca. Ainda agora saíste…e o telefone já toca com o teu nome no visor.
Até breve…Até ao dia que voltares e ficares…
Um beijo…um olhar…um orgasmo…
E não te esqueças…GOSTO DE TI COMO QUEM GOSTA DE TODOS OS DIAS DA SEMANA…


Por Mafalda.
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Obrigada à Mafalda pela carta.
Continuem a escrever a enviar. Mais aqui.
E voltei. E tenho tantas aventuras que não sei se conseguirei escrever sobre elas. A ver vamos!

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Caminha.

E hoje voltamos lá. E vamos viver este fim-de-semana a mil. E ser (ainda mais) felizes. Porque Caminha (e o Porto e Barcelona) deixa-nos sempre a sorrir e com o coração mais quentinho. Vai ser festa mas vai ser, acima de tudo, amor.
E quem quiser que apareça e que se junte à festa. =)

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

A Lua foi à Volta.

Se querem ver emigrantes, daqueles de garrafão de vinho e farnel que contempla panados e rissóis e frango e cerveja, muita cerveja, têm de ir ver a volta! Pois é verdade. Como já tem sido habitual nestes últimos anos, sempre que a voltinha passa cá por perto, lá vamos nós dar uma espreitadela. Há que ter em atenção que é uma (mais uma) experiencia de quase morte visto que temos de subir a pé uns três quilómetros de monte, perto das três da tarde (muito fresquinho, portanto) e apanhar uma seca de duas horas até que os meninos montados em bicicletas se dignem a aparecer. E depois só vemos pessoas com a camisola de Portugal, do Benfica ou do Porto ou do Boavista. E pessoas a subir o monte de bicicleta – cruzes-credo-canhoto, já basta a pé. E pessoas a falar francês. E pessoas que parece que nunca saem de casa. E pessoas que, tal como eu, vão de minissaia e decidem sentar-se na terrinha à espera e saem de lá que parecem meninas da favela. Mas é giro. E ainda apareci na televisão enquanto o João Baião pinchava num trampolim – mas eu sei que ninguém vê aquele programa e, por isso, estão todos desculpados por não me terem visto na TV. Ficam as fotos.




E é nesta linha que tudo se resolve. A meta.

O Cândido Barbosa.

Oh para eles já todos rotos. Credo, é preciso ter coragem!

O comando é Meo. =)

A meta.


E um dia vou ter uma destas e passear com os meus amigos pelo mundo.

E agora vou dormir que nem sinto as pernas.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Carta XI

Fecho a porta.
Com ela se encerram,
Ilusões, emoções e
Sentimentos

Fecho a porta.
Atrás dela se guardam,
Paixões, sentidos,
Corações acelerados

Fecho a porta.
Através dela se vêem
Dias, noites. Instantes de romance,
Sempre recordados

Fecho a porta.
Nela se prendem,
Vontades indomáveis, respirações ofegantes,
Corpos extasiados

Fecho a porta.
Foste mais que Amor,
Mais que Desejo ou Loucura.

Fecho a porta.
Nunca me senti assim,
Vou partir

Adeus.
Já não te sinto em mim,
Fecho-te a porta.

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Obrigada ao Gimbras pela participação.
E desculpa o atraso na publicação mas isto das férias não ajuda em nada!
E continuem a participar com cartas (não) sentidas. Mais aqui.

domingo, 9 de agosto de 2009

Verdade.

Há semanas que nunca deviam acabar .

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Eu estou de férias até não sei quando!

Gostava muito de vir aqui dizer umas palavrinhas, escrever uns textinhos e tal mas estou de férias. E estou de férias com as minhas amigas. Aquelas com quem já não estava há uns bons meses. E isto pressupõe muita conversa para pôr em dia e pouco tempo para pensar no que dizer/escrever aqui. Posso-vos apenas dizer que ontem fomos a um sitio liiindo dar um mergulho ao final da tarde e à noite arruinamo-nos um bocadinho (só um bocadinho mesmo porque somos gajas responsaveis e a Lila tinha de ir trabalhar hoje). Ah, e fizemos um jantar fantastico. Sim, porque isto de ser gajas da brigada da salada não é nada connosco! De resto, num passeio de 10 minutos já conhecemos Ansião de lés-a-lés e descobrimos que as gajas daqui não devem pintar unhas porque o Intermarché não tem acetona! E pronto, é mais ou menos isto. Um dia venho cá postar umas fotos. Podem é já passar pelo Me7ades e ver algumas.

domingo, 2 de agosto de 2009

Carta X

Eras diferente. Alegre, bem-disposta, tranquila. Não tinhas a mentalidade fechada, tacanha, pequena das gentes daí. E todas as pessoas reparavam nisso. Para muitos eras uma destravada, sem leis nem limites. Mas nós sabíamos como tu eras. Eras mais sensível que muitas que não te percebiam. Eras sincera, sem falsos medos nem falsas presunções.

Até que de repente, foste embora. Numa estrada qualquer de merda, num acidente estúpido sem jeito nenhum. E toda uma terra chorou. Toda uma terra sofreu. Todo um mundo desabou. Nunca mais nada foi o mesmo, quem te conheceu ficou tocada por ti, pelo teu encanto. E pela tua ausência. Já não voltas, mentiste-me. Disseste que ia embora e tudo ficava na mesma. Não ficou. Nunca mais vai ficar. Todos os momentos sentimos a tua falta. Sentimos o que tu poderias oferecer. Já passaram quase dois anos mas a dor ficou. E ficará. Até sempre, o teu sorriso nunca mais ficará esquecido.
Por Johnny









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Obrigado Johnny e desculpa o atraso da publicação.
Sei que tinha dito que era na semana passada mas não tive mesmo tempo. =)
Continuem a (não) sentir, escrevam e enviem. Mais aqui.

sábado, 1 de agosto de 2009

Moda.

E ao fim de tantos meses de minissaias e vestidos e chinelos, parece que vai ser hoje que vou usar calças de ganga e sapatilhas. Ou então não.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Coisas que se fazem/dizem quando voltamos há dois dias.

Finalmente tive um tempinho para cá vir! É que entre festas surpresa e cafés com os amigos e ter de arrumar malas mas antes arrumar as gavetas porque nada cabia la dentro, não me sobrou muito tempo para teclar um texto! Pois que já sinto algumas diferenças na minha pessoa e no mundo em geral. Por exemplo, ontem ia no comboio para o Porto e fez-me bastante impressão conseguir entender as conversas de toda a gente. É que na realidade, quando ia no metro em Barcelona, só ouvia zumbidos e quando queria entender alguns conversa focava-me só naquelas vozes. Aqui não! Vão as pessoas a falar para o lado, a falar ao telemóvel até a falar sozinhas e os meus ouvidos ouvem tudo e eu não estão habituados a isto. Mas são só os primeiros dias, minha gente, isto melhora! Outra coisa que eu estou fartinha de ouvir é "estás preta, Lua!" ou "estás gira" - mas esta última, na realidade, sempre foi verdade! E pronto, é mais ou menos isto, que não é muito, que ando a fazer. Quero férias, é o que é. Sim, eu estou de férias mas quero daquelas com os amigos/as e com noites sem dormir.
E Barcelona? Eu vou sempre voltar à minha casa.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

A Lua continua ocupada.

Pois que não tenho mesmo tempo nenhum para cá vir! Andei a passear, a passear, a ir à praia, a ver filmes e agora tenho malas para fazer e roupa para lavar e uma casa para arrumar e compras para fazer. Vida difícil. E eu sei que isto já parece um álbum fotográfico mas eu prometo que são as últimas!


A Lua nas compras ou a Lua a aparvalhar.
A Lua no Estádio Olimpico.

A Lua no Parque Güel.

A Lua a escolher o homem da sua vida.

A Lua nas magnificas fontes da Praça de Espanha.



E eu prometo que voltarei em breve. Sem fotos.=)
Até lá, boa viagem para mim. =)




sábado, 25 de julho de 2009

Só passei para dizer...

...que hoje vi isto na praia.

E já só faltam três dias para calcar Portugal.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

A Lua anda ocupada a gastar os ultimos dias que lhe sobram.

Meus grandes queridos,
pois que ando ausente aqui do espaço (e dos outros espaços todos) porque estou a aproveitar os últimos diazinhos aqui na minha cidade, desta vez com as manas! E, como agora estamos três em casa, temos quase de fazer horários para vir à net! É que elas têm de falar com os amigos e com os namorados e pouco tempo sobre para mim! Eu sou boa pessoa, é o que é, e deixo as miúdas falarem lá com quem quiserem. E, como sou vossa amiga, deixo-vos algumas fotos para perceberem que ando mesmo ocupada, sim?

A Lua na Sagrada Familia

A Lua na praia de Barceloneta.

A Lua no Parque da Ciutadella perto do Mamute gigante


A Lua nas Ramblas




terça-feira, 21 de julho de 2009

Vicky Cristina Barcelona

Vi o filme e não amei. Gostei. Gostei pelos sítios, pelas ruas que eu conheço tão bem, pelas cores, pela spanish guitar, pelo sangue quente das espanholas (o que eu me ri com a Penélope a dizer miééérda), pela língua pela qual estou cada vez mais apaixonada, pelo ambiente de loucura que Barcelona efectivamente tem, pelas americanas que buscam aventuras em España. Mas gostei, principalmente pela música. Por esta música. E se as músicas tivessem caras, esta teria, de certeza, umas bochechas boas para apertar de tão fofa que é!



E digam lá se Barcelona não é perfeita.