Sabem aquelas pessoas que dizem “ah, eu sou uma cat person” ou “eu sou uma dog person”? Pois isto não se aplica a mim, nem uma nem outra. Não é que eu não goste dos animaizinhos (e mesmo que não gostasse ia dizer que sim porque ainda vem praí toda a gente cair em cima de mim e ia dar barulho) mas, se calhar, nunca tive assim um bichinho para me apegar. Aliás, minto. Tive uma cadela, sim, a Puf – onde estávamos com a cabeça para lhe dar tal nome – mas na primeira semana que teve em casa roeu a mesa da sala e assinou ali a sua sentença: casa da minha avó (que na realidade mais parece um abrigo de animais com o número assustador de bichos que lá moram). Este episodio foi há mais de 10 anos e a Puf ainda é viva e bem tratada. Imaginem que a minha avó trata-a como se fosse filha, fala com ela quando tem de sair, diz-lhe “eu venho já, vou ao senhor doutor, porta-te” e, tenho para mim, que a Puf está incluída no testamento!
Adiante. Eu acho que sou mais uma fish person. Os peixinhos são tão amorosos e não dão trabalhinho nenhum, a não seu dar de comer e limpar a casa. Mas até aqui tenho as minhas dúvidas se sou ou não este tipo de pessoa. E porquê? Porque eu tive um peixinho, o Tobias Wrestling, que me morreu passado 15 dias de ser meu animal de estimação. Eu penso que foram saudades minhas porque tive de me ausentar uma semana e quando cheguei estava ele a boiar já cadáver, ou então alguém em minha casa esqueceu-se de lhe dar de comer, ou então foi a água que devia ter sido mudada, ou então, como dizia um amigo meu, morreu de congestão porque lhe dei comida e deixei-o ficar na água! Sei que foi uma tragédia. O que é certo é que já não era a primeira vez. Antes, há uns valentes anos, tive um periquito que morreu esganado ou enforcado, não sei bem porque não foi autopsiado. Uma desgraça chegar a casa e vê-lo com a cabeça enfiada entre as grades. Eu ainda tenho para mim que ele se suicidou, alguma coisa lhe corria mal na vida e ele preferiu assim.
Assim sendo, e afinal, acho que não sou uma person de nada. Mal tomo conta de mim vou tomar conta dos outros? Eu acho que já dou trabalhinho que chegue a mim própria! =)
Adiante. Eu acho que sou mais uma fish person. Os peixinhos são tão amorosos e não dão trabalhinho nenhum, a não seu dar de comer e limpar a casa. Mas até aqui tenho as minhas dúvidas se sou ou não este tipo de pessoa. E porquê? Porque eu tive um peixinho, o Tobias Wrestling, que me morreu passado 15 dias de ser meu animal de estimação. Eu penso que foram saudades minhas porque tive de me ausentar uma semana e quando cheguei estava ele a boiar já cadáver, ou então alguém em minha casa esqueceu-se de lhe dar de comer, ou então foi a água que devia ter sido mudada, ou então, como dizia um amigo meu, morreu de congestão porque lhe dei comida e deixei-o ficar na água! Sei que foi uma tragédia. O que é certo é que já não era a primeira vez. Antes, há uns valentes anos, tive um periquito que morreu esganado ou enforcado, não sei bem porque não foi autopsiado. Uma desgraça chegar a casa e vê-lo com a cabeça enfiada entre as grades. Eu ainda tenho para mim que ele se suicidou, alguma coisa lhe corria mal na vida e ele preferiu assim.
Assim sendo, e afinal, acho que não sou uma person de nada. Mal tomo conta de mim vou tomar conta dos outros? Eu acho que já dou trabalhinho que chegue a mim própria! =)
E eu sei que depois de lerem isto pensaram o mesmo que eu pensei quando acabei de escrever:
nunca na vida te daria um animal para as mãos!











