domingo, 21 de junho de 2009

Tem cuidado, Max!

Depois de um jantar ma-ra-vi-lho-so, que envolvia carne, cogumelos, natas, arroz e muiiitas saladas deliciosas, de fazermos pipocas salgadas no microondas e de tentarmos ver um filme que não funcionava porque a internet estava muito lenta (para variar um bocadinho, vá), acabamos a noite no iutubi a ver videoclips. Confesso que algumas músicas nunca fora escutadas por mim na minha curta mas maravilhosa vida mas deu para rir muito com as coisas que se faziam no antigamente. Fica esta música, talvez a mais engraçada da noite, com uma letra e um vídeo de fazer chorar as pedras da calçada. Ouçam e divirtam-se!


sexta-feira, 19 de junho de 2009

É isto e desenhos todos lindos para forrar as paredes do quarto.




HOLA COMO ESTAS CUANDO TE VAS? WAPA NO QUIERO QUE TE VAYAS? ERES MUY WAPA CARIÑO



Recebi no mail por uma das minhas miúdas.
Elas enchem-nos de mimos e depois parte-nos o coração deixa-las.
E é basicamente isto que eu passo a vidinha a ouvir. Sou muito wapa (aka guapa)!

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Também podem explicar porque é que o céu é azul e o sol amarelo.

Gostava que me esclarecessem para que serve a verificação de palavras nos comentários! Eu achava - se calhar era um bocado burra - que era para proteger os blogues dos hackers ou dos vírus. Mas depois pensei que esses hackers podiam ser maus mas sabiam ler e escrever, ou seja, se quisessem fazer mal faziam porque basta por lá as letrinhas - que nunca são assim tão difíceis - e, voilà, podiam encher o blogue de bichinhos (é assim que imagino os vírus!).
Eu sei que isto de faz de mim um bocadinho estúpida e triste e burreca (como diz a Buny) e mais uns tantos nomes feios que podem chamar à minha pessoa mas esclareçam lá a minha duvida, sim? Por favor, ajudem a Lua a sentir-se um bocadinho menos info-excluída! Obrigada.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Com amor. Sempre com amor.

Há uns dias atrás estava uma miúda a dizer-me que não há nenhuma música árabe (principalmente marroquina) que não fale de amor e que não diga amo-te ou queres casar comigo! Como não consegui decorar nenhum nome dos cantores preferidos dos meus meninos, andei a dar um passeio pelo o iutubi e encontrei esta música. É antiguinha e não sei se é marroquina ou não, mas é árabe. E agora vamos todos descobrir em que parte é que ele diz Amo-te, sim?

E vejam o videoclip. De rir. =)

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Carta V

Tentei, sério que tentei... Tentei de todas as formas apagar-te de mim, passar uma borracha, um corrector, riscar, destruir tudo o que vivemos. O sofrimento era tal que tentei por todas as formas preencher com ruído aquele buraco enorme, aquele vazio aparentemente interminável que ficou depois de partires.

De olhos vidrados, vou-te observando, foto atrás de foto, memória atrás de memória. Se me perguntassem, juraria que é uma irritação o que tenho nos olhos, mas na realidade, é a tua falta, é a dor que sinto de não te ter aqui. Não deves saber, mas as imagens que ainda não consegui limpar de ti, cortam-me os pensamentos como relâmpagos, sem ordem ou direcção própria ou sequer destino, apenas milhares e milhares de imagens e momentos numa enxurrada destruidora de qualquer racionalidade ou sanidade mental.

Será que tens a mínima noção... será que te apercebes de como me fazes feliz quando simplesmente me sorris nas poucas vezes que nos vemos hoje em dia... e como me torturas quando me dizes olá na face?
Será que sentes... que me levas ao infinito quando me olhas daquela maneira de sempre, daquela, que só tu sabes como, ou quando me tocas "acidentalmente", ou ainda quando temos aqueles momentos de riso parvo e sem sentido tão nossos? E logo a seguir destruído quando me ignoras.

Será que já te apercebeste que és na realidade a minha vida e que não consigo, por muito que tente, viver longe de ti.Espero que sintas que hoje......hoje sinto-te novamente em mim.


Por Paulo.
Obrigada.
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Para participar com cartas (não) sentidas ver aqui.

sábado, 13 de junho de 2009

30+20=50 Certo?

Será que pôr protector factor 30 e por cima pôr factor 20 equivale a pôr factor 50? Ou seja, estou mais protegida?

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Estou viciada em bolachas Maria.

Pois é. E queria saber se faz muito mal comer muitas Marias seguidas. É que, por exemplo, sei que se comer muito chocolate me faz mal, me dá dores de barriga muito grandes, engordo, nascem borbulhas e por ai adiante. Agora comer bolachas Maria não sei, é a primeira vez que tenho este vicio. Ah, e importante saber, gosto de comê-las com queijo de barrar. Então, alguém sabe se faz muito mal, assim-assim ou nada-nada? E acham que devo continuar a comê-las como se amanhã o mundo fosse acabar e a minha consolação fosse um pacote de Marias e uma faca para barrar o queijo?

Acho que preciso de ajuda psicologica! =)

terça-feira, 9 de junho de 2009

Não é por mim, é por elas.

As minhas miúdas estão preocupadas porque daqui a duas semanas vamos um dia à praia (um dia? Um par de horas, vá!). Uma é porque não tem fato de banho, outra é porque não sabe se pode ir nadar toda vestida, outra porque não gosta da praia daqui porque as miúdas andam quase nuas, outra porque também vão rapazes. Isto de ser de países muçulmanos ou árabes não é brincadeira. Então não é que as miúdas nos países delas ou não vão à praia ou quando vão têm de usar lenço, mais calças, mais camisola? E depois, claro, ficam abismadas com as meninas europeias que andam de mamas à mostra e os gajos em tronco nu!
Europeus-frequentadores-da-praia-de-Barcelona, meus queridos, vistam-se lá um bocadinho durante duas horinhas para as miúdas estarem descansadas, sim? Obrigada!
E isto é só o que falei com as meninas.
Ainda não sei a opinião dos rapazes.=)

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Carta IV

Uma despedida não é algo tão simples, não é algo como um "adeus" e acabou. Uma descpedida, uma despedida de verdade demora muito porque não é da boca pra fora, mas extamente da boca pra dentro.É muito triste ter que se desfazer de algo que a gente se apegou tanto, ainda mais por saber que a despedida não serve mais de nada para o outro alguém, mas para você é uma tortura.Ao ouvir a música "não sei viver sem ter você" da cpm22, como é que posso me adaptar a idéia de não mais te ter?É algo extremamente difícil, mas eu preciso fazer a carta do adeus. Não tenho coragem de mostrar a quem realmente deveria, mas pelo menos o coração alivia, respira um pouco."É difícil de aceitar, recomeçar do zero, levantar e caminhar. Perceber que quem se ama, já não se importa com você. E acordar sozinho ouvindo o som da sua TV. Chegou a hora de RECOMEÇAR!" É, isso mesmo, vou viver sem você! Eu nasci sozinha mesmo, você só me iludiu e trocou tão rápido que me fez sentir uma barbie de plástico velha, descartável. E tudo o que eu sinto por você MORREU, até que se prove o contrário. Todos sabem que te amo, sempre amarei, mas acabou. Acabou, chegou a hora de partir. Não vou me mudar, nem nada, mas eu irei pensar que você foi um Ken de plástico velho do qual tive que me desfazer, nem por estar velho, mas por ter crescido e percebido que bonecos assim só nos fazem iludir. Eu quero não precisar de você, nem de ninguém. Por isso desliguei o rádio, não irei mais escutar a nossa música "Aquela Música" e estará tudo bem, tudo ficará bem. Estou em paz, preciso da paz, apenas dela, de mim mesma, de minhas maquiagens, amigos de verdade, família, a minha querida cachorra Kittie e um caderninho pra escrever e desenhar vez em quando me der vontade. Isto, pode se considerar uma despedida... Já não te sinto mais! Já não te sinto mais! Já não te sinto mais! Já não te sinto mais! ...
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O meu muito obrigado à Jéssica.
Caso queiram (não) sentir e participar vejam aqui.

domingo, 7 de junho de 2009

Crónica de um piquenique.

Antes de mais nada preciso de vos pedir desculpa por vos induzir em erro. No poste anterior disse que seriam 100/200 pessoas no piquenique mas não é verdade. Cheira-me que os árabes no geral são como os portugueses: dizem que vão, que vão e chega à horinha e não aparecem. Pois, assim, devíamos estar umas 50 pessoas! Ora bem, aquilo só deu futebol. Vocês sabem, quando meia dúzia de gajos se junta (quem diz meia dúzia diz 20 ou 30) e há uma bola pelas redondezas pode até a mata pegar fogo que o que eles vêem é só os golos que marcam ou que dão a marcar! Mas foi divertido, sim. Fui muito solicitada para fotos (até pessoas que nem conhecia…e eu acho que eles eram gajos de me trocarem por camelos…vidas!), fiz quatro sandes e só comi uma, fui carregada de bebidas e trouxe quase todas intactas, não provei especialidades de Marrocos, Índia, Egipto, Paquistão porque toooda a gente decidiu levar sandes e não rissóis e croquetes feitos no seu país, entretive-me a falar de livros, filmes e viagens com uma miúda muito querida, brinquei com os miúdos mais pequenos e, claro, vi as partidas de futebol todas! Para além disso, um rapazinho andou o dia todo a cantarolar uma música árabe que tinha o meu nome (o verdadeiro!) e caso alguém conheça que me passe – ainda não tive vontade de procurar no iutubi. Bem, e foi mais ou menos isto. E, hoje, como ultimamente, senti-me tão daquela família.
Fotos aqui.

sábado, 6 de junho de 2009

Factos.

Amanha é dia de eleições europeias. E eu vou contribuir para a abstenção. Não gosto disto, não gosto mesmo. Quem não vota não se pode queixar dos políticos, das medidas que eles tomam ou deixam de tomar. Não pode falar que fulano de tal é o responsável pela crise, que não sabe quem foi capaz de votar nele se nem viu um boletim de voto sequer. É que eu podia votar aqui mas teria de ir ao consulado que não faço ideia onde seja e cheira-me que é em Madrid. E tentei investigar outras mesas de voto em Espanha mas não encontrei, só aparecem em França e no Brasil. Cheira-me que eles querem só os votos destes emigrantes!!
Assim sendo, esta será a primeira e a última vez que não votarei e vou substituir a ida as urnas por um fantástico piquenique com uns 100/200 árabes! Vai ser a loucura, minha gente. A LOUCURA!

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Carta III

Como no primeiro dia. Como no primeiro toque. Tu nem consegues imaginar como que é bom sentir-te…
O toque da tua pele, o teu cheiro, o teu sorriso. O som da tua voz. Tão perfeito…
Apareceste caído num pára-quedas todo o terreno, com uma magia indefinida.
E eu apaixonei-me por ti. Como da primeira vez que me apaixonei de verdade. Tinha 15 anos.
Só quem gosta de alguém com o coração todo, entende o poder de uma paixão na nossa vida. É como se tudo o resto perca importância. A nossa vida enche-se de sonhos e de planos. De filmes e de parvoíces que partilhamos junto com os sorrisos e os momentos cúmplices.
Já reparaste que nós dois temos isto tudo e muito mais? Somos mais parecidos que diferentes.
No primeiro dia que nos vimos eu tremi. De medo e de nervoso miudinho. Sabia que não me ias passar a ser indiferente. Que irias revoltar todo aquele mundo que eu gosto de ter controladíssimo e sem grandes surpresas. Mas foi bom. Foi óptimo.
E como um dia escrevi, “Porque é que quando as borboletas do Amor e da Paixão se soltam dentro de nós, sentimo-nos de novo com todo o poder da realizar tudo? Achamos que temos o mundo na palma da mão.”, era exactamente isto que sentia quando os dias passavam e estavas comigo em pensamento, depois de estares ali, ao meu lado.
Sinto-te em mim com uma intensidade única. Como se fosses uma camada da minha pele, fina e delicada. Macia e brilhante.
O teu olhar tímido nunca me abandona. Os momentos em que te segredei ao ouvido o quanto eras especial para mim. Lembraste do primeiro beijo? Foi tão desastrado. Mas o segundo, o terceiro e todos os outros foram mais do que perfeitos. Foram mágicos e especiais. Demos parte de nós naqueles instantes. Porque para mim, gostar de alguém é apenas partilhar a profundidade do nosso sentir. E quando fazemos amor com uma pessoa entregamos parte de nós. Deixamos lá a nossa maior pureza junto com o prazer que damos e sentimos. É desta forma que te sinto em mim. Tão pura e demasiado honesta.
Sonho contigo porque já não te posso ter. Porque as vidas podiam ser aquilo que cada um quisesse ser, mas não são. Não há lâmpadas mágicas como na história do Aladino. Em que temos direito a pelo menos três desejos realizados. Mas não me importo. Porque enquanto te sentir em mim, estarei completa. Porque fui feliz. Vivi cada momento como único e com toda a entrega possível. Acho que esta é a verdadeira magia da vida. Termos a capacidade de nada esperar. Ganhar coragem e aceitar sem questionar ou resignar. Cada um é o que é e o que pode ser naquele momento.
Sinto-te em mim. Todos os dias. E enquanto assim for. Serei uma pessoa completamente feliz.

O Teu,
Segredo Cor de Rosa
Obrigada mais uma vez à Segredo Cor de Rosa que nos brindou com mais uma das suas lindas cartas.
Participa sempre que quiseres!
[Mais informações aqui.]

quinta-feira, 4 de junho de 2009

O sonho comanda a vida!

Hoje estive à conversa com um puto de quatro anos. Estava ele a dizer-me que é um jogador da bola como nunca ninguém viu. Joga com os grandes - e segundo ele, nenhum pequeno joga com os grandes, porque os grandes magoam e dão empurrões - e ganha-lhes. Joga no infantário, em casa e ainda joga basquete (o puto nem um metro tem). Para além disso já tem uma taça em casa que ganhou num jogo do infantário (daqueles que se jogam no intervalo entre o almoço e o lanche). E ele é tudo: avançado que marca muitos golos, central que faz os passes para golo e até, imaginem, é guarda-redes. Um prodígio, meus caros, um prodígio. E das duas uma: ou a criança sonha muito e vê muitos jogos do Barcelona ou os olheiros deviam deixar as camadas jovens e passar a procurar nos infantários.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

É por isto que as pessoas não me dão mais de 18 anos.

Aparentemente a adolescência chegou hoje à minha cara. Uma espinha (puta, pah) enooorme desabrochou entre os lábios e o queixo . E, como era de esperar, a minha pessoa foi lá espreme-la. Resultado: voltou a inchar. E eu voltei a espremer. E agora está vermelha e grande. E não, não tenho produtos mágicos que a escondam tipo base e coisas afins.
Fazer o quê, agora? Carinha levantada e orgulho (!!) na minha nova amiga, pois claro!



Só sou cínica para quem merece.
E ela (grande, feia, a explodir da minha face) está a merecer profundamente!

terça-feira, 2 de junho de 2009

Carta II

N,
Estou à tua espera…estou à tua espera quando acordo e leio a tua mensagem de boa noite, estou à tua espera quando acordas e fazes-me logo sentir acompanhada, estou à tua espera quando te imagino a tomar banho, a mexer no teu cabelo molhado, a beijar-te e a fazer amor contigo dentro de uma banheira, estou à tua espera em cada tarde que passas longe de mim e em todas as outras em que vives comigo, (espero por ti ao quadragésimo sexto pôr-do-sol), estou à tua espera quando jantamos juntos, e quando imaginamos os nossos futuros jantares, estou à tua espera aos sábados à noite, para beber chá, comer pipocas, ou bifanas=) e ainda continuo à tua espera nas noites, manhas, e tardes em que vais estar dentro de mim e eu serei mais tua, do que já sou, (espero por ti até a vigésima sexta noite da lua nova) estou à tua espera nas tardes de praia, nas de chuva, nas que vemos filmes, ou que viajamos pelo mundo…(e volto a esperar por ti até à trigésima sexta vez em que me dás a mão, me abraças, me proteges, me cobres com cobertores, me alimentas), estou à tua espera aqui, aí e lá longe, em Barcelona e no Japão, estou à tua espera quando vemos a Grey, mentes criminosas, o FCP ou californication=)

Quero que saibas que espero por ti nas noites em que vou dançar, chorar e nos livros que vou ler, (espero por ti ate ao sexto mês do ano do meu centésimo sexto aniversario) mas…espero por ti e encontro-te em cada vez que me dizes que me amas e eu digo-te, não pela sexta vez, mas pela décima sexta vez que também te amo…apesar de sentir este amor a cada sexto segundo…

Com amor.
...por Lila.
(Carta escrita para o N. pela minha Laranja Lila nos 6 meses de namoro. Há, precisamente, 6 meses!)
______
E sim, decidi abrir também o "Sinto-te em mim" porque sempre que deixamos de sentir uma coisa começamos a sentir duas ou três. Leiam aqui, (não) sintam, escrevam e mandem. Cá vos espero.

Os paquistaneses são uns fixes.

Como vocês já deves estar fartos de ler sobre praia, mamas e pilas, vou fazer um intervalo sobre esse tema (mas só hoje porque cheira-me que amanhã tenho uma historinha para contar) e falar sobre uma coisa que descobri hoje. Então não é que eu descobri que o melhor sítio para comprar fruta e legumes é na loja dos paquistaneses? Ainda por cima são simpáticos e estão abertos até tarde e aos sábados, domingos e feriados (os únicoooos!!). Então vamos lá ver: comprei maças, manga (hummm), cenouras, pepinos, melancia, limões e ainda vi uma gajo giro lá na tienda. E tudo por quatro euros. E eu sei que vocês estão a pensar "oh, mas foi em pequenas quantidades, assim em qualquer sitio se compra por esse preço". É verdade, sim, a minha família de cinco crianças e um marido foi abandonada em Portugal e agora sou eu, só eu. Mas para quem já pagou quatro euros por quatro maçãs, pagar o mesmo por uma semana ou uns tantos dias de pratos mais saudáveis, sobremesas mais saudáveis e lanches mais saudáveis (bem, aqui não sei, as palmiers também são muito baratas!) acho que é um avanço significativo. E agora, se me dão licença, vou buscar uma quantidade considerável de melancia-comprada-nos-paquistaneses assim a modos de ceia antes de ir dormir.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Adenda ao post anterior

Esqueçam o que leram. Afinal, hoje vi uma pila.

domingo, 31 de maio de 2009

On a beach in Hawai*

Depois de dois dias de praia - na praia mais movimentada de todos os tempos, nem a Povoa é assim em pleno Agosto =) – já cheguei a algumas conclusões. Aqui vão:

A média de idade da população de Barcelona é de…25 anos. É que quase não há gente entradota na idade. Só jovens e, uma grande maioria, estrangeiros.

As mulheres em Barcelona fazem muito topless. Não importa se são gordas, se são magras, se têm as mamas minúsculas ou gigantes ou puseram silicone. Se querem ver mamas, minha gente, emigrem para aqui. Asseguro-vos que não vos faltará nada para arregalar as vistinhas.

As frases que mais ouves são:
“Quieres coco? Coco quieres?”
“Cerveza-bier-cola-fanta”
“Creveza-bier-fanta-cola-água”
“Massage? 5 euro. Massage?”
“Quieres coca, heroína?” (esta dita em surdina, claro!)
“Tatoo, tatoo. Quieres tatoo?”
“Pantalones. Quieres pantalones?”
“Pareo. Quieres pareo?”
“Empadas. Quieres empadas?”
Agora imaginem umas 30 pessoas por cada frase. E é isto o dia todo.

Ir para a praia com alemães é quase a mesma coisa que ir para a praia com portugueses em relação à comida (só menos o arroz de frango ou o frango do churrasco).

A quantidade de brasileiros que ouvimos é enorme. Nunca me tinha apercebido de tal coisa. Devem viver todos perto da praia! Ah, e tratam muito mal o português! Dizem as palavras sem o S no fim e tratam-se por “Brother”. =)

O público masculino está mais bem servido que o feminino. É só gajas boas a fazer topless e ainda não vi nenhum gajo a fazer nudismo! Vá, até se encontram uns rapazinhos jeitosos mas acho que há mais meninas desta categoria!

As 10 da noite ainda há gente na praia. Uns cantam, outros tocam, outros lutam, outros fazem aniversários e outros vão embora.

O sol é muito forte. E queima. Muito.

*Não é no Hawai mas bem que poderia ser. =)

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Dúvida.

Vocês acendem um fosforo de trás para a frente ou da frente para trás? É que eu acendo de trás para a frente mas nos filmes e séries e afins eles acendem sempre ao contrário mas quando tento fazer isso, o fósforo parte sempre. Pode ser falta de jeito, é certo, mas, mesmo assim, gostaria de ouvir o que me têm a dizer. Agradeço.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Carta I

Já não te sinto em mim. Nunca tive coragem de to dizer, mas é esta a mais pura das verdades.
Deixei de te sentir a falta. Mudei. A vida mudou-me. O caminho não é mais o mesmo em que estás.
Quando achei que era altura virei à direita e a sombra da tua pessoa desapareceu, simplesmente...

Mas o nosso Amor foi tudo aquilo que um dia eu gostava de ter para sempre. Existia porque sim. Sem qualquer outro motivo.
Era o mais cúmplice. Foi partilha perfeita de sonhos e de realizações. Que a vida nunca deixou acontecer. Porque não tinha de ser.

É triste, dizer-te hoje e agora que já não te sinto em mim. Porque não gosto de despedidas. Nunca gostei.
É como deitar coisas fora. não gosto muito, mas por vezes tenho de me sentar em redor dos meus objectos e selecionar.
O que estiver a mais, lixo. Porque só assim conseguimos ganhar espaço para algo novo. Para um recomeço...

Gostei tanto de ti. De nós dois. Do que éramos juntos. Nunca imaginei que pudesse existir uma separação física definitiva.
Apenas e só porque éramos o complemento um do outro. Tu sempre calmo e eu sempre a correr e a stressar.
Quando ficavas acordado a ver-me dormir. E me contavas no dia seguinte. Que o meu sono te tranquilizava. Vias-me feliz. Ali.
Ao teu lado.
E hoje digo-te o mesmo. Também ficava tantas vezes a ver-te dormir. Depois aninhava-me em ti. Abraçavas-me e juntos
dormíamos. Tranquilos. E no dia seguinte, ao acordar, sorriamos, por termos ali ao lado o Amor das nossas vidas.

Hoje só sei que não sei se conseguirei voltar a amar alguém, como te amei a ti. Foi o sentimento mais puro que tive por um homem.
Talvez o único, com tamanha pureza e grandeza.

Espero um dia voltar a sentir de novo um Amor como o nosso. Ou melhor. Mais arrebatador ainda.
Que dure e dure, para nunca ter de voltar a repetir estas palavras:

Já não te sinto em mim! Porque eu te quero sentir. Sempre!

_____
Obrigada à Segredo Cor de Rosa pela participação.
Conto com vocês para as proximas cartas. Vejam aqui.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Los Campeones.

Visca el Barcelona. Visca el Barcelona. Visca el Barcelona. Visca el Barcelona. Visca el Barcelona. Visca el Barcelona. Visca el Barcelona. Visca el Barcelona. Visca el Barcelona. Visca el Barcelona. Visca el Barcelona. Visca el Barcelona. Visca el Barcelona. Visca el Barcelona. Visca el Barcelona. Visca el Barcelona. Visca el Barcelona. Visca el Barcelona. Visca el Barcelona. Visca el Barcelona. Visca el Barcelona. Visca el Barcelona. Visca el Barcelona. Visca el Barcelona. Visca el Barcelona. Visca el Barcelona. Visca el Barcelona. Visca el Barcelona. Visca el Barcelona. Visca el Barcelona. Visca el Barcelona. Visca el Barcelona. Visca el Barcelona. Visca el Barcelona. Visca el Barcelona. Visca el Barcelona. Visca el Barcelona. Visca el Barcelona. Visca el Barcelona. Visca el Barcelona. Visca el Barcelona. Visca el Barcelona. Visca el Barcelona. Visca el Barcelona. Visca el Barcelona.
Guardiola. Thierry Henry. Piqué. Xavi. Gudjohnsen. Valdés.
(os melhores :P)

terça-feira, 26 de maio de 2009

Quem escreve uma carta?

Todos nós já tivemos um instante da nossa vida “já não te sinto em mim”. Aqueles momentos em que sabemos que aquela pessoa ou aquela coisa já não faz parte de nós. E nem estou a falar de namorados/as, também os há. Estou a falar da melhor amiga que vos deixou de falar de um dia para o outro, do gato/peixe/cão que morreu quando estavam de férias sem sequer se despedir, daquele CD que perderam e que adoravam, do inverno que já lá vai, da vossa caneca preferida onde tomavam o pequeno-almoço todos os dias e que a mãezinha fez o favor de partir, daquele rapaz/rapariga com quem nunca tiveram coragem de falar e que vos acelerava o coração, dos sapatos preferidosque tiveram de deitar ao lixo porque estavam velhos ou deixaram de servir and so on, and so on. O que eu quero, é que pensem na vossa vidinha e escrevam uma carta “Já não te sinto em mim”. Uma espécie de despedida, a despedida que nunca fizeram mas que merecem. A última carta, as vossas últimas palavras para ele/ela.
Vá, mandem para o mail (que encontram na coluna da direita) e eu publico. Fico à vossa espera!!
A carta também pode ser o contrario, ou seja, em vez do Já não te sinto em mim pode ser Sinto-te em mim.
E aqui é igual, pode ser o gato, a nova caneca, aquele vstido que viram na Berska, o vosso novo vizinho da frente. Escrevam alguma coisa e mandem!
Isto é vosso, ok? Sintam-se à vontade.=)

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Pergunta.

Sou só eu ou quando vocês ouvem alguma música que bate bem cá dentro apetece-vos pegar na guitarra (e eu nem sequer sei tocar), juntar uns amigos, fazer uma roda com uma fogueira no meio e ficar a noite toda a cantar aquela música até vos doer os pulmões? Por favor, digam-me que pensam nisto ou vou já buscar uma faquinha para cortar os pulsos porque estou a ficar louquinha.


E quando imagino, estamos na praia, sou eu que toco, canto,
todas as pessoas sabem as letras e entram batuques e coisas assim.
God! Eu sou deprimente.

domingo, 24 de maio de 2009

A minha afta é uma grande puta.*

Tenho uma afta do tamanho de não uma, não duas mas de três (ou quatro, não tenho aqui nada para me certificar) cabeças de alfinete. Enorme, portanto, como estão a imaginar. E não me deixa comer (morangos, laranjas e mesmo comidinha normal, nada ácida) porque dói a mastigar. Não me deixa beber porque o liquido se entranha lá e dói. Quase não me deixa falar porque dói quando digo algumas letras e até com a saliva aquilo arde. E eu sei que, supostamente, tudo que arde cura ('bora atear fogo a um hospital??) mas neste caso, acho que isso está muito longe de acontecer. E não, não estou a ficar lamechas por me queixar mas isto dói com'o caraças. Alguém me ajuda? Um remédio santo, um chá, uma infusão, um produto natural, uma receita da tetravó? Alguém?
*Desculpem o palavreado mas não havia mais nenhum nome que eu quisesse chamar senão este.
Puta.

sábado, 23 de maio de 2009

A minha vida dava um filme indiano - A adolescência

A minha adolescência, tal como a minha infância, foi normalzinha. Aliás, eu nunca fui de dar muitos problemas aos meus pais ou a quem quer que fosse. Ora bem, os sinais visíveis/físicos da minha adolescência apareceram muito tarde. As minhas mamas cresceram mais tarde do que as das minhas amigas e em menos quantidade. Mantêm-se até hoje! Não me lembro de ter aquelas paixões arrebatadoras da adolescência, em que se jurava que morríamos se nos separassem. Eu sempre achei que era muito nova para me apaixonar/prender a alguém. Só me lembro de me envergonhar quando diziam “aquele tal gosta de ti”. Aconteceu com o A. que me ofereceu um ramo gigante de rosas no meu aniversário e eu ignorei-o durante una bons dois anos. Ele a cair de amor por mim e eu a ignora-lo. Nunca percebi esta minha panca porque ele até era um rapaz inteligente e muito boa pessoa, coisa que só descobri quase, quase no fim do secundário, mas adiante. Cometi algumas loucuras, sim, porque era rodeada de gente meia louca. Nunca me arrependi. Foi nesta altura que comecei a “sair da casca” como diziam os meus amigos (porque até ai eu quase nem falava) e que descobri que toda a gente gostava de mim, que toda a gente me protegia. Eu era uma espécie de filha de todos, tinha uma cara de menina frágil e todos tinham um instinto de protecção gigante em relação a mim. E foi assim que o “inha” começou a estar sempre, sempre pegado ao meu nome. Até hoje.
Na adolescência, como toda a gente, andei aos beijos, óbvio, mas por mero acaso e eu nem gostava dele. Divertimo-nos um bocadinho, pronto e aconteceu mais porque alguém quis não porque nós quisemos (mais ele que eu! chegou a uma altura que o individuo estava bem entusiasmado e eu não). Até a terminar esta especie de aventura fui parva, alias, nem terminei nada, deixei, simplesmente, de lhe falar -mazinha que eu era. Também foi assim que descobri que era muito boa a guardar segredos, principalmente dos outros!
Fumei o meu primeiro cigarro e fiz a minha primeira directa mas, como era esperado, não apanhei a minha primeira bebedeira (muito atrasada eu, nestas coisas!). Era o tempo em que eu apanhava mocas de coca-cola ao domingo a tarde na casa de um coleguinha qualquer. Foi nesta altura que senti, pela primeira vez, que tinha amigos para a vida e já que não fazia juras de amor eterno a gajos, fazia-o aos meus amigos. Porque passávamos férias numa espécie de big brother, onde morávamos todos na mesma barraca/casa e dormíamos todos no mesmo quarto e passávamos horas a falar de tudo e de nada. Onde as noites e os dias eram praticamente a mesma coisa, onde fazíamos directas como se o mundo fosse acabar na semana a seguir e onde reinavam os sorrisos e olhares cúmplices e as histórias que nunca se tinham contado. Foi a melhor adolescência que eu podia ter tido. Não foi de grandes paixões mas foi de enormes amizades.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Devia ter pedido autógrafos?

Hoje foi dia de ir até ao parque e dar uns toques na bola com os meus miúdos. E adivinhem quem vi lá? Ok, vocês não adivinham por isso eu dou-vos já a resposta: os PowerRangers. Não eram bem eles mas eu passo a explicar. Estavam lá dois moçoilos muito engraçados na relvinha a treinar judo ou karaté ou taekwondo ou whatever. E dei por mim, feita parvinha - de certeza com a boca a aberta e já quase a babar - a olhar para os ditos moços e a pensar “onde é que eu já vi isto?” Hummm...Jogos Olimpicos? Na RTP2 quando repetiam torneios de tudo e elaguma coisa? Em algum filme?? E depois, eis que se fez luz – os PowerRangers claro, esses ícones da minha infância que eu via religiosamente ao sábado de manhã. Mas o melhor foi perceber que eles não faziam aquelas acrobacias todas que os meus heróis faziam, eles faziam as acobracias que os meus heróis faziam na parte mais importante do episódio, ou seja, na parte em que o monstro – normalmente de um tamanho grotesco – explodia atrás deles e eles se viravam para a câmara naquelas poses de combate como quem diz “somos os melhores, pah! E que venham mais como este para o rebentarmos todo!” E foi lindo de se ver. Foi o voltar à infância, assim, em minutos. E acho que vou voltar lá, não para ver os indivíduos mas só para ter o privilégio de ver um episódio dos PowerRangers sem ter de utilizar o YouTube ou o Canal História.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Homens de fato.

Para quem não sabe, eu tenho uma queda muito grande por homens de fato. Adoro, adoro. Acho que qualquer homem fica bem de gravata. E então se for um fato todo preto e com camisa branca (tipo MIB) upa upa. Por isso já estão a imaginar que a faculdade foi um delírio.
Mas agora que aqui estou há outra espécie de homens de fato que me põe, vá, um bocadinho fora de mim. São os homens de fato com um capacete na mão. É que, caso nunca tenham vindo a Barça City, o que mais há aqui é motas, melhor, vespas e eu também tenho uma queda muito grande por vespas – desde miúda que andava a chatear toda a gente que queria uma mas nunca ninguém teve a decência de ma oferecer, nem o meu padrinho que tinha uma liiinda que tinha restaurado e tal mas entretanto espatifou-se com ela. Ora bem, por isto tudo, ver um homem de fato com um capacete na mão não é só e apenas ver um homem de fato com um capacete na mão. É imaginar um homem de fato numa vespa linda de morrer, os cabelos ao vento, o levantar o braço esquerdo para virar à esquerda quando o pisca não funciona… É imaginar ele pedir-me para subir na vespa para passearmos pela cidade, é eu abraça-lo o caminho todo para não cair… É imaginar o nosso casamento com uma concentração de vespas e eu sentar-me de lado (tal e qual faziam as meninas do antigamente quando subiam aos cavalos e levavam aqueles vestidos enoormes) enquanto ele conduzia rumo à nossa felicidade. Ai…ai… (é neste momento que o despertador toca).
Agora sim, tenho a certeza que o homem da minha vida não vai chegar no cavalo branco e vestido de príncipe/guerreiro ou coisa que o valha. Vai chegar de vespa, vestido de fato (se for durante a semana) ou de surfista (ao fim-de-semana) e vai-me fazer feliz para todo o sempre…



NOTA: Isto é mesmo um sonho e eu passo a explicar. Caso o encontre aqui em Barcelona, não pode ser surfista porque aqui o mar não faz ondas. Caso o encontre em Portugal, só com muita sorte é que ele tem uma vespa linda de morrer e anda de fato ao mesmo tempo. Porque homens de fato andam em carros que metem algum respeito. Sendo assim, pode-se concretizar apenas e só uma parte do sonho, nunca a sua totalidade. Ah, e o felizes para todo o sempre também é um bocadinho duvidoso. Vamos ver, minha gente, vamos ver.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Dias difíceis.

Eu acho que sim. Acho que devia pegar no jornal todos os dias e ir a lê-lo para o trabalho. No caminho não me desvio das pessoas, elas que se desviem. E todos os dias me devia espetar contra o big vaso com flores que aparece a meio do caminho-quase-a-chegar-ao-trabalho (como é que eu nunca o tinha visto? ele é enoooorme). E todos os dias devia quase dar um tombo fenomenal no meio da cidade e ficar envergonhada mas seguir em frente com o nariz empinado e com cara de "quê? ia cair? nem dei por nada!" E todos os dias, caso não caísse, devia ficar com uma big pisadura na perna esquerda.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Eat mora chocolate #9

Os árabes não falam. Os árabes gritam.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Afinal, existimos para os espanhóis.

Pode não haver placas em português. Pode não haver descrições dos sítios em português. Pode ninguém falar português. Mas o carro (aquele em que os paizinhos metem uma moeda e os putos dão uma volta só-porque-me-estão-a-chatear-muito-e-não-estou-para-aturá-los) que está estacionado à porta do Dia, perto do Raval, tem matricula portuguesa. 94-08-ED. Ah pois é. Somos os melhores na importação de carrinhos de brincar. Não sei, digo eu.

domingo, 17 de maio de 2009

Visca el Barcelona*

Somos, oficialmente, campeões. A festa fez-se até bem tarde e em todas as ruas (pelo menos na minha houve muita e até tarde!). E acho - minha humilde opinião - que com um treinador destes vamos longe. Muito longe.







*Como quem diz Viva o Barcelona.

sábado, 16 de maio de 2009

Não aguantavas até casa?

Nunca vi ninguém a parar no meio da rua (leia-se sábado à tarde e quase-centro de Barcelona) e mijar naquelas árvores fininhas, que não tapam 1/4 do nosso corpo, que é como quem diz, neste caso, não tapa o nosso órgão sexual! Pois ia eu muito descansada a sair da porta do meu prédio quando me deparo com esta imagem: um homem de cadeira de rodas a mijar para uma dessas árvores fininhas. Eu nem sabia o que fazer: se sair da porta e virar à direita ou à esquerda, se fazer de conta que não vi ou se olhar para ele com ar de reprovação, se esperar na porta até ele de despachar lá com o serviço... O que é certo é que eu até corei enquanto ele , muito feliz da vida, estava lá como se tivesse em casa. Tudo bem, minha gente, todos temos as mesmas necessidades mas eram três da tarde e a rua não é propriamente deserta no que diz respeito ao tráfego de peões e de automóveis. Vergonha nessa cara, sim?

quinta-feira, 14 de maio de 2009

A do meu vizinho é melhor que a minha.

Eu era viciada em televisão. era capaz de estar um dia inteiro em casa a ver todos os programas e mais alguns (sim, todos contempla também as Julia's e as Fátima's e os Você's na TV) mas desde que vim para Barcelona que se vi três vezes televisão foi muito. E há varias razões para isto. A minha televisão é estranha: o comando não funciona (o que implica teres de me levantar sempre que quero mudar de canal) e os canais tem muitas formigas, como quem diz, a antena deve ser péssima ou nunca ninguém se deu ao trabalho de sintonizar os canais e não há programas de jeito. Para além disto, uma vez liguei a televisão e estava a dar um filme que eu já tinha visto mas, desta vez, dobrado em espanhol. Vocês já imaginaram ver os vossos actores preferidos a falar espanhol? Não? Então tentem apanhar um canal dos nuestros hermanos que vão ver como é bonito. Blhec. Por isso, desisti. Nem futebol vejo, o que é uma pena. Mas também, quem precisa ver futebol na sua mísera televisão quando tem uns vizinhos histéricos e fanáticos, quando mora numa rua tão movimentada que parece que abana quando é golo do Barcelona e quando o vizinho da frente tem um plasma tão grande que quase se vê as repetições?

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Do meu nome.

Sempre que um dos meus queridos marroquinos me pergunta qual é ou diz simplesmente o meu nome (não Lua, o verdadeiro mesmo) é certinho que a frase acaba com “é um nome árabe”. E eu já sei isso tudo, aliás, eu sou daquelas pessoas que quando vê um papel ou um porta-chaves ou whatever com o significado do nome vai a correr ver o que diz. E adivinhem o que diz? Sempre o mesmo: que tem origem árabe, que é um nome bíblico – e descobri que existem três na bíblia, só mulheres sofridas, coitadas, a minha cruz é a do sofrimento, está visto! - and so on… E hoje um miúdo quase que disse que eu com este nome (por sinal muito lindo) só podia ser marroquina. Sorry, disseste marroquina? E ele sempre a insistir, se é um nome marroquino, eu tinha de ser marroquina. Ok, se tu achas isso...Ora fala lá árabe comigo para ver se eu te respondo!

segunda-feira, 11 de maio de 2009

A minha vida dava um filme indiano - A infância

Tive uma infância normalzinha, não estejam já com ideias. Nasci, gatinhei, começai a andar. Entrei no infantário onde comecei desde logo a partir corações. Não me lembro do nome dele mas havia um “ele” (naquela idade há sempre). Desse tempo só me lembro de uma festinha de Natal onde fui com um vestidinho as flores e um blaiser vermelho a imitar uma farda de um qualquer colégio interno. Lembro-me porque tenho uma foto algures perdida nos muitos envelopes e álbuns de fotos. E lembro-me porque, supostamente, devia cantar “no Natal pela manhã, ouvem-se os sinos tocar, e há uma grande alegria, no aaaaar” num espectacular solo mas acabou por não acontecer porque alguém pôs uma cassete (naquele tempo não havia cd’s) com as vozes já gravadas. Uffff-lembro-me de ter pensado-aquelas borboletas no estômago não paravam de bater as asas.
Depois disto, escola primária. (no período de transição ainda fiz uma cirurgia ao ouvido porque era uma miúda problemática com otites!) E aqui sim, lembro-me do nome dele. Helder. Tinha olhos azuis e andava sempre atrás de mim. ou era a mandar beijinhos, ou a levantar a saia (coisas típicas mas que eu achava um nojo!) Este era o tempo em que combinava com as minhas amigas irmos de saia ao xadrez, uma da cada cor, colávamos tazos na testa e jogávamos à Navegante da Lua. Eu era a Amy (não a Winehouse), a navegante azul mas ia sempre de verde ou amarelo. E jogávamos aos PowerRangers – mas esse já envolvia gajos. E eu era a rosa, a Kimberly. Foi aqui que eu comecei a gostar de gajos, eles davam-nos atenção. Eram capazes de não ir jogar futebol com os mais velhos para brincar connosco. E nós, gajas, éramos capazes de trocar jogar às casinhas por um jogo de futebol com eles, no campo privado que decidimos que era “nosso” porque fomos nós que o construirmos mesmo que as balizas fossem duas árvores. E foi, também, nesta altura que comecei a gostar de futebol. Para além de jogar na escola, tinha o meu amigo Alex que me ensinava fintas, remates, dribles e montes de coisas. Tudo isto contra o portão da casa da minha avó. Durante anos eu via aquelas marcas lá e pensava que tinha sido mesmo muito feliz, não só no futebol mas também a fazer bolinhos de lama, a inventar líquidos que tiravam todas as nódoas e a comer barras de chocolate que a avó dele me dava. E não, por incrível que pareça, ele não foi o meu primeiro namorado, nem sequer andei aos beijos com ele. Mas gostei quando no ano passado ele me apresentou à namorada como “a minha amiga mais antiga”.

To be continued...

sábado, 9 de maio de 2009

Há coisas fantásticas, não há?


Eu acho que se clicarem a imagem aumenta.
E se não perceberem catalão, eu dou uma ajuda =)

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Sou má, sim.

Então é o seguinte: eu quero mesmo fazer mal a uma pessoa. Mesmo. Não quero mata-la mas quero fazer alguma coisa para me rir um bocadinho. Já pensei em laxante na comida. Qualquer coisa picante (muiiito picante) na pasta dos dentes. Açúcar nos lençóis. Mandar muitos virus para o computador da dita cuja até ele não poder ligar mais. Partir-lhe a cara e depois o resto do corpo, devagarinho, muito devagarinho. Encher a porta do quarto de frases que remetessem para ofensas corporais, psíquicas, sexuais, físicas, psicológicas. Mas não consigo escolher. Apetece-me fazer tudo e tudo ao mesmo tempo. E apetece-me pontapeá-la sempre que me diz Hola e sorri. Help?


Como disse a T. : Ela é uma puta.


(E não, não há gajos metidos no meio disto tudo.)

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Não, nunca me canso de ser perfeita.*

Eu acho – a minha humilde opinião – que os gajos gostam de ver uma gaja boazona a passar, sim, olhar um bom rabo e umas boas mamas, mas depois ficam a pensar que nunca na vida iriam ter uma namorada daquelas porque ia ser sempre a mais olhada, a mais cobiçada. O que os homens querem é uma namorada que os entenda, que veja uma partida de futebol com eles, que saiba falar de tudo e mais alguma coisa, que saiba discutir, que tenha ideias próprias e que não ande aqui por ver andar os outros. Eles não se importam se andamos demasiado vestidas, se dormimos cheias de meias e com muitas camisolas, se não combinamos a lingerie, se gostamos mais de sapatilhas que salto do que alto. Eu nunca vou ser o que os gajos chamam de gaja boa. Não tenho umas mamas boas, não sou alta, raramente me maquilho e ponho roupa sexy, ando sempre com um soutien de uma cor e umas cuecas de outra, não faço dietas, uso poucos cremes, o meu cabelo anda sempre despenteado e dão-me sempre menos 5 anos do que eu realmente tenho (ok, é verdade que ainda tenho cara de adolescente ou assim qualquer coisa!). Eu sou mais do estilo querida, as pessoas gostam da minha cara fofa, das minhas bochechinhas para apertar, etc. etc. Não que seja um careto, nada disso, mas não sou uma femme fatale. Sou bonitinha, pronto! E sempre achei que a gaja que mais se aproximava da perfeição, para mim, era eu própria. Eu sei que a minha auto-estima está lá no alto mas também sempre fiz por isso. Nunca me desvalorizei perante alguém, nunca pensei “aquela é mais bonita que eu” ou “nunca vou ser como ela mas queria” porque simplesmente isso não me ia levar a lado nenhum. E se não começamos por gostar de nós, nunca ninguém o fará. E no fundo o que todos queremos não é ter ao nosso lado uma pessoa com um corpo de parar o trânsito. Queremos alguém com um sorriso, uma palavra, um beijo e um abraço que faça parar, simplesmente, o nosso mundo.


*Resposta à pergunta de um amigo meu, "tu nunca te cansas de ser perfeita?" =)

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Gripe.

Há umas semanas quando estive no PortAventura estive no México. Foi lá que andei na Harakan Condor e no Tren de la Mina. E até fui à cantina do México comer frango com batatas fritas, coca-cola e magnum de sobremesa enquanto via um espectáculo de dança.

Pergunta que se impõe: devo, então, preocupar-me com a gripe suína (ou gripe A que é muito mas muito mais chique!)?

domingo, 3 de maio de 2009

Certeza.

Vocês são as melhores do mundo.